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Investimentos

Super Quarta: o que a decisão de juros no Brasil e EUA muda nos seus investimentos

Decisão do Banco Central e do Federal Reserve pode trazer oportunidades ou riscos para investidores; saiba como se preparar

Por Murilo Melo

07/05/2025 | 3:00 Atualização: 07/05/2025 | 11:48

 (Foto: Adobe Stock)
(Foto: Adobe Stock)

O Banco Central volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (7), em mais uma Super Quarta que promete mexer com os ânimos dos mercados. Enquanto a autoridade monetária brasileira decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic, o Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, também reúne seu comitê para anunciar o próximo passo da política de juros da maior economia do mundo. No Brasil, a maioria dos analistas aposta em uma alta de 0,5 ponto percentual, o que levaria a Selic a 14,75% ao ano — um nível que não se vê desde agosto de 2006.

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Na última reunião, em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu os juros em um ponto percentual e já havia deixado pistas de que um novo ajuste viria, embora com menos intensidade. Com a inflação teimando em se manter longe do centro da meta, parte dos agentes financeiros ainda projeta mais uma elevação em junho, ainda que residual. Há, porém, quem acredite que esta será a última puxada do atual ciclo, diante da perda de fôlego de alguns indicadores e da recente acomodação do câmbio.

A reportagem apurou que, entre bancos e corretoras, a expectativa é unânime para a decisão de hoje, mas os passos futuros do BC ainda dividem o mercado: Safra, Santander, JPMorgan, Ágora, Bradesco BBI, Citi, Morgan Stanley e Itaú BBA projetam que a Selic avance para 14,75% hoje, com a manutenção da porcentagem na próxima reunião. BTG Pactual e Goldman Sachs, por outro lado, esperam que haja aumento neste encontro para 14,75% e 15% no próximo mês. Na contramão, a XP Investimentos espera que tanto nesta reunião quanto na próxima, a taxa básica de juros chegue a 15% e 15,50%, respectivamente.

Por que a Selic deve subir para 14,75%

Desde setembro de 2024, quando iniciou a atual sequência de alta dos juros, o Copom tem promovido aumentos graduais na taxa Selic. O ciclo começou com um ajuste de 10,5% para 10,75% ao ano e, ao longo de quatro encontros, a taxa foi sendo calibrada até alcançar os atuais 14,25%. As decisões acompanham a deterioração do quadro inflacionário e a volatilidade cambial, fatores que vêm comprimindo o consumo das famílias e impondo freios à atividade econômica.

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A prévia da inflação oficial desacelerou em abril, mas ainda pressiona as decisões de política monetária. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,43% no mês, após avanço de 0,64% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado ligeiramente abaixo do esperado por analistas. No acumulado de 12 meses, a taxa chegou a 5,49%, acima dos 5,26% registrados até março, estourando novamente o teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.

O índice foi puxado, principalmente, pelos grupos de Alimentação e bebidas (1,14%) e Saúde e cuidados pessoais (0,96%), que responderam por 88% do total. Mesmo com a recente desaceleração, especialistas dizem que o custo de vida segue elevado, o que sustenta a expectativa de manutenção do ciclo de alta dos juros. “Mesmo com a Selic elevada, a inflação acumulada em 12 meses segue em alta. Em março, estava em 5,48%, e o dado de abril ainda não foi divulgado. Se voltássemos a abril de 2024, a taxa era 3,69%”, observa Werner Roger, sócio da Trígono Capital.

Segundo o especialista, a Selic não influencia componentes relevantes da inflação. “O Banco Central não tem poder sobre os preços de commodities, como petróleo, nem sobre alimentos. A gasolina, o aço, o setor petroquímico, a celulose — todos são precificados em dólar e reagem a fatores globais”, explica. Roger também lembra que grande parte da economia brasileira é indexada a índices como o IGP-M e o IPCA, incluindo tarifas públicas, mensalidades escolares, aluguéis e serviços. “Baixar a Selic não reduz essas pressões automáticas de preços”, aponta.

Rumos do Fed

Enquanto isso, em Washington, o Federal Reserve deve manter os juros no mesmo patamar, entre 4,25% e 4,5% ao ano. O que realmente estará em jogo, no entanto, é o tom do comunicado. Para Marcos Freitas, analista macroeconômico da AF Invest, os dados de consumo e emprego ainda sustentam uma leitura estável da atividade americana. “Tanto os dados de consumo quanto os do mercado de trabalho transmitem tranquilidade ao Fed, permitindo que mantenha um discurso cauteloso e aguarde os efeitos consolidados das tarifas”, afirma.

A principal dúvida está na intensidade e duração dos efeitos inflacionários das tarifas. Freitas aponta que, por ora, os sinais de desaceleração ainda não se materializaram nos números. “Não faz sentido o Fed agir de forma preventiva, dado o tamanho da incerteza hoje. A gente não tem observado o sentimento negativo se revertendo em dados de fato negativos”, diz. Por isso, ele explica, a instituição deve seguir em compasso de espera ao menos até o segundo semestre.

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Segundo Freitas, um eventual afrouxamento monetário só deve entrar no debate mais próximo do fim do ano, caso os efeitos das tarifas comecem a contaminar de forma mais evidente a atividade. “Com uma política mais apertada, o fluxo de capital tende a ser um pouco menor, mas esse não é o único fator relevante hoje para o direcionamento de recursos a emergentes”, diz.

Em um momento de incerteza sobre os rumos da economia americana, marcada por intervenções consideradas pelos especialistas como erráticas do governo Trump e temores de recessão, o conteúdo da mensagem do Fed pode carregar mais peso que a própria decisão.

Como os investidores devem se posicionar com a alta de juros

A alta dos juros traz implicações diretas ao comportamento dos investidores. Com a renda fixa pós-fixada oferecendo retornos elevados e risco praticamente nulo, cresce o desinteresse por ativos mais voláteis, como ações, fundos imobiliários e títulos de crédito privado, segundo Kevin Oliveira, especialista em renda variável da Blue3 Investimentos. “O investidor tende a reduzir a exposição a risco quando há liquidez em ativos conservadores pagando tão bem”, explica.

Para o investidor de perfil conservador ou moderado, o cenário favorece aplicações em Tesouro Selic, Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e fundos DI, além de títulos IPCA+ e prefixados, que operam hoje com prêmios elevados — patamares que só foram vistos em momentos de estresse fiscal ou recessão. “É uma boa oportunidade para travar taxas mais altas, seja no crédito privado ou no Tesouro Direto. Esses níveis são raros e merecem atenção”, avalia o especialista.

O impacto da Selic elevada também é sentido com mais força em setores tradicionalmente buscados por quem deseja menos volatilidade, como os fundos imobiliários. Muitos investidores, diz Oliveira, escolhem fundos imobiliários como alternativa à renda fixa. Isso porque, quando a Selic dispara, esses produtos perdem atratividade. “É mais simples migrar para um CDB de liquidez diária rendendo acima de 1% ao mês”, comenta.

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Ainda assim, Oliveira avalia que o cenário atual representa uma janela de oportunidade para investidores. E o motivo lembra uma liquidação de loja: fundos imobiliários estão sendo negociados com descontos entre 50% e 60% em relação ao valor patrimonial, o que indica que, caso liquidassem seus ativos hoje, poderiam valer até o dobro do preço praticado no mercado. Um exemplo, de acordo com ele, é o XPML11, fundo focado em shoppings centers, que mesmo com uma carteira composta por ativos de qualidade, segue operando com significativo deságio, o que reforça a percepção de potencial de valorização.

Com a taxa Selic mantida em patamares elevados, muitos investidores começam a considerar a compra de títulos prefixados. Se a Selic estiver próxima de seu pico, como muitos esperam, essa pode ser uma boa oportunidade para travar taxas atrativas a longo prazo. Contudo, Fernando Gonçalves, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital, diz que esses títulos exigem atenção porque são sensíveis à volatilidade do mercado e podem oscilar conforme as mudanças nas expectativas econômicas.

O impacto dessa alta na Selic também pode ser sentido na Bolsa de Valores. Com a renda fixa oferecendo retornos mais atraentes, muitos investidores podem optar por abandonar o mercado de ações, especialmente em um cenário onde o crédito mais caro tende a diminuir o consumo e pressionar os lucros das empresas. “Por outro lado, vejo que, para quem tem visão de longo prazo, esse cenário pode trazer boas oportunidades em ações com preços mais descontados”, pontua.

Juros: o que esperar daqui para frente

O Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (5) trouxe uma leve melhora nas expectativas dos agentes financeiros, sinalizando uma possível inflexão na curva de juros após meses de previsões estáveis ou em alta. Pela primeira vez em quatro meses, o mercado passou a prever uma Selic menor no fim de 2025, com estimativa de 14,75% ao ano — ante os 15% projetados anteriormente.

A inflação também recuou levemente: o IPCA de 2025 agora é estimado em 5,53%, contra 5,55% na semana passada. Embora o número siga acima do teto da meta (4,5%), é a terceira semana consecutiva de revisão para baixo. O câmbio também foi ajustado para R$ 5,86 por dólar, enquanto as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e os juros de 2026 permaneceram estáveis.

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