• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Mercados sofrerão impactos do novo jogo das alianças globais

Geopolítica mundial polarizada traz à tona riscos de conflitos armados, sanções e espionagem. Entenda

Por Thiago de Aragão

10/04/2024 | 14:56 Atualização: 10/04/2024 | 21:33

Receba esta Coluna no seu e-mail
Mapa mundi fragmentado (Foto: Adobe Stock)
Mapa mundi fragmentado (Foto: Adobe Stock)

A dinâmica geopolítica mundial está cada vez mais polarizada, polarização essa evidenciada por uma divisão clara entre um bloco liderado pelos Estados Unidos, que inclui nações como Japão e Filipinas, e outro encabeçado pela China, com aliados como Rússia, Coreia do Norte, Paquistão e Venezuela. Essa dicotomia reflete não apenas tensões ideológicas e políticas, mas também implicações profundas para os mercados financeiros globais.

Leia mais:
  • China se esforça para atrair investimento estrangeiro
  • Trump x Biden: entenda os impactos no Brasil
  • A lenda da Bolsa que possui 9,6% da OSX, de Eike Batista
Cotações
30/04/2026 21h59 (delay 15min)
Câmbio
30/04/2026 21h59 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Guerra Fria do século XX estabeleceu um mundo dividido e categorizado por ideologias, em que cada lado buscava se sobressair economicamente para expandir sua influência, incentivando alianças econômicas e parcerias comerciais. A China desempenhava um papel importante, porém não central, alinhada ao bloco oriental, mas trazendo uma perspectiva, principalmente frente aos EUA, de que seria o exemplo máximo da transição espontânea do comunismo para a democracia capitalista.

  • Leia também: “Ritmo de corte de juros diminuiu devido ao cenário externo”, diz UBS

Na atual “nova” Guerra Fria, os contornos são mais complexos, os objetivos menos claros e os conflitos, indefinidos e frequentemente resultam em prejuízos compartilhados, impactando negativamente o crescimento econômico de todos os envolvidos.

Na era atual, a China emergiu como uma potência de influência e tamanho significativos, buscando posicionar-se estrategicamente entre a Rússia e o Ocidente, enquanto o próprio Ocidente, embora unido sob a bandeira humanitária, mostra-se cindido em seus interesses econômicos e com graves problemas de unidade doméstica entre seus próprios cidadãos.

Alianças rivais

Recentemente, a visita do primeiro-ministro japonês aos Estados Unidos destacou a crescente cooperação entre esses países, fortalecendo uma aliança que visa contrapor a ascendência chinesa na região Indo-Pacífico. Nesse encontro, foram discutidos assuntos como segurança regional, comércio e investimentos, assim como o compromisso conjunto em manter um Indo-Pacífico livre e aberto.

Publicidade

Esta visita não é um evento isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla que visa consolidar um bloco robusto capaz de contrabalançar as ambições territoriais e econômicas da China.

  • Confira ainda: Como você pode ganhar dinheiro apostando no sobe e desce da Selic

A aliança entre EUA, Japão e Filipinas é emblemática dessa estratégia. Este trio, reforçado por laços históricos e preocupações de segurança comuns, está engajado em uma colaboração militar e econômica profunda. Exercícios militares conjuntos, acordos de defesa e cooperação em tecnologias emergentes são aspectos dessa aliança que visa proteger seus interesses estratégicos contra a influência chinesa, especialmente em questões como a soberania de Taiwan e as disputas no Mar do Sul da China.

Em contrapartida, a reunião entre a China e a Rússia simboliza um esforço concertado para desafiar a hegemonia ocidental e estabelecer um contrapeso ao poderio americano. Nesta reunião, os líderes chineses e russos expressaram seu apoio mútuo e criticaram as sanções e políticas ocidentais, buscando fortalecer suas relações econômicas, militares e tecnológicas. Essa colaboração representa uma tentativa de criar uma frente unificada que possa influenciar a ordem mundial e redefinir o equilíbrio de poder global.

Riscos geopolíticos

Essas dinâmicas complexas introduzem riscos geopolíticos significativos para os mercados financeiros, incluindo:

Risco de conflitos armados

O perigo de um conflito armado, particularmente na região do Indo-Pacífico, possui o potencial de desestabilizar gravemente as rotas logísticas e a produção de bens manufaturados devido a interrupções na distribuição de matérias-primas. A tensão na região não só ameaça a segurança global, mas também tem implicações diretas para a economia mundial.

Países como o Brasil se tornariam extremamente vulneráveis, visto que suas economias, fortemente dependentes de exportações e importações, poderiam sofrer com a disrupção das cadeias de suprimento. Esse cenário desencadearia uma série de eventos que afetariam negativamente as trocas comerciais globais, intensificando a incerteza econômica e a instabilidade.

