• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A melhora do rating sinaliza o retorno ao grau de investimento?

Desde 2011, o Brasil vinha de uma trajetória de rebaixamento ou sem qualquer revisão de nota

Por Bruno Funchal

30/08/2023 | 16:39 Atualização: 30/08/2023 | 16:39

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

No início do mês passado, a agência de risco Fitch concedeu uma elevação da nota de crédito da dívida soberana brasileira. Em miúdos, esse movimento diz que a percepção sobre a capacidade de pagamento do nosso país em relação aos nossos credores melhorou, o que é um fato bastante positivo, visto que desde 2011 vínhamos de rebaixamentos ou sem qualquer revisão de nota.

Leia mais:
  • Podemos esperar um semestre mais promissor nos investimentos?
Cotações
13/02/2026 19h40 (delay 15min)
Câmbio
13/02/2026 19h40 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Apesar do upgrade, o país ainda está no nível chamado de “grau de especulação” que se refere a categoria dos países mais arriscados para se investir, duas notas abaixo do nível grau de investimento, que seria o grupo de países com alta credibilidade em relação a sua capacidade de honrar suas dívidas.

Fazer parte deste grupo deve ser um objetivo a ser perseguido, uma vez que essa classificação atrai investidores internacionais, ajudando no financiamento das empresas, nos investimentos e, por consequência, no crescimento e na geração de emprego e renda do Brasil. Para se ter uma ideia do potencial de crescimento do financiamento estrangeiro no país, os títulos soberanos chegaram a ter mais de 16% do total nas mãos de não residentes, número que hoje não chega a 10%.

Publicidade

O caminho para voltar a esse seleto grupo de países, cujo Brasil fez parte de 2008 a 2014, não é fácil. Mas as agências de risco começam a dar sinais de que estamos em uma direção correta. O que seria a tal direção correta e quais são os determinantes para a melhoria de nota de risco para alcançar o grau de investimento?

As razões listadas pela Fitch e o modelo utilizado para a avaliação nos dão uma boa direção do que foi feito para o upgrade e o que ainda precisa ser feito para prosseguir na direção do grau de investimento.

  • Fitch eleva nota de crédito do Brasil. Especialistas comentam impacto na Bolsa

O documento da agência faz alguns destaques para a recente melhora de avaliação, começa dizendo que o upgrade do Brasil reflete uma performance macroeconômica e fiscal melhor que o esperado mesmo com os sucessivos choques (pandemia e guerra), com políticas proativas e reformas que apoiaram os resultados econômicos alcançados, e com a expectativa de continuidade do novo governo.

Dentre as reformas destacadas pela agência, temos a reforma da previdência e a autonomia do Banco Central. Com relação ao novo arcabouço fiscal a agência espera que a nova regra, junto com medidas tributárias, ancore uma melhoria fiscal no médio prazo.

Em relação aos números econômicos que merecem destaque, a Fitch aponta três de forma bastante pragmática. Primeiro, crescimento econômico resiliente, vindo acima do esperado por alguns anos. Segundo, a melhor trajetória da dívida soberana cujo nível de 73% ao final de 2022 é menor que o nível de endividamento pré-pandemia, apesar de bem acima de um país mediano grau de investimento (56% do PIB).

Publicidade

A agência aponta para um risco de uma dívida crescente, mesmo com a nova regra fiscal, porém menos acelerada do que o esperado. Finalmente, a Fitch destaca uma política monetária “prudente e proativa” durante o período de choque inflacionário, o que permitiu controlar a inflação e apoiar a credibilidade da política monetária brasileira.

Outros pontos trazidos pela agência que merecem destaque referem-se a gestão da dívida pública, com um robusto colchão de liquidez, importante para navegar em períodos de volatilidade dos mercados, dívida predominantemente em moeda local, níveis confortáveis de reservas internacionais e a profundidade do mercado doméstico.

Olhando para frente, projetar nossas chances de recuperar nosso grau de investimento no médio prazo precisa passa por entender o modelo e as variáveis da agência de rating. Dos indicadores de maior peso, temos, principalmente, mas não limitado a isso, o crescimento da nossa economia, dívida pública como proporção do PIB, governança, déficit em conta corrente, dentre outros.

