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Comportamento

Banco europeu fecha acordo milionário para pagar vítimas de tráfico sexual

A instituição seguiu trabalhando com Jeffrey Epstein mesmo após todas as denúncias de tráfico sexual

Por Artur Scaff

18/05/2023 | 15:18 Atualização: 18/05/2023 | 15:18

Jeffrey Epstein em imagem divulgada pela New York State Division of Criminal Justice Services (Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Reuters)
Jeffrey Epstein em imagem divulgada pela New York State Division of Criminal Justice Services (Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Reuters)

O Deutsche Bank irá pagar US$ 75 milhões para encerrar uma proposta de ação coletiva que acusa o banco de facilitar a quadrilha de tráfico sexual de Jeffrey Epstein, disseram advogados que processaram o banco em nome das supostas vítimas, informou a Dow Jones Newswires.

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Epstein se matou em uma prisão federal em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

Uma mulher identificada como Jane Doe entrou com a ação no ano passado em Nova York em nome dela mesma e de outras vítimas. Ela alegou que o Deutsche Bank fez negócios com Epstein por cinco anos, sabendo que ele estava usando dinheiro em suas contas bancárias para promover o tráfico sexual.

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Procurado pelo E-Investidor, o Deutsche Bank ainda não se posicionou sobre o caso.

Ainda de acordo com a Dow Jones, o regulador financeiro do Estado de Nova York também já havia multado o Deutsche em US$ 150 milhões em 2020 por não monitorar adequadamente suas negociações com Epstein.

Doe alegou que foi abusada sexualmente por Epstein e traficada para seus amigos entre 2003 e 2018. Ela também foi paga em dinheiro por atos sexuais. O processo alega que o Deutsche Bank ignorou sinais de alerta, incluindo pagamentos a várias mulheres.

Dylan Riddle, porta-voz do Deutsche Bank, se recusou a comentar o acordo, mas disse que o banco investiu mais de 4 bilhões de euros, o equivalente a US$ 4,34 bilhões, para reforçar controles, treinamento e processos operacionais, e aumentou o tamanho de sua força de trabalho dedicado ao combate ao crime financeiro.

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A acusação ao Deutsche Bank foi uma de duas ações judiciais que acusavam bancos por permitir que Epstein traficasse sexualmente mulheres. A outra ação é contra o J.P. Morgan Chase.

Os processos foram abertos quando o estado de Nova York permitiu, durante um ano, que pessoas agredidas sexualmente pudessem entrar com ações judiciais, independentemente de quando o crime ocorreu.

As Ilhas Virgens dos EUA também processou o J.P. Morgan no final do ano passado, alegando que o banco facilitou o tráfico e abuso sexual de Epstein, ao permitir que ele permanecesse como cliente e enviando dinheiro às vítimas.

Ambos os processos contra o JP Morgan estão em andamento, e Jamie Dimon, o CEO do banco, deve depor ainda neste mês, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

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Epstein foi cliente do J.P. Morgan de 1998 até 2013, quando o banco fechou suas contas, e recorreu ao Deutsche Bank nessa data. Ambos os bancos trabalharam com Epstein após ele se declarar culpado em 2008 por solicitar prostituição de um menor de idade.

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