Fragmentação econômica

A fragmentação econômica já se manifesta de forma constante no cenário global. Enquanto países “menos relevantes”, como o Brasil, ainda não percebem significativamente esse impacto, não sendo vistos como estratégicos na dinâmica geopolítica, a realidade é diferente para nações sem alternativas, como o Irã e a Venezuela, ou para aquelas que buscam liderar o processo, como EUA, Europa e China.

Para estes últimos, a fragmentação econômica representa um desafio imediato, pois estão na vanguarda das tensões geopolíticas, o que tende a impactá-los diretamente e mais rapidamente.

Guerra comercial e sanções

A expectativa é que a guerra comercial se intensifique no futuro próximo, com as sanções tornando-se um mecanismo comum nas relações internacionais. Será cada vez mais usual observar acordos bilaterais que excluem interações com terceiros países. Essas sanções, transformando-se em armas universais, prejudicarão principalmente os países menores, que se veem enredados em um jogo global em que são mais afetados pelas decisões e pelos conflitos das grandes potências.

Instabilidade em países em desenvolvimento

A instabilidade já existente em países em desenvolvimento tende a se agravar, pois essas nações estão cada vez mais atreladas às decisões políticas e econômicas das grandes potências, como EUA, China, Rússia e União Europeia. Essa dependência os torna suscetíveis às oscilações e direcionamentos dos países “matrizes”, levando a uma instabilidade e incerteza crescentes.

Publicidade

A vulnerabilidade na cadeia de suprimentos e distribuição, que pode ser interrompida com maior facilidade e frequência, afetará particularmente nações com gestão frágil e maturidade política limitada.

Espionagem e cibersegurança

A espionagem, tanto física quanto cibernética, está em ascensão, caracterizando-se atualmente como uma fase de “colheita” de informações. Esses dados, ainda não utilizados em sua plena capacidade desestabilizadora, preveem um cenário futuro com aplicação de tecnologias avançadas, como computação quântica, inteligência artificial e redes de satélites.

Além disso, tais informações podem ser usadas em extorsões e tentativas de chantagear indivíduos, revelando uma dimensão estratégica e perigosa da coleta de dados em massa.

Novo realinhamento global

A atual dinâmica geopolítica está recalibrando o mercado financeiro, destacando uma vulnerabilidade negligenciada nas cadeias globais de suprimento energético. A era da Guerra Fria 2.0 nos empurra para um cenário no qual as commodities ressurgem como peças-chave no tabuleiro econômico, limitando a eficácia das ferramentas convencionais dos bancos centrais contra choques externos.

Este contexto reavalia o conceito de refúgios seguros, prejudicando os ativos de mercados emergentes e reposicionando o dólar americano, que já supera moedas europeias e o iene japonês.

Para os mercados emergentes, a força do dólar e o decréscimo na disposição global ao risco desenham um futuro desafiador. Países dependentes de importação de alimentos e combustíveis estão na linha de frente da vulnerabilidade.

Publicidade

A Guerra Fria 2.0 propõe uma fragmentação que, paradoxalmente, pode melhorar as oportunidades de diversificação, mas com uma advertência crítica: a alta dos riscos políticos. Nações alinhadas com a China, como Rússia e outros, correm o risco de serem atingidas por sanções secundárias. Portanto, apesar das vantagens inerentes à diversificação internacional, o atual cenário geopolítico exige uma abordagem meticulosa e cautelosa na reavaliação das oportunidades de investimento.

  • Petrobras (PETR3;PETR4): com possíveis riscos políticos, vale a pena ter a ação?

Assim, a visita do primeiro-ministro japonês aos Estados Unidos e o encontro sino-russo não são meros atos diplomáticos; eles marcam o início de uma nova era de realinhamento global, uma mudança tectônica na ordem mundial que desafia os paradigmas estabelecidos. Este panorama transformado vai exigir uma vigilância rigorosa e uma abordagem estratégica arguta dos principais atores globais.

No xadrez geopolítico e financeiro atual, navegar com perspicácia e determinação pelas águas turbulentas deste novo mundo não é apenas necessário, mas uma questão de sobrevivência estratégica e de influência no cenário internacional.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • China
  • Economia
  • EUA
  • Investimentos
  • Mercado financeiro
  • Rússia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    IPCA acima da meta muda rota da Selic e mercado prevê corte menor pelo Copom

  • 2

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 3

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: estes idosos não têm direito ao valor
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: como funciona o rendimento do dinheiro de quem decide permanecer na conta poupança?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: como funciona o rendimento do dinheiro de quem decide permanecer na conta poupança?
Últimas: Colunas
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta
Marco Saravalle
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta

Após frustrar expectativas, banco lança dúvidas sobre risco político e enfraquece a tese de dividendos

27/04/2026 | 14h18 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador