O GOEX39, disponível a partir desta segunda-feira (25), replica um índice composto por empresas globais de exploração e desenvolvimento de ouro. Já o SHLD39, com estreia prevista para esta quarta-feira (27), acompanha companhias cuja receita é majoritariamente ligada à tecnologia de defesa, incluindo áreas como cibersegurança, inteligência artificial (IA), drones e sistemas militares avançados.
Os lançamentos ocorrem em um contexto de valorização do ouro, que renovou máximas históricas em 2024 e 2025, impulsionado por compras de bancos centrais e busca por ativos considerados de proteção. Do primeiro dia do ano até o final de abril, registrou variação percentual positiva de 5,55%.
Ao mesmo tempo, os gastos militares globais somaram US$ 2,887 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em termos reais em relação a 2024, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI).
Como funcionam os ETFs
O GOEX39 replica o índice Solactive Global Gold Explorers & Developers Total Return Index e reúne 52 empresas do setor de mineração de ouro. Com patrimônio líquido de US$ 121,86 milhões, sua cota patrimonial está US$ 78,01. Entre as maiores posições estão Coeur Mining, Hecla Mining e Alamos Gold. A carteira possui maior concentração no Canadá, Estados Unidos e Austrália. A taxa de administração é de 0,65% ao ano.
Já o SHLD39 acompanha o Global X Defense Tech Index, formado por 49 empresas ligadas ao setor de defesa, com destaque para Lockheed Martin, RTX, Palantir, General Dynamics e Rheinmetall. Seu patrimônio líquido atinge os US$ 7,62 bilhões e conta com uma cota patrimonial de US$ 64,41. A exposição geográfica é liderada pelos Estados Unidos, seguidos por Alemanha, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Suécia. O fundo é rebalanceado semestralmente e cobra taxa de 0,50% ao ano.
Segundo a gestora, os produtos foram estruturados para oferecer acesso a segmentos considerados difíceis de replicar individualmente. Como outros investimentos em renda variável, os ETFs estão sujeitos a oscilações de mercado, variações cambiais e maior volatilidade por concentrarem exposição em setores específicos.