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Comportamento

A história de um banqueiro mentiroso que desviou US$ 4 bilhões

O ex-funcionário do Goldman Sachs estampa um dos maiores casos de cleptocracia internacional da história

Por E-Investidor

26/03/2022 | 4:00 Atualização: 26/03/2022 | 7:18

Fachada do Goldman Sachs. Foto: Brendan McDermid/REUTERS
Fachada do Goldman Sachs. Foto: Brendan McDermid/REUTERS

Matthew Goldstein, The New York Times – Parecia uma pergunta irônica com a intenção de provocar a principal testemunha: “você acha que é bom em mentir?”.

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Mas trata-se da questão crucial no centro do que provavelmente será o único julgamento em solo americano de um dos maiores casos de cleptocracia internacional da história, o roubo de bilhões de dólares do povo da Malásia.

Um ex-banqueiro do Goldman Sachs, Roger Ng, é acusado de participar de um esquema de corrupção e propina que permitiu a fraude, com a qual tirou mais de US$ 4 bilhões de um fundo soberano da Malásia e gastou uma quantia exorbitante em joias, arte e imóveis de Nova York a Londres, passando por Beverly Hills, na Califórnia.

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O ex-chefe de Ng no Goldman, Tim Leissner, foi durante anos um dos negociadores mais poderosos do Goldman na Ásia. Agora, ele é a principal testemunha do governo – e um reconhecido mentiroso de mão cheia. Em seu depoimento em um tribunal federal no Brooklyn, ele reconheceu ter enganado colegas de trabalho, investigadores e todas as três esposas. Mas quando o advogado de Ng o provocou com a pergunta se ele se considerava um bom mentiroso, Leissner respondeu friamente: “Acho que não”.

Os 10 dias de depoimento de Leissner – incluindo seis dias de interrogatório intenso por parte da acusação – revelaram os detalhes de uma fraude global que derrubou o primeiro-ministro da Malásia e forçou o Goldman Sachs, uma das instituições financeiras mais renomadas do mundo, a comparecer perante um juiz dos EUA e admitir, pela primeira vez em seus 153 anos de história, que era culpado por um crime.

A pergunta para o júri: quanto do que Leissner disse era verdade?

Leissner reconheceu perante ao tribunal ter “mentido muito”, inclusive apresentando uma falsa sentença de divórcio para sua agora ex-esposa, a modelo e estilista Kimora Lee Simmons, para que ela se casasse com ele há oito anos. Mas ele insiste que está dizendo a verdade a respeito de Ng, que os promotores dizem ter ajudado a subornar autoridades em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, e poderosos malaios próximos ao então primeiro-ministro Najib Razak.

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O dinheiro roubado do fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB) financiou uma grande farra de gastos: pinturas de van Gogh e Monet, um iate que estava ancorado em Bali, um jato particular e um piano de cauda de acrílico transparente dado como presente a uma supermodelo. Também financiou um hotel boutique em Beverly Hills, comprou uma parte do catálogo da EMI e ajudou a produzir “O Lobo de Wall Street”, o filme de Martin Scorsese sobre a corrupção em Wall Street que rendeu um Globo de Ouro a Leonardo DiCaprio.

O julgamento pode ser a parte final do escândalo. O Goldman Sachs pagou US$ 5 bilhões em multas e se declarou culpado em nome de uma subsidiária asiática. Leissner se declarou culpado e está esperando sua sentença. Najib foi condenado em seu país de origem e condenado a 12 anos de prisão.

O único personagem importante dessa história que provavelmente não será julgado: Jho Low, o ousado financista acusado de ser o arquiteto do esquema, está foragido e há suspeitas de que esteja vivendo na China, fora do alcance dos promotores dos EUA.

Leissner disse que Low era “quem tomava as decisões” em todas as coisas envolvendo o 1MDB, mas que Ng era seu principal contato no Goldman, que ganhou aproximadamente US$ 600 milhões em tarifas para distribuir e subscrever vendas de títulos no valor total de US$ 6,5 bilhões para o fundo.

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“Roger o tornou um de seus clientes”, disse Leissner.

Em seu testemunho, ele disse que Ng havia organizado muitas das reuniões para planejar o esquema, inclusive uma no apartamento de Low em Londres, durante a qual Low desenhou quadrados em um pedaço de papel com os nomes de todas as autoridades que receberiam subornos e presentes. Por ajudar a organizar os pagamentos, disse Leissner, ele arrecadou mais de US$ 80 milhões. Os promotores afirmam que a parte de Ng foi de US$ 35 milhões.

Os advogados de Ng dizem que Leissner exagerou e distorceu os fatos para agradar os promotores e ganhar uma sentença mais leve. O dinheiro que Ng recebeu, eles argumentam, foi para pagar uma dívida legítima que uma das esposas de Leissner tinha com a esposa de Ng.

“Estou pronto para mostrar a este júri que ele é um mentiroso”, disse o advogado de Ng, Marc Agnifilo, à juíza Margo Brodie, principal autoridade do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste de Nova York, durante uma pausa no processo. Ele descreveu Leissner como “mentiroso” e “ardiloso”.

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“Não há muitos caras como ele”, disse Agnifilo.

A credibilidade de Leissner tem sido um problema desde o início da investigação. Em um esforço para apresentá-lo como um funcionário desonesto, o banco disse aos reguladores e às autoridades de justiça que ele era um charlatão que havia enganado a todos na instituição.

