• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Por que as mulheres ganham menos em aplicativos de entrega de comida

Desde o início da pandemia, as mulheres sofrem desproporcionalmente com a perda de empregos

Por E-Investidor

18/04/2021 | 7:00 Atualização: 16/04/2021 | 15:44

Entregadora da DoorDash fotografada em Nova York (Foto: Carlo Allegri/Reuters)
Entregadora da DoorDash fotografada em Nova York (Foto: Carlo Allegri/Reuters)

(Sharon Goldman/Washington Post) – Quando Jennifer Cartlidge perdeu seu emprego em uma pet shop depois que a covid-19 começou a fechar negócios em março de 2020, ela correu para encontrar um trabalho que minimizasse o contato presencial. Cartlidge, 40 anos, é uma sobrevivente do câncer renal com problemas auto-imunes, então ela é considerada grupo de risco.

Leia mais:
  • As 10 principais mulheres do mercado financeiro brasileiro
  • Quem tem medo das mulheres no mercado financeiro?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Inscrever-se para dirigir para o aplicativo de entrega de comida DoorDash perto de sua casa em St. Louis parecia sua melhor aposta. “Foi um salva-vidas”, disse Cartlidge, que é mãe de quatro filhos em idade escolar. “Posso tirar uma folga quando meus filhos estão doentes e ajudá-los com as aulas on-line.”

Cartlidge disse que não aceita pedidos que ofereçam menos de US$ 1 por milha (1,6 km) e raramente entrega além de um raio de 10 milhas (16 km). “Eu gostaria de um salário-base mais alto, mas faço funcionar”, acrescentou ela.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Desde o início da pandemia, as mulheres sofrem desproporcionalmente com a perda de empregos; áreas dominadas por mulheres, como serviços de varejo, encolheram; e muitas mulheres tiveram de abandonar seus empregos tradicionais (das 9h às 17h) para cuidar dos filhos. Para algumas mulheres como Cartlidge, voltar para o trabalho na gig economy [conceito que resume o trabalho alternativo e temporário; no Brasil, ficou conhecido como ‘uberização’ da economia], em plataformas e aplicativos, como DoorDash, Instacart e Uber, é a melhor solução.

As mulheres são o coração do trabalho temporário há muito tempo; em 2019, a Instacart disse à NPR que mais de 50%o das pessoas que compram pelo aplicativo são mulheres, enquanto a DoorDash disse que as mulheres representam mais de 50% de seus entregadores nas zonas rurais e áreas suburbanas e mais de 60% nas áreas urbanas.

Mas elas estão sendo pagas tanto quanto os homens por seus esforços? A resposta é não, de acordo com um estudo recente que descobriu que, mesmo em um ambiente de trabalho on-line que não considera o gênero, as diferenças de ganhos entre mulheres e homens persistem.

Os autores estudaram as discrepâncias salariais de gênero em plataformas de microtarefa online – um mercado anônimo que oferece trabalho homogêneo e flexível. Entre 22.271 trabalhadores que escolheram e participaram de quase 5 milhões de microtarefas, os ganhos das mulheres por hora eram 10,5% mais baixos do que os dos homens, descobriu o estudo.

Publicidade

Leia também: Os três pilares da independência da mulher no século XXI

A diferença salarial na gig economy é mais estreita do que nos locais de trabalho tradicionais, onde a mulher ganha, em média, 82 centavos para cada dólar que um homem ganha. Essa diferença é muito maior para as mulheres de cor, incluindo mulheres negras e latinas, que ganham 63 centavos e 55 centavos, respectivamente, para cada dólar que um homem ganha.

Mas mesmo em uma plataforma onde as oportunidades de discriminação, segregação de trabalho e indicações são removidas – e mesmo depois que a experiência, a educação e outros fatores capitais são contabilizados – uma disparidade salarial teimosamente permanece, disse Leib Litman, um dos autores do estudo, um cientista social e comportamental que é professor assistente de psicologia no Touro College e co-CEO e diretor de pesquisa da Cloud Research.

A razão? O novo estudo de acompanhamento dos autores descobriu que as mulheres esperam receber menos do que os homens, o que pode levá-las a fazer escolhas de empregos com salários mais baixos.

Publicidade

Estudos anteriores já haviam destacado as disparidades salariais de gênero em plataformas de emprego temporário. Por exemplo, um estudo de 2018 com mais de 1 milhão de motoristas do Uber descobriu que, embora o aplicativo não esteja estruturalmente configurado para discriminar, ainda havia uma diferença salarial de 7% por gênero por três principais motivos: os homens tendiam a dirigir mais rápido, tinham mais experiência na plataforma e tinham menos restrições sobre onde poderiam dirigir.

No entanto, mesmo em uma plataforma de trabalho alternativo em que todos os fatores estruturais específicos poderiam ser eliminados, ainda há uma diferença salarial. “Descobrimos que, em média, as mulheres tendem a escolher tarefas que pagam menos”, disse Litman. E embora cada aplicativo seja estruturado de maneira diferente, o modelo previa os mesmos resultados em qualquer plataforma.

Os autores descobriram que esse é o motivo pelo qual as mulheres têm “salários de reserva” mais baixos do que os homens. Ou seja, quando as mulheres foram questionadas sobre a quantia mínima que precisavam ser pagas para fazer qualquer tipo de tarefa, em qualquer plataforma, elas responderam consistentemente com um número que era 10% a 15% menor do que os homens – independentemente de sua demografia, idade ou status familiar.

“Encontramos uma correlação clara entre a renda das pessoas, ou quanto as pessoas ganhavam em empregos tradicionais, e seus ‘salários de reserva’”, explicou Litman. “Uma vez que as mulheres tendem a ganhar menos dinheiro em ambientes de trabalho tradicionais, acreditamos que inconscientemente trazem essa ‘bagagem’ para a gig economy, influenciando o tipo de comportamento e as oportunidades que procuram.”

Publicidade

Katy Williams, uma estudante de enfermagem em tempo integral de 27 anos, começou a trabalhar meio período para a DoorDash e a Instacart dois anos atrás, depois que seu emprego em uma empresa privada de serviços médicos de emergência não lhe ofereceu um horário flexível para assistir às aulas. Ela disse que “não ficaria surpresa se os homens fizessem mais.”

De acordo com Williams, não se sentir totalmente segura ao dirigir como mulher limitou sua capacidade de trabalhar tanto quanto seus colegas homens. Ela disse que o máximo que ganhou foram US$ 110, trabalhando entre 16h e meia-noite.

“Não estamos ganhando o suficiente para ir para locais onde não nos sentimos seguras”, disse ela.

O que diz o DoorDash

Em um comunicado, um porta-voz do DoorDash disse: “Este é um tópico importante e continuamos focados em garantir que nossa plataforma seja igualitária e inclusiva para todos. Estamos orgulhosos de que o DoorDash oferece oportunidades flexíveis para os ‘Dashers’ ganharem com seu próprio cronograma mais de US$ 22 por hora de trabalho para atingir seus próprios objetivos servindo como  complemento para a maioria que entra em nossa plataforma. Com as mulheres representando mais da metade dos ‘Dashers’, elas são pais, aposentadas, veteranas, empreendedoras, estudantes e outras que escolhem quando, onde e por quanto tempo desejam trabalhar. Continuaremos a nos envolver de perto com a comunidade Dasher, incluindo as mulheres que ganham em nossa plataforma, para melhorar constantemente e aprender a melhor forma de servi-las.”

As descobertas do estudo parecem replicar estudos anteriores sobre disparidades salariais de gênero, disse Laurie O’Brien, professora associada de psicologia da Universidade de Tulane. “Suas experiências anteriores têm uma grande influência em como você faz escolhas”, disse ela

Publicidade

Por exemplo, no final dos anos 1970, os estudos da psicóloga social Faye Crosby sobre “privação relativa” mostraram que as mulheres recebem em geral menos do que os homens, explicou O’Brien, o que levou à pesquisa de Brenda Major nos anos 80 e 90 sobre se as mulheres se sentem com direito a uma remuneração menor. “Mulheres e homens foram levados a um laboratório, solicitados a fazer tarefas e pagaram a si mesmos o que achavam que mereciam”, disse ela. O resultado? Os homens tendem a trabalhar menos e a receber mais dinheiro do que as mulheres.

Litman disse que os autores de seu estudo planejam dar seguimento a outras pesquisas sobre se diferentes intervenções informativas e psicológicas poderiam ajudar a reduzir a disparidade salarial entre gêneros na gig economy. No entanto, O’Brien enfatizou que a responsabilidade não deve ser simplesmente colocada sobre as mulheres: “Garantir que as mulheres tenham as informações certas é realmente importante, mas idealmente a estrutura da plataforma deve mudar para refletir isso”, disse ela.

Mikki Hebl, professor de psicologia aplicada na Rice University, cuja pesquisa se concentra em questões relacionadas à diversidade e discriminação, concorda. “Eu realmente acho que se as mulheres experimentaram um nível de discriminação salarial ao longo da vida, provavelmente aprenderam a valorizar menos seu trabalho”, disse ela. “No entanto, não se trata apenas de mudar as mulheres – você também poderia dizer que os homens têm que mudar seus hábitos. Por que os homens estão sempre maximizando?”

Ainda assim, para algumas mulheres, o trabalho temporário é sua única opção no momento. A flexibilidade que ele permite é uma obrigação para Amie Story, de 37 anos, que tem trabalhado para o DoorDash, juntamente com o aplicativo de mercearia Instacart, nos últimos dois meses. Mãe de três filhos na região metropolitana de Atlanta, ela precisa sair do trabalho quando seus filhos estão doentes e desligar quando o marido chega em casa do trabalho, disse ela.

Publicidade

“Minha média é entre US$ 18-22 por hora, então acredito que é um bom pagamento, especialmente para quem apenas pega e entrega os itens”, disse ela. “Minha sogra trabalha em turnos de 12 horas em uma fábrica ganhando menos do que isso.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • Emprego
Cotações
08/03/2026 5h12 (delay 15min)
Câmbio
08/03/2026 5h12 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dividendos ganham força com volatilidade na Bolsa; veja ações favoritas para março

  • 2

    Corte da Selic pode abrir oportunidades em FIIs, mas nem todos os fundos valem a aposta

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em queda, com forte alta do petróleo, balanço da Petrobras e payroll

  • 4

    Bolha nas ações dos EUA pode estourar em 2027, diz consultoria

  • 5

    Petrobras (PETR4): geração de caixa surpreende no 4T25 e bancos reiteram call de compra

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para solicitar a isenção por pacientes com doenças graves
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para solicitar a isenção por pacientes com doenças graves
Imagem principal sobre o Bloqueio do saldo do FGTS após antecipação: entenda como funciona
Logo E-Investidor
Bloqueio do saldo do FGTS após antecipação: entenda como funciona
Imagem principal sobre o O Dia da Mulher é feriado nacional?
Logo E-Investidor
O Dia da Mulher é feriado nacional?
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: qual grupo recebe hoje (06)?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: qual grupo recebe hoje (06)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: para quem é disponibilizado o comprovante de rendimentos?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: para quem é disponibilizado o comprovante de rendimentos?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 8 despesas médicas que não são dedutíveis
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 8 despesas médicas que não são dedutíveis
Imagem principal sobre o Saque calamidade do FGTS: moradores de locais com deslizamentos de terra têm direito ao saque?
Logo E-Investidor
Saque calamidade do FGTS: moradores de locais com deslizamentos de terra têm direito ao saque?
Últimas: Comportamento
Ray Dalio: ordem global desmoronou e mundo entra agora na ‘lei da selva’; entenda a comparação com o período pré-Segunda Guerra
Comportamento
Ray Dalio: ordem global desmoronou e mundo entra agora na ‘lei da selva’; entenda a comparação com o período pré-Segunda Guerra

Fundador da Bridgewater Associates e um dos investidores mais famosos do planeta prevê futuro diferente dos otimistas com os avanços da IA

07/03/2026 | 05h30 | Por Jake Angelo, da Fortune
Consultoria alerta que conflito contra o Irã gera pressão sobre projeções de IPCA, dólar e Selic
Comportamento
Consultoria alerta que conflito contra o Irã gera pressão sobre projeções de IPCA, dólar e Selic

4Intelligence calcula que eventual reajuste de combustíveis pode adicionar 0,2 ponto ao IPCA, enquanto valorização do petróleo tende a ampliar exportações

06/03/2026 | 18h22 | Por Caroline Aragaki
Bolha nas ações dos EUA pode estourar em 2027, diz consultoria
Comportamento
Bolha nas ações dos EUA pode estourar em 2027, diz consultoria

Capital Economics vê semelhanças entre a rotação atual — que favorece ações de valor e small caps — e os meses que antecederam o estouro da bolha das pontocom

05/03/2026 | 16h49 | Por Nick Lichtenberg, da Fortune
“Expectativa de queda de juros ainda deve sustentar fluxo para o Brasil”, diz Figueredo, da XP
Comportamento
“Expectativa de queda de juros ainda deve sustentar fluxo para o Brasil”, diz Figueredo, da XP

Com a saída do mercado americano, o Brasil se torna um grande candidato a atrair capital, pela necessidade do mundo de diversificar seus recursos

04/03/2026 | 18h02 | Por Ana Paula Machado

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador