No mercado de juros, os títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, os Treasuries, sequenciam a queda já observada na véspera, reforçando o ambiente mais construtivo, enquanto o dólar segue com fôlego limitado em escala global.
Entre as commodities, o petróleo recua ao redor de 3%,refletindo a perspectiva de maior oferta, e o minério de ferro caiu 0,32% em Dalian, cotado a US$ 115,15 por tonelada.
No Brasil, o pano de fundo externo mais benigno tende a favorecer ativos de risco, mas o foco do dia se concentra na divulgação do IPCA-15 de maio, que pode recalibrar as expectativas para a trajetória da Selic diante da inflação ainda pressionada.
No pré-mercado, o EWZ – principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado no exterior – e os ADRs – recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas – de empresas ligadas a commodities, como Petrobras, indicavam viés mais negativo, refletindo a queda do petróleo. A curva de juros local pode reagir ao alívio externo, mas permanece sensível ao dado de inflação e ao ambiente fiscal e regulatório.