• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

A queda foi de elevador, mas a retomada vai ser pela escada

Mesmo com trilhões de estímulo, relaxamento das restrições e números recentes animadores, economia global vai demorar para se reerguer

Por E-Investidor

16/07/2020 | 20:00 Atualização: 08/12/2023 | 17:36

(Foto: Evanto Elements)
(Foto: Evanto Elements)

(Enda Curran/Bloomberg) – A economia mundial adentra a segunda metade de 2020 profundamente abatida pela pandemia. A hipótese de uma recuperação completa ainda este ano já está totalmente descartada – e, para que isso ocorra em 2021, muita coisa precisa dar certo.

Leia mais:
  • Na crise, brasileiro busca reserva de emergência, liquidez diária e risco baixo
  • Investidores pressionam grandes petrolíferas a revelar previsões de longo prazo para o preço do barril
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em janeiro, ninguém teria sido capaz de prever este cenário. A maioria dos economistas apostava em mais um ano de expansão, e o acordo comercial entre Estados Unidos e China injetou uma dose de otimismo que deixou empresas e investidores confiantes.

Mas, em vez disso, a tempestade causada pelo coronavírus colocou uma fatia considerável da população planetária numa situação que o Fundo Monetário Internacional chamou de “A Grande Quarentena”. A reação de bancos centrais e governos foi bombear trilhões de dólares, numa ajuda sem precedentes para evitar o colapso do mercado, garantir a manutenção de pelo menos parte dos empregos e manter o setor privado à tona até que o turbilhão passe.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A despeito de todo esse socorro, o mundo atravessa a pior crise econômica desde o crash da bolsa de Nova York em 1929. Embora alguns termômetros de produção e varejo estejam voltando a se aquecer em certos países, a esperança de que a linha de queda e retomada tivesse formato de V desceu ralo abaixo diante dos resultados frágeis – na melhor das hipóteses – da reabertura do comércio e da perspectiva de que a perda temporária de postos de trabalho se torne permanente.

Thomas Barkin, presidente do escritório regional do Federal Reserve (ou Fed, o banco central americano) em Richmond, comparou o cenário presente à seguinte situação: para descer, fomos de elevador; para subir, teremos de encarar as escadas.

“Há uma diferença entre ricochetear e recuperar”, afirmou Carmen Reinhart, economista-chefe do Banco Mundial, durante a conferência Bloomberg Invest Global realizada no final de junho. “Para falar em recuperação é preciso estar no mínimo tão bem quanto antes da crise – e estamos longe disso”.

Muita coisa depende da disseminação do coronavírus e da descoberta de uma vacina que, por ora, permanece fora de alcance. A Organização Mundial da Saúde já avisou que o pior ainda está por vir: o número de casos superou a marca dos 10 milhões e as mortes pela doença ultrapassaram 500 mil. Mesmo em países onde a covid-19 parece ter sido freada, os surtos ocasionais ainda assustam.

Publicidade

Estimativas do FMI dão conta de que até o fim deste ano 170 países – ou 90% do planeta – terão uma renda per capta menor do que tinham antes. A previsão representa uma meia-volta violenta em relação à avaliação divulgada pelo fundo em janeiro, segundo a qual 160 países encerrariam 2020 com crescimento tanto da economia quanto da renda per capta.

Um grupo de economistas da HSBC Holdings, comandado por Janet Henry, acredita que o PIB global provavelmente será mais baixo no fim de 2021 do que era em dezembro de 2019. Já a Bloomberg Economics escreveu: “Goodbye Victory V, Hello Worry W” – um jogo com as palavras “vitória” e “preocupação” e o desenho das iniciais V e W, que podem representar as diferentes curvas percorridas pela economia global nos próximos meses.

Em todo o mundo, bancos centrais seguem em estado de alerta para a necessidade de tomar novas medidas de auxílio. Jerome Powell, presidente do Fed, classificou as perspectivas futuras como “extremamente incertas”, enquanto Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, citou uma recuperação “limitada” que vai mudar algumas partes da economia para sempre.

