O principal índice da bolsa brasileira teve uma semana marcada por oscilações, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, variações nas commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, e pela cautela em torno dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Apesar da aversão ao risco global, o fluxo estrangeiro para emergentes ajudou a limitar perdas mais fortes.
Nesta sexta-feira (15) o índice terminou o pregão aos 176.209,61 pontos, com queda de 0,81%. No noticiário interno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 9 pontos de vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no primeiro turno para a Presidência da República após a revelação do caso “Dark Horse”. É o que aponta pesquisa Datafolha divulgada na tarde desta sexta-feira.
As maiores altas do Ibovespa na semana
Usiminas (USIM5): +13,49%, R$ 9,80
As ações da Usiminas deram um salto de 13,49% na semana, liderando os ganhos do Ibovespa no período após o Goldman Sachs elevar a recomendação do papel para compra e destacar que a companhia deve ser uma das maiores beneficiadas pela alta dos preços do aço no Brasil.
Lojas Renner (LREN3): +11,22%, R$ 14,68
As ações das Lojas Renner subiram 11,22%.
Azzas (AZZA3): +8,77%, R$ 19,95
As ações da Azzas subiram 8,77% depois que o mercado passou a enxergar uma possível reorganização menos traumática para a disputa entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, os dois nomes centrais por trás da fusão entre Arezzo & Co e Grupo Soma. Os papéis vêm registrando quedas por conta do conflito.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
Minerva (BEEF3): -14,09%, R$ 4,03
As ações da Minerva caíram 14,09%, liderando as perdas do Ibovespa na semana. O papel foi pressionado por preocupações do mercado com o nível de endividamento da companhia e dúvidas sobre a capacidade de integração dos ativos adquiridos recentemente, em um cenário ainda desafiador para frigoríficos exportadores.
Pão de Açúcar (PCAR3): -7,96%, R$ 2,11
O Pão de Açúcar caiu 7,96% na semana. As ações seguem pressionadas por preocupações com a situação financeira da companhia, dificuldades operacionais e incertezas sobre a recuperação do negócio, em meio a um ambiente de consumo ainda fraco e juros elevados
RaiaDrogasil (RADL3): -7,15%, R$ 18,65
As ações da Raia Drogasil caíram 7,15% em uma semana. O movimento refletiu principalmente realização de lucros após a forte valorização acumulada anteriormente e uma rotação de investidores para papéis mais ligados a commodities e ciclo econômico, que ganharam força na semana.