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Colunista

Capex em desaceleração: empresas da B3 cortam investimentos e indicam mudança de ciclo

O ritmo dos investimentos das empresas começou a perder fôlego globalmente

Por Einar Rivero

01/10/2025 | 15:20 Atualização: 01/10/2025 | 15:20

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Capex/Depreciação cai no 2T25 no Brasil e no S&P 500, indicando freio nos investimentos. Ibovespa resiste melhor, mas small caps puxam cautela. (Imagem: Adobe Stock)
Capex/Depreciação cai no 2T25 no Brasil e no S&P 500, indicando freio nos investimentos. Ibovespa resiste melhor, mas small caps puxam cautela. (Imagem: Adobe Stock)

A mediana do indicador Capex/Depreciação, que mostra o quanto as companhias estão reinvestindo em ativos produtivos em relação ao desgaste dos seus bens, caiu de forma significativa no segundo trimestre de 2025.

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No caso do Brasil, isso acende um sinal de alerta para uma economia cujas empresas passavam por um ciclo de expansão desde a metade do ano passado.

S&P 500: desaceleração suave após ciclo de expansão

Vamos olhar primeiro para o cenário internacional. Nos Estados Unidos, a mediana do Capex/Depreciação do S&P 500 recuou para 124,56% no segundo trimestre de 2025.

É o menor nível desde junho de 2021 e marca o terceiro trimestre consecutivo de queda, com retração de 0,62 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Isso indica que, embora as empresas americanas ainda invistam bem acima do necessário para repor a depreciação — o que denota expansão de capacidade e modernização tecnológica — a velocidade desses investimentos começa a diminuir.

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O movimento reflete um ambiente global mais desafiador, com juros elevados e maior seletividade na alocação de capital.

B3: menor nível em mais de quatro anos e forte retração

O sinal de alerta é ainda mais forte no Brasil.

A mediana do Capex/Depreciação das empresas listadas na B3 caiu para 99,47% no segundo trimestre de 2025, a primeira vez abaixo dos 100% desde março de 2021.

Isso significa que, em média, as companhias estão investindo menos do que o necessário para repor a depreciação de seus ativos.

A retração também impressiona pela magnitude: queda de 14,35 pontos percentuais frente ao trimestre anterior, a terceira maior desde junho de 2020.

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As maiores quedas foram registradas no terceiro trimestre de 2023 (-23,77 p.p.) e no primeiro trimestre de 2024 (-14,81 p.p.).

O movimento sugere que as empresas brasileiras estão mais cautelosas, reduzindo desembolsos em projetos de expansão ou adiando investimentos.

Entre os fatores por trás dessa mudança estão a desaceleração da atividade doméstica, custos de capital ainda elevados e um cenário de incertezas macroeconômicas.

Ibovespa: gigantes resistem melhor ao freio

Entre os diferentes grupos de empresas nacionais, as que compõem o Ibovespa têm resistido melhor ao ambiente adverso.
São, no geral, companhias maiores e mais consolidadas.

No segundo trimestre de 2025, a mediana do Capex/Depreciação do índice foi de 118,19%, bem acima da média geral da B3 (99,47%) e do índice de small caps (90,21%).

O dado reforça a tese de que empresas de maior porte possuem maior acesso a crédito, estrutura de capital mais robusta e capacidade de manter investimentos mesmo em momentos de volatilidade na economia.

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Mesmo assim, esse grupo “seleto” do Ibovespa não ficou imune à desaceleração: trata-se da segunda queda trimestral consecutiva e o menor nível desde setembro de 2024.

Outro ponto relevante é a comparação internacional. Mesmo em queda, as companhias do Ibovespa estão 6,37 pontos percentuais acima da mediana do S&P 500, mostrando que, no agregado, seguem investindo em expansão com intensidade semelhante às maiores corporações globais.

Small Caps: freio de mão puxado

O cenário é bem diferente entre as empresas de menor capitalização.

A mediana do Capex/Depreciação das companhias do índice Small Caps despencou para 90,21% no segundo trimestre de 2025, abaixo da linha dos 100% e no menor patamar desde o primeiro trimestre de 2021 (82,92%).

O recuo de 11,44% foi a quarta maior queda trimestral desde 2020.

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Historicamente, as maiores reduções ocorreram no segundo trimestre de 2022 (-29,43 p.p.), terceiro trimestre de 2023 (-26,94 p.p.) e primeiro trimestre de 2024 (-12,03 p.p.).

Empresas menores estão sentindo com mais intensidade o aperto das condições financeiras e o cenário econômico desafiador.
Com margens mais apertadas e maior dificuldade de acessar crédito, muitas delas estão adiando planos de expansão e priorizando preservação de caixa.

O que o histórico revela

A análise da série histórica de 2020 a 2025 permite enxergar três grandes ciclos no comportamento do Capex/Depreciação:

  • 2020 até o início de 2021: período de contenção de investimentos, marcado pelos impactos da pandemia e incertezas econômicas.
  • 2021 até o início de 2023: ciclo de forte expansão, impulsionado pela retomada econômica, boom de commodities e expectativas positivas.
  • 2023 até hoje (2025): fase de desaceleração, com alta volatilidade e decisões de investimento mais cautelosas.

Esse último movimento, ainda em curso, sugere que as empresas estão migrando de um ciclo de expansão acelerada para uma etapa de gestão conservadora de capital, o que pode indicar foco em eficiência operacional, desalavancagem e aumento de distribuição de dividendos.

Termômetro do apetite por crescimento

O indicador Capex/Depreciação funciona como um termômetro do apetite de investimento das empresas.

Valores consistentemente acima de 100% indicam expansão e modernização, enquanto leituras abaixo disso sinalizam cautela e até risco de perda de competitividade no longo prazo.

Os dados de 2025 apontam para uma mudança de fase: depois de um ciclo de investimentos intensos no pós-pandemia, as empresas, especialmente as menores, agora pisam no freio.

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Se o movimento for passageiro, pode ser lido como uma “pausa estratégica”.

Mas, se persistir, teremos um novo ciclo de crescimento mais lento, com implicações diretas para produtividade, inovação e rentabilidade no futuro.

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