Mesmo assim, alguns bolsões de retomada podem ganhar impulso. Economistas do Morgan Stanley mantiveram a previsão de uma melhora em formato de V, destacando as recentes surpresas positivas em dados econômicos, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa.

Publicidade

No momento, os mercados globais se dividem entre investidores que contam com uma recuperação em V e os que preveem uma série de altos e baixos. O índice de ações globais da MSCI subiu quase 40%, depois de chegar ao fundo do poço em março – mas mesmo assim registra baixa de 6% no acumulado do ano. Muitos investidores apostam suas fichas nas medidas de estímulo que podem amortecer o impacto econômico da covid-19. Mas o retorno dos títulos do tesouro americano com prazo de 10 anos caiu mais de 100 pontos-base em 2020, atingindo cerca de 0,67%.

Nesse cenário, olha-se para a Ásia em busca de lições sobre o caminho para a recuperação. Naquela região, o vírus foi controlado, mas os resultados da retomada foram diversos.

A Coreia do Sul, por exemplo, que há meses conseguiu achatar a curva de infectados, vem sofrendo com surtos localizados que deixam o consumidor temeroso.

A atividade produtiva da China subiu em junho, bem como outros indícios de saúde da produção nos países vizinhos – mas o volume de novos pedidos continua fraco.

Publicidade

Nesse clima de preocupação, as empresas se veem obrigadas a navegar no escuro, conforme explica Joerg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China. A entidade calcula que a insegurança vai se prolongar por cerca de dois anos. “A recuperação não tem forma de V nem de W: ela parece a lâmina de um serrote”, diz ele. “Sobe e desce, sobe e desce… De um jeito muito doloroso”.

Isso significa também que as economias emergentes de rápido crescimento deixaram de ser o combustível de expansão que eram antes da crise. O Banco Mundial prevê que esse grupo de países vai encolher 2,5% – o pior desempenho desde que os dados começaram a ser compilados, em 1960. No momento, a América Latina registra altos índices de contaminação.

Uma retomada completa, para níveis anteriores à pandemia, só será possível quando o vírus for controlado – e isso vale particularmente para setores como turismo, transporte e entretenimento, que deverão enfrentar restrições prolongadas.

A rasteira no mercado de trabalho foi pior do que se imaginava, e a taxa de emprego não vai se reerguer até o fim do ano nem no cenário mais otimista, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho. No início de julho a OIT divulgou uma estimativa segundo a qual as horas trabalhadas no segundo trimestre foram 14% menores do que antes da pandemia, o que equivale a uma perda de 400 milhões de postos em tempo integral.

Publicidade

Ainda que as empresas americanas tenham somado 4,8 milhões de novos funcionários à folha de pagamento em junho, apenas 3 a cada 10 empregos perdidos foram recuperados. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego continuam elevados. Também em junho, mais de 2,8 milhões de americanos foram demitidos.

“No curto prazo, parece provável que haja uma subida mecânica da atividade econômica, causada pelo relaxamento da quarentena”, afirma Joachim Fels, consultor econômico global da Pacific Investment
Management. “Apesar disso, a subida subsequente a esse primeiro momento será longa e árdua”.
A equação envolve ainda outros desafios. Os níveis recorde de dívida vão limitar a capacidade dos governos de oferecer mais socorro além dos US$ 11 trilhões de incentivos fiscais que já estão em vigor.

No momento, autoridades quebram a cabeça para descobrir como prolongar ou encerrar as custosas medidas de curto prazo (projetadas para financiar o pagamento de salários e manter as empresas respirando), e ao mesmo tempo se preparar para o estímulo de longo prazo capaz de levar a uma retomada sólida.

Todo esse crédito trará efeitos colaterais – como prolongar a vida de empresas que já viraram zumbis, nas palavras de Alicia Garcia Herrero, economista-chefe da Natixis AS para a região Ásia-Pacífico.

