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Investimentos

A estratégia do Fundo Verde para lucrar com a inflação

"Continuamos comprados em inflação implícita no Brasil e em petróleo via opções", informa a gestão

Por Estadão Conteúdo

11/05/2022 | 7:56 Atualização: 17/10/2022 | 9:54

Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset e gestor do Fundo Verde (Foto: Divulgação Verde)
Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset e gestor do Fundo Verde (Foto: Divulgação Verde)

Aramis Merki II – O Fundo Verde, gerido por Luís Stuhlberger, apontou que as posições tomadas em juros foram reduzidas nos Estados Unidos e, em menor medida, na Europa. “Continuamos comprados em inflação implícita no Brasil e em petróleo via opções”, informa a gestão no relatório gerencial de abril. As alocações de bolsa, por sua vez, estão concentradas em ações brasileiras.

Leia mais:
  • Mira: “Fundo Verde fez por merecer a atenção que recebe do mercado”
  • Conheça a história do Fundo Verde, de Luis Stuhlberger
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O Verde FIC FIM teve performance positiva de 1,02% em abril, ante 0,83% do CDI. No acumulado de 2022, o desempenho é de +8,22%, enquanto o CDI é de 3,28%.

Os ganhos do mês passado vieram das posições tomadas em juros nos mercados desenvolvidos, além de inflação implícita no Brasil, opções de petróleo e com hedge em bolsa global.

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As perdas do período vieram da exposição à Bolsa local. “O processo de aperto das condições financeiras globais seguiu inabalado em abril, derrubando praticamente todos os ativos de risco”, aponta a carta da gestora de Stuhlberger.

Como fatores complicadores, o texto cita a volta de lockdowns em algumas cidades da China, que afeta as cadeias de suprimento globais e impacta no crescimento mundial. “Os mercados também têm se deparado com um ambiente de menor liquidez, o que contribui para um círculo vicioso afetando preços de ações, spreads de crédito, moedas (com exceção do dólar) e também commodities. É um ambiente extremamente desafiador para se navegar.”

Fluxo estrangeiro para o Brasil

Em relação ao Brasil, a tendência de se beneficiar de fluxos estrangeiros, que era vista no início do ano, se reverteu. A Bolsa e o câmbio locais, “que vinham performando melhor que boa parte dos pares, sofreram correção importante”, indica a gestão. Para além da aversão a risco global, as notícias locais também são preocupantes, “com renovadas discussões populistas à medida que o ciclo eleitoral se aproxima”.

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