• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Quanto o dólar ainda pode cair?

Especialistas comentam se valeria a pena voltar a parear o real ao dólar como nos anos 1990

Por E-Investidor

30/05/2022 | 12:13 Atualização: 30/05/2022 | 12:13

Dólar chegou a valer R$ 1, no início dos anos 1990, quando a moeda brasileira foi criada. (Fonte: Shutterstock)
Dólar chegou a valer R$ 1, no início dos anos 1990, quando a moeda brasileira foi criada. (Fonte: Shutterstock)

Se você acordasse e visse o dólar pareado com o real (US$ 1 para R$ 1), provavelmente iria “se beliscar” para ver se é verdade. Mas isso acontecia cotidianamente nos anos 1990.

Leia mais:
  • BC injeta US$1 bilhão no mercado de câmbio e derruba dólar
  • BC: desvalorização do câmbio tem impacto imediato na dívida bruta
  • Ações populares em queda livre: quais delas vale a pena comprar
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No início do Plano Real, mais especificamente de 1994 a 1996, a moeda brasileira comprava US$ 1 ou mais. Somente nos anos 2000 o dólar atingiu a casa dos R$ 2.

Mas o que aconteceu no período para isso ser possível? O que o País fez para garantir essa estabilidade? Ela foi benéfica? Seria possível isso se repetir?

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Conversamos com especialistas para entender isso.

Entenda por que o real foi pareado ao dólar

Entrada de produtos no Brasil, na década de 1990, auxiliou no combate à inflação. (Shutterstock/Reprodução)

Para entender por que, em 1994, o Brasil optou por parear sua nova moeda ao dólar, é preciso lembrar do que foi a economia na virada dos anos 1980 para 1990: uma inflação galopante, medida na casa dos milhares. Apenas no 1T1990, atingiu 223%.

Antes do real, houve outras tentativas de estabilizar o cenário. Para controlar a inflação e modernizar a economia brasileira, o então presidente Fernando Collor lançou, em 1990, o chamado Plano Collor.

Além do congelamento da poupança, o projeto eliminou muitas barreiras tarifárias para elevar o grau de importação. No entanto, o congelamento da poupança gerou uma recessão interna, além de ter um custo político.

“O desdobramento gerado pelo congelamento dos depósitos bancários causou forte recessão na indústria doméstica e também no comércio exterior, o que tornou a política comercial inócua“, afirma Rodolfo Coelho Prates, professor do curso de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Publicidade

Daí veio a ideia da criação de uma nova moeda, que seria capaz de se sustentar de modo estável. O real foi um sucesso, em grande medida por conta da produção de uma paridade com o dólar, pois a lógica era utilizar o ingresso dos importados para frear o aumento dos preços dos bens domésticos. Assim, a viabilidade em consumir bens importados reduziria a inflação.

Veja os prós e os contras da medida

Prates diz que a queda da inflação foi quase imediata, graças ao poder de compra em moeda estrangeira já em meados de 1994. A receita, que já havia sido testada em países como a Argentina, também obteve êxito no controle dos preços no Brasil.

Houve também benefícios políticos. O então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, foi eleito presidente da República por dois mandatos consecutivos.

Veja a cotação do dólar no acumulado de janeiro de cada ano durante a presidência de FHC:

  • 1995: 0,847.
  • 1996: 0,97827.
  • 1997: 1,0426.
  • 1998: 1,1206.
  • 1999: 1,4659.
  • 2000: 1,7997.
  • 2001: 1,9475.
  • 2002: 2,3705.

Mas houve um preço a ser pago. Embora o remédio tenha se mostrado eficiente, os efeitos colaterais foram amargos, a exemplo da queda das reservas de moedas internacionais. Isso agravou a vulnerabilidade externa a tal ponto que, apenas quatro anos após o lançamento do Plano Real, em 1998, o Brasil “pediu socorro” ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Houve um consenso entre economistas de que a paridade da moeda nacional ao dólar foi exagerada do ponto de vista temporal, agravando as contas externas, principalmente a balança comercial e a conta de transações correntes”, salienta Prates.

Publicidade

Como medida de contenção, o governo elevou a taxa de juros, que atraía capitais de curto prazo para investir em títulos do governo ou outras opções financeiras.

Em 1998, a taxa do Sistema Especial de Liquidação de Custódia (Selic) chegou à marca de quase 28% ao ano, o que afastou investimentos industriais e comprometeu o desenvolvimento dos setores produtivos.

É possível ter paridade entre o real e o dólar novamente?

O real se aproxima do aniversário de 30 anos. Em suas duas primeiras décadas, a estabilidade cambial desejada se cumpriu: até 2014, US$ 1 era trocado por um valor entre R$ 1,5 e R$ 3.

Desde então, por conta da crise política gerada pelo impeachment de Dilma Rousseff, subiu e, com a covid-19, aproximou-se dos R$ 6 por várias vezes.

Esse cenário compromete a solidez da moeda, dificulta a industrialização e eleva a inflação. Diante disso, fica uma questão: por que não voltar a criar paridade por meio de uma política monetária semelhante? Afinal, o Banco Central não deixa de reagir à dinâmica cambial.

Prates explica que isso não é desejável por conta dos efeitos colaterais: “A excessiva valorização do real poderia agravar ainda mais esse processo, deixando a economia brasileira sem ‘musculatura’ industrial, apenas apoiada no agronegócio e na prestação de serviços pouco qualificados”.

Equilíbrio

Se a paridade não é desejável, um dólar muito elevado também não. Ele abafa a economia doméstica e diminui o poder de compra, a exemplo do que ocorre com gasolina e commodities direcionadas ao exterior, agravando o desabastecimento no País.

Publicidade

Prates acredita que a médio prazo é possível esperar um cenário um pouco mais equilibrado. No Brasil, o governo tem elevado a taxa básica de juros para reagir contra a inflação, que cresce por motivos internos, mas também em razão de uma retração econômica global.

“A taxa de juros no Brasil deve permanecer alta por mais um período, pelo menos um ano. Isso vai manter o ingresso de divisas e, consequentemente, pressionará para ocorrer a queda no preço do dólar“, observa Prates.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Dolar
  • Inflação
  • Real
Cotações
22/01/2026 21h04 (delay 15min)
Câmbio
22/01/2026 21h04 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Will Bank liquidado e site fora do ar: devo pagar a fatura em aberto do banco?

  • 2

    Ibovespa hoje bate recorde histórico e tem maior alta diária desde abril de 2023

  • 3

    Bancos e corretoras travam disputa por R$ 41 bi do FGC: veja as ofertas agressivas para clientes ressarcidos por CDBs do Banco Master

  • 4

    CDBs do Will Bank já preocupavam mercado antes de BC decretar a liquidação; entenda o caso

  • 5

    Ibovespa fecha acima de 166 mil pontos e bate novo recorde em meio a cenário externo tenso

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Demitidos por justa causa têm direito ao saque retido do FGTS? Entenda
Logo E-Investidor
Demitidos por justa causa têm direito ao saque retido do FGTS? Entenda
Imagem principal sobre o Entenda como funciona a regra dos pontos para se aposentar em 2026
Logo E-Investidor
Entenda como funciona a regra dos pontos para se aposentar em 2026
Imagem principal sobre o Aposentadoria para professores: como funciona a regra da idade mínima em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria para professores: como funciona a regra da idade mínima em 2026?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (22)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (22)?
Imagem principal sobre o Como realizar o saque-aniversário do FGTS online? Veja passo a passo simples e prático
Logo E-Investidor
Como realizar o saque-aniversário do FGTS online? Veja passo a passo simples e prático
Imagem principal sobre o 3 informações sobre o Gás do Povo que podem ser consultadas no aplicativo do Bolsa Família
Logo E-Investidor
3 informações sobre o Gás do Povo que podem ser consultadas no aplicativo do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Aposentadoria de professores: como funciona a regra do pedágio em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria de professores: como funciona a regra do pedágio em 2026?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: é possível efetuar a recarga com o cartão social do Bolsa Família em 2026?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: é possível efetuar a recarga com o cartão social do Bolsa Família em 2026?
Últimas: Educação Financeira
Como investir em CDBs com segurança após casos Master e Will Bank: liquidez, Basileia, rating e sinais de alerta
Educação Financeira
Como investir em CDBs com segurança após casos Master e Will Bank: liquidez, Basileia, rating e sinais de alerta

Casos do Banco Master e do Will Bank mostram que FGC e liquidez diária não substituem análise de solidez, governança e modelo de negócio

22/01/2026 | 05h30 | Por Isabela Ortiz
Liquidação do Will Bank perdoa dívidas de cartão de crédito e empréstimos?
Educação Financeira
Liquidação do Will Bank perdoa dívidas de cartão de crédito e empréstimos?

Encerramento das operações do banco digital trouxe dúvidas entre os clientes quanto aos pagamentos de dívidas; veja o que acontece a partir de agora

21/01/2026 | 14h40 | Por Daniel Rocha
Will Bank liquidado e site fora do ar: devo pagar a fatura em aberto do banco?
Educação Financeira
Will Bank liquidado e site fora do ar: devo pagar a fatura em aberto do banco?

Decisões do BC e Mastercard interrompem serviços da fintech; especialistas explicam como ficam faturas, Pix e dinheiro em conta

21/01/2026 | 13h22 | Por Camilly Rosaboni
Will Bank fora do ar hoje após liquidação pelo Banco Central: sua conta corrente tem proteção do FGC?
Educação Financeira
Will Bank fora do ar hoje após liquidação pelo Banco Central: sua conta corrente tem proteção do FGC?

Com a liquidação extrajudicial, as operações foram interrompidas, mas os saldos seguem protegidos pelo FGC dentro dos limites legais

21/01/2026 | 12h29 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador