Na prática, essas aplicações utilizam algoritmos para selecionar ativos de forma sistematizada, sem viés emocional. Claro, por trás do ‘computador’, existe uma equipe integrada de 13 gestores globais e locais, que são responsáveis por criar a lógica de investimento. Ruy Ribeiro, head global de soluções de investimentos e quantitativos da Santander Asset, está liderando esta equipe.
“O processo quantitativo complementa a gestão humana, e misturar esses dois conceitos aumenta as possibilidades de ganhos maiores”, afirma Ribeiro. “O gestor continua sendo essencial em todas as etapas do processo porque ele define a ideia de investimento, a converte em um modelo, testa a sua validade e robustez, decide ou não usá-la, quanto de risco alocar e quando substituir a ideia por uma outra melhor.”
Voltada para investidores qualificados, a aplicação explora mercados dos EUA, Europa e Ásia, e possui investimento inicial de R$ 50 mil. A taxa de administração é de 1% ao ano, sem taxa de performance ou come cotas.
De acordo com a gestora, são priorizados ativos com menor correlação com mercado local. Além de ações, o fundo investe em renda fixa, crédito, recibos de empresas estrangeiras negociados na B3 (BDRs) e fundos de índice (ETFs). O investidor também poderá escolher entre duas possibilidades de alocação: o Gestão Ativa Internacional Reais, com proteção cambial, e o Gestão Ativa Internacional Dólar, sem hedge.
“Se o real se apreciar, a opção com hedge protege o investidor desse risco. Ao mesmo tempo, quem está preocupado com o cenário doméstico e quer se proteger investindo em moedas estrangeiras pode escolher a versão sem hedge”, explica Ribeiro.