Se comparado com nosso upgrade em 2008, os grandes desafios são o nível de crescimento e nosso endividamento. Enquanto que em 2008, nosso crescimento médio de 5 anos passava de 4%, hoje ficamos em torno de 2%. Com relação a dívida, em 2008 tínhamos uma dívida de 56% do PIB, hoje temos uma dívida de 75% do PIB e com tendência de crescimento.

Publicidade

Assim, o grande desafio para o grau de investimento é crescer de forma mais acelerada e sustentável, e com nosso endividamento com tendência de redução. No passado, tivemos uma ajuda significativa do superciclo de commodities que beneficiou o Brasil, contribuindo para um crescimento mais acelerado e para o atingimento do grau de investimentos. Porém, diversas reformas importantes vinham sendo feitas, desde o plano real, passando pela Lei de Responsabilidade Fiscal e as reformas do mercado de crédito brasileiro que auxiliaram no avanço da nossa economia.

Hoje, para entregar mais crescimento em conjunto com uma redução da dívida pública, é preciso avançar nos pilares da produtividade e da consolidação fiscal. Para isso o avanço na reforma tributária do consumo é peça chave, uma vez que reduz o custo de conformidade e litígio, além de acabar com a guerra fiscal, o que permitiria uma realocação de negócios de acordo com seu maio potencial de produtividade. Todos esses elementos contribuem para uma maior produtividade dos negócios e, por consequência, maior crescimento econômico.

Em paralelo, avanço no arcabouço fiscal que permita o controle das despesas, sem a necessidade de aumento de carga tributária, é fundamental para o controle do endividamento do país. Estabilizar a relação dívida/PIB é condição básica para uma melhor percepção de risco dos agentes, com consequência direta nos prêmios de risco e nos juros pagos pelo Tesouro e pelas empresas em toda a economia.

Cabe destacar que, apesar do compromisso de uma consolidação fiscal de médio prazo trazido pelo novo arcabouço fiscal e pelas metas de resultado primário trazidos pelo Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), há o desafio de entregar este resultado sem um aumento de carga tributária que seja contraproducente com o crescimento econômico. Aumento de impostos em economias de alta carga tributária, como o Brasil, tendem a influenciar negativamente o crescimento da economia.

Publicidade

Portanto, é importante ter clareza que a obtenção do grau de investimento deve ser um objetivo de médio prazo, e que requerem reformas difíceis, mas muito importantes para o nosso país.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Brasil
  • Fitch
  • rating

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    Vai para os blocos de carnaval? Veja como se proteger de golpes

  • 3

    O que o payroll de janeiro nos EUA diz sobre o futuro do dólar no Brasil após 130 mil vagas

  • 4

    Análise do resultado da Vale no 4T25: prejuízo de US$ 3,8 bi contrasta com forte operação; o que fazer com VALE3

  • 5

    Ibovespa hoje fecha abaixo de 188 mil pontos em dia de queda das commodities

Publicidade

Quer ler as Colunas de Bruno Funchal em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Imagem principal sobre o Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Logo E-Investidor
Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Complementar (BCO)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Complementar (BCO)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: beneficiários têm direito a valores extra; saiba como
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: beneficiários têm direito a valores extra; saiba como
Imagem principal sobre o O que é o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM)?
Logo E-Investidor
O que é o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como é feito o pagamento para quem não tem conta na Caixa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como é feito o pagamento para quem não tem conta na Caixa?
Últimas: Colunas
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?
Eduardo Mira
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?

Com dívida perto de 85% do PIB, déficit nominal ao redor de 8% e juros reais acima de 6%, País enfrenta riscos; entenda

13/02/2026 | 14h36 | Por Eduardo Mira
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor
Einar Rivero
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor

Os quatro bancos desembolsaram R$ 78,6 bilhões apenas em 2025, o equivalente a 36,3% de tudo o que foi pago em cinco anos

12/02/2026 | 16h09 | Por Einar Rivero
OPINIÃO. O investidor quer lucrar como rico, mas perder como pobre
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. O investidor quer lucrar como rico, mas perder como pobre

Investidor busca ganhos elevados, mas rejeita a volatilidade e o risco que acompanham retornos acima da média, repetindo erros que minam a própria performance

12/02/2026 | 14h44 | Por Fabrizio Gueratto
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador