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O que aprender com a lira turca, o peso argentino e o debate sobre juros no Brasil

Em um mundo economicamente interdependente, a queda de um pode servir de lição para todos

Por Vitor Miziara

30/05/2023 | 13:15 Atualização: 30/05/2023 | 13:29

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Taxas de juros reduzidas podem trazer a tão temida inflação de volta. (Foto: Envato Elements)
Taxas de juros reduzidas podem trazer a tão temida inflação de volta. (Foto: Envato Elements)

Na segunda-feira (29), a lira turca atingiu a sua mínima histórica, caindo para 20,077 por dólar. A crise no país é uma consequência da gestão de duas décadas do agora reeleito presidente, Recep Tayyip Erdogan. O epicentro da crise encontra-se na política monetária heterodoxa adotada por Erdogan, que acredita que altas taxas de juros são inflacionárias, uma posição que contraria o consenso econômico convencional de que juros elevados ajudam a conter a inflação.

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Essa crença levou a um ciclo de redução das taxas de juros, o que diminuiu a atratividade para os investidores e gerou uma fuga de capitais. Como resultado, a inflação disparou, causando estragos na economia e diminuindo o poder de compra dos cidadãos.

A combinação de fuga de investidores e inflação elevada resultou em uma desvalorização da moeda que já caiu 90% nas últimas décadas. Vale lembrar que o Banco Central na Turquia não é independente e, portanto, segue à risca as diretrizes impostas pelo presidente.

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Não precisamos ir muito longe para ver os resultados dessa mesma política. Nossa vizinha Argentina está passando por uma situação econômica similar, adotando políticas monetárias semelhantes para controlar a inflação. Para entender a situação atual da Argentina, é útil olhar para o seu passado econômico. No início do século XX, a Argentina era uma das dez economias mais prósperas do mundo, em grande parte graças à sua rica agricultura e à exportação de commodities.

No entanto, a partir da década de 1930, o país adotou políticas de substituição de importações, buscando tornar-se autossuficiente em uma variedade de setores industriais. Apesar de algum sucesso inicial, essas políticas, aliadas a uma série de regimes políticos instáveis e à implementação de políticas econômicas intervencionistas, levaram a uma série de crises econômicas.

Nos últimos anos, essas crises se intensificaram após a implementação de políticas semelhantes àquelas adotadas na Turquia, com controles sobre a produção e as exportações, e resistência em aumentar as taxas de juros para controlar a inflação. O resultado tem sido consistentemente o mesmo: queda da moeda, inflação alta e diminuição da produção.

Seria natural pensar que a queda da lira turca deveria servir como um aviso de que políticas econômicas não convencionais, quando mal implementadas, podem resultar em instabilidade econômica e desvalorização da moeda. No entanto, essa não parece ser a lição aprendida.

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No Brasil, críticas ao Banco Central independente são comuns entre os partidos de esquerda. Eles defendem juros mais baixos para impulsionar o crescimento econômico, mas parecem desconsiderar que taxas de juros reduzidas podem trazer a tão temida inflação de volta. Além disso, taxas de juros mais baixas podem desestimular investidores estrangeiros, o que pode levar à retirada de capital do País e, consequentemente, à desvalorização da nossa moeda.

A economia brasileira, embora distinta da Turquia e da Argentina em muitos aspectos, compartilha com elas a classificação de mercado emergente. Isso significa que todos são considerados de alto risco e alta recompensa para os investidores.

Para o Brasil, as lições estão claras: a necessidade de manter políticas econômicas estáveis, a importância de atrair e reter investimentos estrangeiros e a essencialidade de controlar a inflação. Afinal, em um mundo economicamente interdependente, a queda de um pode servir de lição para todos.

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