O Verde FIC FIM teve performance positiva de 1,02% em abril, ante 0,83% do CDI. No acumulado de 2022, o desempenho é de +8,22%, enquanto o CDI é de 3,28%.
Os ganhos do mês passado vieram das posições tomadas em juros nos mercados desenvolvidos, além de inflação implícita no Brasil, opções de petróleo e com hedge em bolsa global.
As perdas do período vieram da exposição à Bolsa local. “O processo de aperto das condições financeiras globais seguiu inabalado em abril, derrubando praticamente todos os ativos de risco”, aponta a carta da gestora de Stuhlberger.
Como fatores complicadores, o texto cita a volta de lockdowns em algumas cidades da China, que afeta as cadeias de suprimento globais e impacta no crescimento mundial. “Os mercados também têm se deparado com um ambiente de menor liquidez, o que contribui para um círculo vicioso afetando preços de ações, spreads de crédito, moedas (com exceção do dólar) e também commodities. É um ambiente extremamente desafiador para se navegar.”
Fluxo estrangeiro para o Brasil
Em relação ao Brasil, a tendência de se beneficiar de fluxos estrangeiros, que era vista no início do ano, se reverteu. A Bolsa e o câmbio locais, “que vinham performando melhor que boa parte dos pares, sofreram correção importante”, indica a gestão. Para além da aversão a risco global, as notícias locais também são preocupantes, “com renovadas discussões populistas à medida que o ciclo eleitoral se aproxima”.