Publicidade

“Se as dívidas não forem organizadas, a volta ao nível pré-crise será ainda mais lenta”, alerta ela. Enquanto isso, bancos centrais reduziram as taxas de juros a níveis inéditos – alguns chegaram a descer abaixo de zero. Numa tentativa de limitar as taxas do mercado, vários tipos de ativos foram comprados, e os responsáveis pelas políticas públicas continuam remexendo em suas caixas de ferramentas atrás de novos truques.

O Morgan Stanley prevê um aumento acumulado de US$ 13 trilhões nos balanços dos bancos centrais dos Estados Unidos, Europa, Japão e Reino Unido até o fim de 2021.

Mesmo diante de tantas iniciativas, ainda não se sabe se elas serão suficientes, conforme alerta o economista Kazuo Momma, que já foi responsável pela política monetária do Banco Central do Japão. “A crise está longe de acabar”, ele encerra.

(Tradução: Beatriz Velloso)

Nossos editores indicam este conteúdo para você investir cada vez melhor:
Esqueça a recuperação em V ou em Swoosh. O futuro da economia é um ?

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Economia
Cotações
26/02/2026 5h21 (delay 15min)
Câmbio
26/02/2026 5h21 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde com tarifas de Trump no radar e impulso de Vale e Petrobras

  • 2

    Bitcoin hoje a US$ 65 mil testa investidores em meio à volatilidade: “Mercado não espera consenso para vender”, diz Fabrício Tota

  • 3

    Isa Energia, Taesa e Axia: quem sustenta dividendos na nova safra de balanços

  • 4

    Como o negócio de “dívida infinita” do Master sobreviveu a duas liquidações de bancos

  • 5

    JP Morgan lança JEPI39 na B3 e traz ao Brasil o maior ETF ativo do mundo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (25)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 6 situações que podem constar no CPF
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 6 situações que podem constar no CPF
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como verificar pendências no CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como verificar pendências no CPF?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como consultar a situação cadastral do CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como consultar a situação cadastral do CPF?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: como vincular conta para saque no aplicativo?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: como vincular conta para saque no aplicativo?
Imagem principal sobre o INSS: aposentados devem ficar atentos aos novos pagamentos desta semana
Logo E-Investidor
INSS: aposentados devem ficar atentos aos novos pagamentos desta semana
Últimas:
Ibovespa hoje acompanha IGP-M no Brasil e dados de emprego nos EUA
Mercado
Ibovespa hoje acompanha IGP-M no Brasil e dados de emprego nos EUA

Inflação medida pela FGV e pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos entram no radar após leve queda de 0,13% na última quarta-feira

26/02/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich
Agenda econômica de quinta-feira: IGP-M no Brasil e inflação em Tóquio no foco
Tempo Real
Agenda econômica de quinta-feira: IGP-M no Brasil e inflação em Tóquio no foco

Dia traz dados de inflação, crédito e mercado de trabalho no Brasil e no exterior, além de sinais do Banco do Japão

26/02/2026 | 04h30 | Por Isabela Ortiz
Resultado da Super Sete 815: AS COLUNAS SAÍRAM! Veja todos os números de hoje (25)
Loterias
Resultado da Super Sete 815: AS COLUNAS SAÍRAM! Veja todos os números de hoje (25)

A modalidade acaba de ser extraída no Espaço da Sorte, com prêmio estimado em R$ 2,6 milhões

25/02/2026 | 21h28 | Por Jéssica Anjos
Resultado da Dupla Sena hoje (25): NÚMEROS SORTEADOS! Veja as dezenas do prêmio de R$ 2,7 milhões
Loterias
Resultado da Dupla Sena hoje (25): NÚMEROS SORTEADOS! Veja as dezenas do prêmio de R$ 2,7 milhões

O concurso 2929 da modalidade foi realizado pela Caixa Econômica Federal e transmitido ao vivo pelo YouTube

25/02/2026 | 21h23 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador