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Mercado

1 ano após a eleição de Lula: o mercado acertou mais do que errou?

Em 2022, o mercado previa descontrole fiscal, alta do dólar e queda das estatais; cenário atual é mais positivo

Por Luíza Lanza

09/10/2023 | 3:00 Atualização: 09/10/2023 | 7:27

Ações da Petrobras estão entre as maiores altas do ano, contrariando projeção de 2022. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ações da Petrobras estão entre as maiores altas do ano, contrariando projeção de 2022. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Há 12 meses, o mercado financeiro e o País eram sacudidos por uma das disputas presidenciais mais acirradas dos últimos tempos entre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As eleições elevaram a volatilidade na Bolsa de Valores à medida que novas pesquisas de intenção de voto indicavam quem poderia governar o Brasil nos próximos anos e ditar os rumos da economia e dos negócios.

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Economistas, estrategistas, gestores e agentes do mercado estavam temerosos em relação à possibilidade de vitória petista, confirmada em 2º turno no dia 30 de outubro. Investidores se deparavam com diferentes previsões, que passavam de uma escalada do dólar, intervenções nas estatais e descontrole do cenário fiscal. Passados 12 meses, dá para dizer que boa parte dessas apostas se mostrou oposta do que a realidade do mercado financeiro atual.

Até a sexta-feira (6), o Ibovespa acumulava uma alta de 4,04% em 2023, apoiado no ciclo de queda da taxa Selic iniciado pelo Banco Central em agosto. Ainda assim, a valorização não foi suficiente para reverter as perdas registradas no índice logo após as eleições – na janela de 12 meses, o IBOV cai 2,88%.

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O dólar é cotado a R$ 5,16, se aproximando do patamar de R$ 5,27 a que iniciou o ano. A piora do câmbio aconteceu de forma mais acelerada nas últimas semanas, com a deterioração do cenário no exterior. Em julho, nos momentos de maior otimismo, a cotação bateu os R$ 4,73.

A análise destes 12 meses pós eleição foi o tema da carta mensal da gestora Ártica Asset Management. No documento, o sócio e gestor do fundo Ártica Long Term FIA, Ivan Barboza, destaca que a estrutura legislativa do Brasil é complexa e fragmentada de tal maneira que dificulta que o Executivo orquestre grandes mudanças – como temia o mercado há um ano. “Acreditamos ser mais provável que o País continue seguindo sua média histórica, certamente medíocre, mas longe de catastrófica”, diz.

Das incertezas previstas em outubro de 2022, uma se concretizou: o lado fiscal. O governo substituiu o antigo teto de gastos pelo novo arcabouço fiscal, que condiciona o crescimento real das despesas a 70% do crescimento real da receita primária do País. Isso significa que o sucesso do novo sistema está condicionado ao crescimento da economia brasileira – e essa necessidade de aumento na arrecadação ainda preocupa o mercado.

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Ainda assim, dá para dizer que a regra superou as expectativas mais negativas, fazendo o mercado mudar seu posicionamento de pessimista para cético, define Barboza. “Apesar dessa falha estrutural, o arcabouço veio melhor do que boa parte do mercado esperava, o governo tem reforçado seu compromisso com as metas e o ministro da economia conquistou alguma credibilidade.”

As apostas na Bolsa

Em outubro de 2022, não era difícil encontrar um especialista que preferia ficar de fora das ações de companhias estatais. Na realidade, era mais difícil encontrar alguém que indicasse os papéis em um cenário que poderia trazer de volta mais uma gestão intervencionista do PT nessas empresas, como aconteceu no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo.

Na dúvida, muitos analistas preferiam ficar de fora das ações da Petrobras (PETR4) e do Banco do Brasil (BBAS3) – em julho de 2022, a PETR4 chegou a ser cotada na casa de R$ 16, enquanto a BBAS3 estava no patamar de R$ 28.

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João Daronco, analista da Suno Research, destaca que o cenário “do mundo real” de BB era muito mais favorável do que aquele que estava sendo precificado. O banco estava com rentabilidade alta, inadimplência controlada, vinha reportando lucros crescentes e distribuindo bons dividendos.

“Olhando os fatos e os preços, parecia uma distorção bem grande. Entendíamos que, mesmo se piorasse muito a questão de governança no banco, ainda assim estaria barato. E não foi o que aconteceu”, explica Daronco. Por isso, a correção nas ações em 2023.

Na Petro, o cenário é um pouco diferente. Houve muitas mudanças na companhia desde o início do Lula 3: fim da política de preço de paridade internacional (PPI), nova política de dividendos na companhia, retomada dos investimentos em energia eólica. Ainda assim, até agora, nenhuma das medidas representou o nível de intervenção estatal que o mercado temia.

“As mudanças foram menos piores do que o mercado esperava. Mudou o PPI, mas não voltou a ser o que era em 2014, não tem nenhum tipo de subsídio. A política de dividendos mudou, mas não diminuiu tanto quanto se esperava”, diz Daronco. O analista destaca ainda outro motivo para a alta de PETR4 em 2023: o preço do Brent do petróleo, que estava em queda no 2º semestre de 2022, voltou a se recuperar esse ano, favorecendo as petroleiras, inclusive a estatal.

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Leia mais: Como a Petrobras driblou “risco Lula” para subir em 2023

Em 2023, os dois papéis estão entre os que mais sobem do Ibovespa. Até o fechamento da sexta-feira (6), a ação da Petrobras valia R$ 33,51, com uma alta de 68,05% no ano e de 38,53% em 12 meses. Já a do Banco do Brasil está em R$ 48,85, uma valorização de 50,49% em 2023 e de 32,64% em 12 meses.

“Errar projeções faz parte, porque as surpresas positivas e negativas ocorrem com frequência. Mas as estatais foram um erro gritante do mercado”, avalia Flávio Conde, head de renda variável da Levante Ideias de Investimento. “Isso afetou principalmente as carteiras de fundos de ações, que precisam bater o Ibovespa. Quem ficou fora de Petrobras, por exemplo, teve uma dificuldade grande de substituir o ganho do papel.”

Na outra ponta, alguns prognósticos foram concretizados. É o caso das empresas de setores como construção civil e educação, que em outubro de 2022 eram apontadas como boas opções no caso de uma vitória petista. A possibilidade da retomada de medidas como o Minha Casa, Minha Vida e o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) fazia analistas olharem com atenção para esses papéis.

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Nesta matéria da época, o E-Investidor reuniu uma seleção de ações para se investir em caso de vitória de Lula, feita pela Genial Investimentos e Órama. Entre elas, estavam MRV (MRVE3) e Yduqs (YDUQ3), que estão se destacando na Bolsa. Esta última é, inclusive, a ação que mais sobe em 2023, com uma alta de 92,04%.

Os dois setores viveram um rali, especialmente entre abril e julho, quando o mercado começou a precificar o início do ciclo da taxa de juros. À época, a ação da MRV chegou a subir 65%, como contamos nesta reportagem.

“A competição no setor de construção civil ligado ao Minha Casa, Minha Vida foi dizimada nesses últimos dois anos em que a inflação de custo ficou muito alta. Quem sobreviveu ao período está fazendo muito dinheiro agora, porque a competição ficou muito enfraquecida. Não à toa, vimos os preços do papel subirem tanto”, explica Phil Soares, chefe de análise de ações da Órama.

O mercado internacional também errou?

Do final de 2022 para cá, uma outra previsão de mercado também não se confirmou. Esta, relacionada ao cenário de aperto monetário nas economias desenvolvidas. Nos meses finais do ano passado, preponderava um entendimento de que o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed). já estaria se aproximando do fim do ciclo de alta na taxa de juros americana.

Entre os mais otimistas havia quem esperasse que o primeiro corte de juros aconteceria ainda em 2023.

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A previsão não poderia estar mais distante do cenário que vemos hoje. A taxa está na faixa entre 5,25% e 5,5% e não há uma certeza se o Fed realmente chegou ao patamar terminal. Nos últimos dias, ganhou força a possibilidade de um último ajuste de 25 pontos-base na próxima reunião da instituição, no dia 1º de novembro. “Isso mostra que errar cenário não é uma exclusividade de mercados emergentes”, destaca Flávio Conde, da Levante.

A mensagem mais dura – de juros altos por mais tempo nos EUA – está cobrando seu preço nos mercados globais. As treasuries americanas de longo prazo atingiram seu maior patamar desde 2007, pressionando as curvas de juros e as bolsas pelo mundo.

“Os investimentos em renda fixa em países desenvolvidos estão se tornando mais atrativos, consequentemente, temos observado uma realocação de parte do capital que estava investido no mercado brasileiro para o exterior”, destacou Ivan Barboza, na carta da Ártica.

Como contamos nesta reportagem, o capital estrangeiro está sumindo do mercado brasileiro. “Esse movimento de saída de capital na bolsa resultou na queda dos preços e tem mantido uma parcela considerável de investidores com uma perspectiva pessimista.”

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Por causa disso, nos últimos meses, o Ibovespa devolveu boa parte dos ganhos que conseguiu acumular no 1º semestre do ano. O dólar, que encerrou junho com uma queda recorde no 1º semestre, já voltou ao patamar de R$ 5,16.

Todo esse contexto turbulento mostra como, muitas vezes, as apostas do mercado acabam sendo surpreendidas por fatores que não podiam ser previstos; ou que estavam sendo subestimados nas análises. Um exemplo, segundo os especialistas, de como investidores precisam sempre manter o foco no longo prazo.

“Quando você não está preocupado com o dia de amanhã, mas com a próxima década, dá para se abster dessas narrativas, que são prejudiciais ao investidor”, diz Daronco, da Suno. “O governo vai durar 4 anos, 8 no máximo.”

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