• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Previdência privada: por que limitar investimentos em ações a 70%?

Fundos se sofisticaram, mas restrições sem sentido atrapalham o potencial obtido pela eficiência tributária

Por Luciana Seabra

08/04/2024 | 8:05 Atualização: 08/04/2024 | 8:05

Receba esta Coluna no seu e-mail
Previdência privada. (Foto: Adobe Stock)
Previdência privada. (Foto: Adobe Stock)

Você foi comprar um molhinho de pimenta no mercado e, no caixa, acrescentaram um saco de arroz à sua sacola. Você estranha e questiona. Eles respondem: “Não é bom pra você comer pimenta pura”. Você vai achar que está sonhando, né? Logo vai se defender dizendo que isso não é da conta de ninguém e que é óbvio que não planejava comer aquilo puro.

Leia mais:
  • Por que bons fundos de investimento fecham?
  • Progressiva ou regressiva: o que falta saber sobre a nova lei da previdência
  • Fundo Tesouro Selic taxa zero versus poupança: quem ganha nessa disputa?
Cotações
05/04/2026 15h41 (delay 15min)
Câmbio
05/04/2026 15h41 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pois bem, na previdência isso é muito natural. As regras da previdência aberta – os famosos Planos Geradores de Benefício Livre (PGBLs) e Vida Geradores de Benefício Livre (VGBLs) que você encontra no banco ou na corretora – ditam que um fundo oferecido ao público em geral não pode ultrapassar 70% em Bolsa.

  • Saiba mais: Tesouro RendA+, PGBL ou VGBL, qual é melhor para a aposentadoria?

Eu, que acredito nos benefícios de um portfólio diversificado, daqui questiono: Quem disse que eu ia colocar todo meu patrimônio nesse fundo?

Nos últimos anos alguns excelentes gestores de ações, com consistência em bater a média do mercado, decidiram lançar suas previdências. Criaram produtos que podem chegar a 100% em Bolsa para investidores qualificados. Por causa da regulação, foram obrigados a fazer uma versão aguada de seus fundos estrelados para oferecer ao público em geral.

Publicidade

Nesses fundos previdenciários, que levam 70 no nome, gestores dedicados a ações acabam tendo que investir quase um terço do patrimônio em renda fixa, o que não é sua especialidade. A praxe decorrente desta obrigação consiste em comprar só renda fixa pós-fixada, pela qual o investidor acaba pagando preço de fundo de ação. E, como não podem ficar somente em Bolsa, os gestores cobram taxa de performance sobre referencial de renda fixa.

Ou seja, sob a justificativa de proteger o investidor, o regulador acabou empurrando para ele um produto piorado – ainda vantajoso, se for um bom gestor, porque há vários benefícios tributários em previdência, mas aquém do que poderia ser.

Carteira de previdência

Antigamente, quando só os bancos geriam previdência (em geral produtos muito ruins) e os clientes investiam em uma só, a regra até poderia fazer sentido – quando comecei a acompanhar o mercado de previdência o limite em ações era pior ainda, de 49%.

Hoje faz muito mais sentido montar um portfólio de previdência. Costumo recomendar uma carteira com pelo menos um fundo de crédito, um multimercado e um de ações, todos previdenciários de gestores especialistas, selecionados a partir de critérios qualitativos e quantitativos.

O ideal, no entanto, vai além. Com os tíquetes mínimos baixos para o qual o mercado evoluiu – hoje tem fundo com tíquete inicial de R$ 1 – faz sentido ter ao menos uma dezena de fundos previdenciários. Assim, você diversifica o risco também do gestor, ou seja, de quem está selecionando os ativos.

  • Previdência privada patina em 2024, mas há destaques que sobem 7%. Veja quem

Na hora de montar o quadro perfeito para o dinheiro de longo prazo – um prato colorido – os fundos de ações aguados atrapalham. Eu gostaria que o gestor de ações pudesse chegar a 100% em Bolsa quando visse boas oportunidades. E que deixasse a renda fixa para o fundo do especialista nesse ativo, mas o órgão regulador não deixa.

Publicidade

E tem mais: os fundos de previdência não podem investir em ações de empresas ligadas à própria seguradora. Se um gestor vê boas oportunidades em Bradesco (BBDC3; BBDC4), BTG Pactual (BPAC11), Itaú (ITUB3; ITUB4) e XP, por exemplo, e tem um fundo de previdência que serve às quatro seguradoras, não pode comprar nenhum desses ativos.