Rebecca Roiphe, ex-promotora e professora da Faculdade de Direito de Nova York especializada em ética jurídica, disse que poderia ser complicado confiar em uma testemunha como essa, mas “não é um golpe fatal”.

Ela disse que um promotor pode argumentar que uma testemunha é “uma pessoa horrível” e “um mentiroso compulsivo” que teve “um momento de súbita mudança e reorientação de comportamento”.

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“Isso pode funcionar quando você tem pessoas realmente más que já mentiram muito”, disse ela.

Agnifilo conseguiu que Leissner explicasse como ele – não Ng – supervisionou o pagamento da maior parte do dinheiro usado como suborno. Ele destacou o relacionamento próximo de Leissner com Low fazendo com que o ex-banqueiro confirmasse sua presença em uma festa de aniversário cheia de gente famosa organizada por Low para comemorar seu aniversário de 31 anos em Las Vegas, em 2012. (Leissner disse que Ng também tinha comparecido à festa, embora Ng não estivesse na lista de convidados.)

Agnifilo também fez Leissner contar as diversas formas como ele enganou suas esposas, de modo especial Kimora. Leissner admitiu que usou uma conta de e-mail em nome de sua segunda esposa, Judy Chan, para se comunicar com Kimora enquanto namorava com ela, e que ainda era casado com Judy quando ele e Kimora se casaram. (Leissner também era legalmente casado com outra mulher quando se casou com Judy.)

E Agnifilo apontou furos nos relatos de Leissner a respeito dos detalhes do esquema com o 1MDB, principalmente no que diz respeito à reunião decisiva no apartamento de Low. Ele pressionou Leissner sobre o motivo de ele ter dito ao FBI após sua prisão em junho de 2018 que um banqueiro do Morgan Stanley também estava presente.

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Leissner disse não se lembrar de ter dito isso e que não sabia a razão pela qual isso estaria nos registros de um agente do FBI sobre seu depoimento. Quando lhe foi mostrada uma cópia do relatório do FBI, Leissner respondeu: “Não sei quem escreveu isso ou como aquele relatório foi escrito”.

Agnifilo também fez perguntas a Leissner – que foi interrogado pela polícia quase 50 vezes antes e depois de sua confissão de culpa em agosto de 2018 – relacionadas a como ele havia divulgado informações da reunião. Leissner não tinha nenhuma explicação para o motivo de ele não ter mencionado Low ter escrito em um papel os nomes das pessoas que receberiam suborno antes de seu depoimento para o FBI em abril do ano passado.

Quando forçado a falar de algumas de suas mentiras, Leissner parecia quase envergonhado, inclusive quando testemunhou sobre usar parte do dinheiro roubado para comprar uma casa de US$ 10 milhões para uma de suas namoradas a fim de evitar que ela não o denunciasse às autoridades.

Leissner disse que não tinha orgulho de suas mentiras e admitiu ter mentido para o FBI depois de sua prisão porque estava com medo. No fim, porém, ele havia “sido honesto”, disse.

Como parte de seu acordo judicial, Leissner concordou em abrir mão de US$ 44 milhões e de ações de uma empresa avaliada em centenas de milhões a mais. Ele conseguiu evitar a prisão por conta de sua cooperação no processo. (Ng passou seis meses em uma prisão na Malásia antes de ser extraditado para os EUA em 2019.)

A cooperação de Leissner ajudou os promotores a conseguir uma confissão de culpa do Goldman, uma estratégia típica da promotoria para conseguir um acordo com um réu de fraude para apanhar figuras maiores e conhecidas. Mas não é nada comum o fato de Leissner estar testemunhando contra alguém que ele supervisionou anteriormente.

“Em um caso como este, você espera evitar uma situação em que se tenha uma pessoa cooperando [com a investigação] testemunhando contra alguém que foi subordinado a ela”, disse Rebecca.

Alguns advogados especularam que os promotores federais nunca esperaram que iriam colocar Leissner no banco dos réus. Em vez disso, eles talvez estivessem apostando em uma confissão de culpa de Ng antes de um julgamento, mantendo grande parte dos podres de Leissner em segredo.

O julgamento de Ng está programado para durar pelo menos mais duas semanas, e é difícil saber quanto do testemunho de Leissner será levado em consideração na decisão do júri. O governo está chamando outras testemunhas para depor a respeito de como os dois homens violaram as regras do Goldman na busca pelo lucrativo negócio de subscrição de títulos e para verificar os registros bancários de Ng e sua esposa.

Mesmo que o júri confie no testemunho de Leissner, o litígio talvez não tenha chegado ao fim.

O julgamento teve que ser pausado por vários dias para permitir que os advogados de Ng analisassem dezenas de milhares de e-mails e outros documentos privados de Leissner que a promotoria não havia disponibilizado até o início do julgamento. Os promotores chamaram o atraso de “imperdoável”.

Agnifilo disse que a falha do governo em apresentar os documentos em tempo hábil afetou sua capacidade de preparação para o julgamento. Especialistas jurídicos disseram que o problema pode dar a Ng argumentos para apelar caso ele seja condenado.

“Trata-se de um trabalho desorganizado e imperdoável”, disse Rebecca. “Há uma obrigação em fazer isso direito, sobretudo quando você tem um caso grande e de destaque.” // TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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