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Colunista

Perda fixa voltou a ser renda fixa com alta da Selic?

Os investimentos na renda fixa não estavam em seu melhor momento, agora falar em “perda fixa” é tolice.

Por Fabrizio Gueratto

28/10/2021 | 7:46 Atualização: 28/10/2021 | 8:27

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Emergência de saúde aumentou busca por planejamento sucessório. (Foto:Envato Elements)
Emergência de saúde aumentou busca por planejamento sucessório. (Foto:Envato Elements)

Pela sexta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros (Selic). O indicador, que é usado como mecanismo para regular a economia do País, subiu 1,5 ponto percentual, saindo de 6,25% ao ano para 7,75%. 

Leia mais:
  • Como ficam os investimentos com a taxa Selic a 7,75%
  • Stuhlberger: Inflação deu um baile no mercado
  • Multimercados sobem mesmo em cenário desanimador
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Grande parte do mercado já esperava por esse aumento, principalmente devido à alta interminável da inflação. Em setembro, o índice IPCA, que mede o aumento generalizado dos preços, bateu dois dígitos, chegando a 10,25% no acumulado dos últimos 12 meses. 

Além disso, rumores sobre a possibilidade do governo furar o teto de gastos para financiar programas sociais, como o Auxílio Brasil, estão preocupando o mercado. Em meio a todos esses fatores, o Copom se viu obrigado a continuar aumentando a taxa Selic. No entanto, como ficam os investimentos com isso tudo?

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Alta da renda fixa

Quando a taxa de juros sobe, os investimentos de renda fixa tendem a valorizar. Isso acontece porque a maioria está atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que sempre fica um ponto percentual abaixo da Selic.

Portanto, com os juros altos, muitas pessoas acabam migrando parte dos seus investimentos para a renda fixa ou freando as aplicações na Bolsa de Valores. Entre as aplicações mais populares, estão o Tesouro Selic e os CDBs de banco digitais e tradicionais.

Renda fixa pode fazer perder dinheiro?

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Atualmente, tem renda fixa pagando mais de 12% ao ano. Então, é possível tirar uma valorização até 2% acima da inflação, que encontra-se em 10,25%. Para aqueles que preferem evitar os riscos e volatilidade do mercado de ações, essa pode ser uma ótima oportunidade para começar a investir.

A taxa Selic a 2% é uma coisa, agora se a mesma terminar o ano próximo dos 10%, o jogo muda totalmente. Claro, os investimentos na renda fixa não estavam em seu melhor momento, agora falar em “perda fixa” é tolice. Afinal, isso não existe. 

Até mesmo em países onde os juros são negativos, as pessoas continuam investindo dinheiro nesse tipo de aplicação. Isso ainda mais levando em conta a segurança que oferecem, já que são protegidos pelo governo, como no caso do Tesouro Direto, ou pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Reserva de emergência

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Reserva de emergência é renda fixa, não tem como inventar moda. Afinal, se der algum problema, esse dinheiro precisa estar disponível para ser utilizado. Por exemplo, caso a pessoa perca o emprego ou se envolva em um acidente. 

Nessas situações, é preciso ter entre 6 e 12 meses de custo de vida mensal. Assim, esse dinheiro deve ser aplicado em um ativo seguro e, ao mesmo tempo, que não perca para a inflação.

Portanto, esse é o momento ideal para as pessoas começarem a montar a sua reserva de emergência, principalmente após a crise do novo coronavírus (covid-19), onde foi possível ver o caos e quem não tinha uma reserva sofreu muito mais com a instabilidade causada pela pandemia. Além disso, com a Selic subindo é possível ter um rendimento considerável, onde o investidor pode começar a pensar em uma estratégia para os seus investimentos.

Leia mais sobre a alta da taxa de juros aqui. 

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Assista ao vídeo exclusivo sobre como fazer a reserva de emergência:

 

 

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