E, sim, isso acontece sempre: o fundo tradicional da casa teve um retorno excepcional e o previdenciário ficou para trás, mesmo na versão restrita a qualificados. Quando questiono, a resposta é que o produto não pode comprar ativos ligados às seguradoras. E, bom dizer, o setor financeiro é parte importante da Bolsa brasileira, seria importante que pudesse compor os portfólios previdenciários.

Máximo potencial de retorno a investidores

Isso tudo não invalida os produtos previdenciários, dada a vantagem tributária absurda que têm para o dinheiro de longo prazo sobre outros investimentos, com a possibilidade de deduzir o valor aportado na declaração anual de Imposto de Renda, chegar ao tributo de 10% depois de dez anos, ao imposto zero para rendas mais baixas e até a ausência de contribuições de herança em alguns Estados.

Se essas travas regulatórias para investimentos acabassem, entretanto, a toda essa eficiência tributária se somaria o máximo potencial de retorno dos gestores.

Considero que é hora de reavaliar essas regras, à luz de um novo mercado previdenciário, em que é possível montar um portfólio completo com ótimos produtos em vez de carregar um único fundo ruim a vida toda.

  • Veja também: Como chegar a R$ 100 mil com ações que pagam dividendos

Bom lembrar que, mesmo para o estoque, é possível fazer portabilidade, passando de um produto ruim a um portfólio de verdade – que ninguém discorda ser o melhor para o longo prazo em termos de retorno e controle de risco.

Publicidade

Então, bora evoluir a regulação e colocar energia em educação financeira em vez de forçar investidores a comprar também arroz – a preços altos – quando querem pimenta?

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • bolsa
  • dinheiro
  • Fundos de investimento
  • Fundos de Previdência
  • Gestores
  • Investimentos
  • mercado
  • previdencia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Guerra no Irã afasta turistas, derruba vendas de luxo em 50% no Oriente Médio e acende alerta entre marcas globais

  • 2

    A Páscoa ficou mais cara? Chocolate e bacalhau explicam por que a conta pesa no bolso

  • 3

    Chocolates estão 16% mais caros: vale a pena investir no ETF que acompanha os preços do cacau?

  • 4

    O IPO da SpaceX é ótimo, mas não vai gerar um retorno de 100 vezes o investimento

  • 5

    Ibovespa hoje: PRIO (PRIO3) salta com disparada do petróleo; RD Saúde tomba

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostas são premiadas após acertarem menos números
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostas são premiadas após acertarem menos números
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: quantas apostas dividiram prêmio de R$ 40 milhões?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: quantas apostas dividiram prêmio de R$ 40 milhões?
Imagem principal sobre o Quando será o próximo sorteio da Dupla Sena, após a Dupla de Páscoa 2026?
Logo E-Investidor
Quando será o próximo sorteio da Dupla Sena, após a Dupla de Páscoa 2026?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: veja os números sorteados do prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: veja os números sorteados do prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostou online? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostou online? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostou presencialmente? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostou presencialmente? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: até quando o prêmio de R$ 40 milhões pode ser pago?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: até quando o prêmio de R$ 40 milhões pode ser pago?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Últimas: Colunas
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro
Ana Paula Hornos
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro

Mudar de vida é um desejo comum, mudar a forma de lidar com o dinheiro, nem sempre

04/04/2026 | 06h00 | Por Ana Paula Hornos
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia
Fernanda Camargo
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia

Não basta dinheiro, negócios sustentáveis dependem de lideranças locais, formação de equipes, capacidade de gestão, sucessão, governança e execução

03/04/2026 | 08h00 | Por Fernanda Camargo
Investir em saúde é investir no futuro
Carol Paiffer
Investir em saúde é investir no futuro

Da prevenção ao bem-estar, saúde se consolida como um investimento estratégico que gera oportunidades de mercado

03/04/2026 | 07h00 | Por Carol Paiffer
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um
William Eid
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um

Do choque energético ao alívio nos mercados, o conflito pode redesenhar inflação, juros, bolsas e crédito — e exige ajustes na carteira

02/04/2026 | 17h06 | Por William Eid

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador