O Itaú Private existe desde 1989 e atualmente conta com mais de mil profissionais, de 25 nacionalidades. O segmento tem apostado em uma estratégia de regionalização, com a inauguração de seis novos escritórios apenas nos últimos três anos, nas cidades de Bauru (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Brasília (DF), Salvador (BA) e Blumenau (SC). Atualmente, o banco possui 13 unidades regionais da linha para alta renda.
Segundo Fernando Beyruti, diretor global do Itaú Private Bank, o segmento tem se tornando mais internacional, longevo e intergeracional. “Para responder a esse novo mundo, evoluímos de um modelo baseado essencialmente em investimentos para uma abordagem que integra planejamento de vida, arquitetura patrimonial global e governança familiar”, diz.
A estratégia adota uma visão unificada do patrimônio familiar, integrando desde aspectos financeiros, como investimentos e crédito, até questões como planejamento sucessório, internacionalização e planejamento de vida, com estrutura fiscal e jurídica integrada entre Brasil, Estados Unidos e Europa.
Do total de R$ 1 trilhão do Itaú Private, 71% estão alocados na operação do banco local e 29% no exterior, por meio dos escritórios nos EUA, Suíça, Portugal e Bahamas.
Nova proposta de valor
O Itaú Private Bank criou novas frentes de atuação para o público de alta renda. A proposta combina atendimento com profissional dedicado, especialista em serviços bancários, uma jornada digital mais autônoma e acesso a todo o conjunto de soluções de assessoria, planejamento de vida e gestão patrimonial.
De acordo com Paola Sarkis, diretora comercial do Itaú Private Bank, o País vive um momento em que novos empreendedores, sucessores e famílias empresárias atingem níveis relevantes de patrimônio mais cedo. Ao mesmo tempo, há famílias em fase de usufruto de recursos acumulados ao longo da vida.
“Essas pessoas se deparam com decisões complexas sobre proteção, diversificação, internacionalização e sucessão. Por isso, buscam um atendimento que se antecipe às suas necessidades, serviços consultivos, curadoria de soluções e acesso a oportunidades internacionais”, afirma Sarkis.
Colocar toda a vida financeira do cliente no centro do atendimento, em vez de focar na distribuição dos ativos por si só, tem se transformado em uma tendência no setor de alta renda, como mostramos nesta reportagem. O movimento ganhou força com a transição gradual dos modelos de assessoria para consultoria e mostrou que é preciso ir além dos investimentos tradicionais para montar um bom planejamento financeiro.