A abertura de mercado desta quarta-feira (8) é marcada por alívio nas
tensões geopolíticas após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre
Estados Unidos e Irã, impulsionando os ativos de risco nesta manhã.
Os
futuros dos índices de ações em Nova York operam em forte alta, enquanto as Bolsas europeias e asiáticas também avançam, refletindo a redução abrupta dos temores sobre a oferta global de energia.
No mercado de moedas, o
dólar perde força diante de pares fortes e emergentes, em meio ao recuo dos rendimentos dos
títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, os Treasuries.
O
petróleo registra forte queda, enquanto o
minério de ferro encerrou o pregão em baixa na Ásia, com o contrato mais negociado em Dalian recuando 1,35%, para US$ 111,77 por tonelada.
Esse ambiente externo mais construtivo tende a favorecer os ativos domésticos ao longo da sessão, sobretudo o câmbio e a curva de juros, beneficiados pela combinação de dólar mais fraco e recuo dos juros futuros globais.
Nos EUA, os ativos brasileiros apresentam desempenho misto no pré-mercado de Wall Street: o EWZ, principal ETF (fundo de índice) brasileiro, avança com o aumento do apetite por risco global, enquanto ações ligadas ao petróleo, como as da Petrobras, sofrem com a forte desvalorização da commodity.
No radar local, investidores acompanham falas de dirigentes do
Banco Central, em meio às discussões sobre comunicação da política monetária e expectativas para os próximos passos da
Selic.