O pessimismo em torno do Maxi Renda se deve ao impacto da retomada do ciclo de alta de juros no Brasil. No início do ano, a expectativa dos investidores era de uma continuidade do ciclo de queda da Selic ao longo do ano, o que favoreceu o apetite a risco dos investidores. No entanto, as perspectivas mudaram com o ceticismo do mercado sobre a capacidade do governo cumprir as metas fiscais do País.
Dado esse contexto, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu elevar a Selic para o patamar de 10,75% ao ano e a tendência é de que novos aumentos aconteçam até dezembro. “Os juros no brasil estão em um patamar muito alto, remunerando o investidor facilmente a uma taxa de quase 13% ao ano com baixo risco”, diz Felipe Sant´Anna, especialista em mercado da Star Desk.
A situação impacta também a performance do IFIX, índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da B3, que apresenta uma queda de 3,36% em outubro. No entanto, o ambiente macroeconômico não representa o único fator para a depreciação do MXRF11 na bolsa de valores. Os investidores seguem descontentes com a atual distribuição de dividendos após as sucessivas emissões de cotas nos últimos anos.
“Trouxe uma certa desconfiança de que o aumento de capital estaria financiando a manutenção dos pagamentos”, informou Sant´Anna. O último pagamento do Maxi Renda aconteceu no dia 14 de outubro quando os cotistas foram remunerados com um dividendo de R$ 0,09 por cota. Apesar das circunstâncias não favoráveis ao fundo imobiliário, o especialista acredita que o momento pode ser interessante de compra.
“Graficamente falando, o fundo segue em tendência de alta, sendo possível dizer que o movimento de queda é natural. Quem aproveitar para comprar a cota mais barata pode lucrar quando (ou se) a Selic iniciar um ciclo de queda no futuro”, destacou Sant´Anna. Lançado em 2012, o Maxi Renda (MXRF11) possui uma estratégia de investimentos voltada para aplicações em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e de desenvolvimento imobiliário residencial.