EURO R$ 6,25 +0,72% DÓLAR R$ 5,32 +0,75% ITUB4 R$ 27,30 -1,87% MGLU3 R$ 16,06 -3,08% ABEV3 R$ 15,68 -0,38% GGBR4 R$ 24,45 -0,61% IBOVESPA 108.843,74 pts -2,33% BBDC4 R$ 19,31 -3,55% PETR4 R$ 24,80 -0,52% VALE3 R$ 83,82 -2,70%
EURO R$ 6,25 +0,72% DÓLAR R$ 5,32 +0,75% ITUB4 R$ 27,30 -1,87% MGLU3 R$ 16,06 -3,08% ABEV3 R$ 15,68 -0,38% GGBR4 R$ 24,45 -0,61% IBOVESPA 108.843,74 pts -2,33% BBDC4 R$ 19,31 -3,55% PETR4 R$ 24,80 -0,52% VALE3 R$ 83,82 -2,70%
Delay: 15 min
Mercado

As 10 ações que mais subiram e caíram em maio

A crise hídrica motivou o salto nos papéis da Eneva, que fecharam o mês com a maior alta, de 22,51%

Foto: Pixabay
  • Nos 21 dias de pregão de maio, o principal índice de ações da B3 acumulou valorização de 6,16% e renovou as máximas históricas
  • Na última segunda-feira (31), última sessão do mês, o indicador bateu o próprio recorde e atingiu 126.215,73 pontos
  • As três ações que mais valorizaram no mês foram Eneva (ENEV3), BRF (BRFS3) e Cielo (CIEL3)

Na contramão do velho ditado do mercado financeiro, o “sell in may and go away” (venda em maio e saia do mercado, na tradução), o mês de maio de 2021 trouxe muitas surpresas positivas. O principal índice de ações da B3 acumulou valorização de 6,16% nos 21 dias de pregão e renovou  as máximas históricas.

Na sexta-feira (28), o Ibovespa fechou o dia aos 125.561,37 pontos, a melhor marca já registrada em um fechamento de pregão. Na segunda-feira (31), última sessão do mês, o indicador renovou o recorde, aos 126.215,73 pontos. “O índice encerrou o mês em um patamar elevadíssimo. Atribuo isso a um movimento de continuidade de capital estrangeiro na Bolsa”, afirma Juan Espinhel, especialista da Ivest Consultoria.

Somente entre os dias 3 e 27 de maio, o fluxo financeiro vindo do exterior na B3 foi de R$ 912 bilhões, 52% do total. O período também foi marcado por consolidações de peso, além do movimento de rotação entre setores da Bolsa. Com expectativa de retomada econômica no 2º semestre, investidores começaram a posicionar as carteiras para ações com maior potencial de alta a partir da reabertura.

Nas últimas semanas do mês, a aprovação do texto da privatização da Eletrobras e as preocupações com a crise hídrica também ganharam espaço no noticiário. Em meio a essa conjuntura, as três ações que mais valorizaram em maio foram Eneva (ENEV3), BRF (BRFS3) e Cielo (CIEL3).

RankingEmpresaTickerValorização em maio (%)
EnevaENEV325,90%
BRFBRFS323,62%
CieloCIEL322,51%
Cia HeringHGTX320,50%
AmbevABEV320,15%
Eletrobras ONELET318,40%
Br MallsBRML317,54%
IguatemiIGTA317,42%
Eletrobras PNELET617,28%
10ºQualicorpQUAL315,75%

Eneva (ENEV3): +22,51% , 18,47

Os papéis da empresa de energia Eneva registraram o melhor desempenho do mês, com valorização acumulada de 22,51%, cotados a R$ 18,47. O principal fator que beneficiou as ações foi a previsão de crise hídrica no Brasil. O Governo Federal emitiu um alerta de emergência hídrica para cinco estados (São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná).

Segundo o comunicado, haverá risco de desabastecimento entre os meses de junho a setembro, na possível pior seca em 11 anos. A Aneel aumentou a tarifa para energia elétrica, com a implementação de uma bandeira vermelha 2. De acordo com Espinel, nessa situação, a Eneva acaba se beneficiando por estar bem posicionada em relação aos contratos de energia elétrica.

“A Eneva e algumas outras empresas do setor saem beneficiadas dessa crise hídrica, porque em tese, para preservar as hidrelétricas, são feitas mais compras de energia de outros meios”, afirma Espínel.

Uma dessas alternativas às hidrelétricas é a energia térmica, gerada pela Eneva. A companhia também reportou bons resultados no 1º trimestre de 2021, com um EBITDA ajustado de R$ 446 milhões, aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2020.

Segundo a empresa, houve melhora das margens fixas das usinas a gás, aumento da margem variável em Pecém II e menores gastos com sísmica em relação. O lucro líquido também aumentou em 13% na comparação anual, de R$ 203,1 milhões, e a receita líquida passou de R$ 830 milhões para R$ 951 milhões.

Mesmo com os números positivos, a Toro Investimentos vê o ativo como neutro. “Apesar dos bons resultados, acreditamos que tais poderiam ser melhor recepcionados se a companhia apresentasse maior nível de disponibilidade em suas usinas”, diz a corretora.

BRF (BRFS3): +23,62%, 25,70

A gigante de alimentos BRF ficou em segundo lugar entre as maiores altas de maio, com um salto nas ações de 23,62%, cotadas a R$ 25,70. Um acontecimento que influenciou bastante o curso dos papéis foi o aumento da participação da Marfrig, também do setor de alimentos, na companhia. Com a aquisição de 196,8 milhões de ações ordinárias, a concorrente tem agora participação de 24,23% na empresa.

Na sexta-feira (21), data em que a compra dos ativos aconteceu, os papéis BRFS3 subiram 16,28% no pregão, aos R$ 26,39. Os especialistas avaliam a união com bons olhos, já que são duas empresas de alimentos que atuam com produtos complementares – a BRF com os suínos e a Marfrig no segmento de carne bovina. “É uma fusão muito interessante, faz muito sentido ter participação no maior concorrente”, afirma Espinhel.

Entidades controladas pelo banco JP Morgan também teriam atingido uma participação de 7,15% no capital social da empresa, poucos dias depois da compra feita pela Marfrig. Em relatório, o Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da Marfrig para outperform (equivalente à compra), mas cortou a indicação para a BRF para neutra. Em relação a BRFS3, a instiuição vê os papéis com menor potencial de alta.

O BTG Pactual, por sua vez, tem visão neutra para ambas as companhias. “A falta de clareza estratégica quanto ao rumo que a empresa [Marfrog] está tomando agora é um motivo de preocupação”, explica a instituição. Quanto à BRF, apenas a possibilidade de uma nova rodada de disputa de acionistas e mudanças estratégicas deve ser vista como negativa, segundo o banco.

Cielo (CIEL3): +25,90%, R$ 4,19

Na terceira colocação, estão os papéis da Cielo (CIEL3), com alta de 25,90% em maio, cotados a R$ 4,19. A empresa foi beneficiada pelos movimentos em torno do início do Whatsapp Pay, pagamentos via Whatsapp, cujo processamento é feito pela companhia. No dia 5 de maio, quando o novo serviço passou a funcionar para transações entre pessoas físicas, os papéis chegaram a subir mais de 4% no pregão.

Uma segunda notícia que impulsionou os papéis foi a entrada da Alelo no segmento de adquirência. A empresa de benefícios, parceira da Cielo, criou a própria plataforma. O que seria ruim, em um primeiro momento, foi interpretado de forma positiva pelo mercado, que viu a possibilidade de uma cisão entre os sócios da empresa de serviços financeiros, já que tanto Alelo quanto Cielo pertencem ao Bradesco e Banco do Brasil.

Contudo, o case CIEL3 ainda teria muitos desafios a vencer. “Desde 2018 que o papel só cai, já que a Cielo vem perdendo espaço no mercado em questão de taxa e competitividade”, afirma Espinhel.

A recomendação do BTG Pactual para Cielo segue neutra. “O acordo com o WhatsApp para permitir pagamentos P2M continua em espera, a Cielo perdeu na corrida para se tornar o parceiro adquirente exclusivo da Caixa para a Firsev e ainda estamos aguardando a venda da mês (Merchant e-Solutions), que continua prejudicando seu resultado financeiro. A estrutura acionária, que costumava ser uma vantagem fundamental, agora também parece um fardo”, afirma a instituição, em relatório.

Shoppings, Energia e Varejo

Na sequência das maiores altas, nomes ligados à economia real como a varejista Cia Hering (HGTX3) e os shoppings Iguatemi (IGTA3) e BR Malls (BRML3). Segundo Chinchila, as ações são um reflexo da perspectiva de retomada econômica.

“Esse mês foi um pouco diferente dos quatro primeiros meses do ano, em que o Ibov estava muito sustentado em commodities e siderurgia. Em maio, ativos ligados à economia interna começaram a gerar mais rentabilidade. Foi interessante ver como empresas como varejistas e administradoras de shoppings voltaram a performar bem”, afirma Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

Para a Ágora Investimentos, a reabertura do comércio poderia reduzir o risco desses papéis ligados à economia real, em especial as ações das administradoras de shoppings. Contudo, a casa tem visão neutra para Iguatemi e BR Malls. “ Entendemos que os vencedores serão os shoppings de qualidade que combinam conveniência e experiência do cliente (localização e mix)”, explica.

A principal recomendação da corretora para o segmento é o Aliansce Sonae (ALSO3), considerado o player mais propensos a realizar consolidações no setor e com uma combinação de operação resiliente, menor alavancagem e valuation barato.

Os papéis da Eletrobras (ELET3 e ELET6) também aparecem em destaque no ranking, na esteira da aprovação da MP para privatização da companhia na Câmara. O BTG Pactual tem recomendação de compra para ELET6, com preço-alvo de R$ 63 – cotada a R$ 43,58 até o fechamento da última segunda-feira (31).

Veja o ranking das ações que mais caíram

RankingEmpresaTickerValorização em maio (%)
Banco InterBIDI11-11,68%
UsiminasUSIM5-11,63%
SuzanoSUZB3-11,61%
B2W DigitalBTOW3-11,24%
LocawebLWSA3-9,14%
SabespSBSP3-8,81%
UltraparUGPA3-8,57%
CSNCSNA3-7,50%
MarfrigMRFG3-5,67%
10ºKlabinKLBN11-5,60%

 

Invista com TAXA ZERO de corretagem por 3 meses. Abra sua conta na Ágora Investimentos

Informe seu e-mail

Faça com que esse conteúdo ajude mais investidores. Compartilhe com os seus contatos