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Mercado

EDP: ‘Diversificação de fontes energéticas ainda é desafio no Brasil’

Para o CEO da EDP no Brasil, João Marques da Cruz, a rotação de recursos cria valor e garante crescimento

Por Rebeca Soares

17/01/2022 | 9:56 Atualização: 20/01/2022 | 16:58

João Marques da Cruz, CEO da EDP 
Foto: Divulgação EDP Brasil
João Marques da Cruz, CEO da EDP Foto: Divulgação EDP Brasil

No mercado brasileiro há mais de 20 anos, a EDP Brasil (ENBR3) integra o grupo europeu Energias de Portugal. Atuando nas áreas de geração, transmissão e soluções em serviços de energia, a companhia vê a diversificação das matrizes energéticas e práticas do tripé ESG (ambiental, social e governança) como pilares e caminhos que o Brasil deve seguir.

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Em entrevista exclusiva ao E-Investidor, João Marques da Cruz, presidente da EDP no Brasil, destacou a busca da empresa por fazer rotação de recursos com o intuito de criar valor e crescer. Esse processo foi exemplificado pela venda de três linhas de transmissão por R$ 1,32 bilhão em outubro do ano passado. Paralelamente, a empresa adquiriu a Celg-T, em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ao todo, foram 756 quilômetros de rede e 14 subestações. “Acabamos 2021 com mais quilômetros do que o que tínhamos no começo do ano”, aponta Cruz.

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Além das negociações, o executivo pontuou o investimento da empresa no complexo Monte Verde, usina fotovoltaica de larga escala, localizada no Rio Grande do Norte. O trabalho com energias renováveis e limpas, de acordo com Cruz, é uma tendência que deve acontecer para diminuir a dependência das hidrelétricas.

A atuação da empresa acompanha o crescimento da produção de energia solar no País. Na última quinta-feira (13), o Brasil alcançou o marco de 1 milhão de consumidores de energia proveniente do sol. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as instalações alcançaram produção total de 8,6 GW de potência. Em 2022, espera-se que o número possa dobrar.

O trabalho da empresa com energia limpa envolve ações ambientais, sociais e de governança. Há 16 anos integrando a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), a EDP Brasil alcançou o primeiro lugar no ranking que destaca o trabalho ESG das empresas listadas na B3.

E-Investidor — A empresa avançou no projeto de produção de energia solar em larga escala. Quais os objetivos de atuar nesse segmento e quais são os principais desafios da implementação?

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João Marques da Cruz — A energia solar ainda é muito pouco representativa no Brasil. No futuro, deve ganhar usinas de grande escala (utility scale), que chegam a ocupar o espaço de 300 a 400 campos de futebol. Um exemplo é o complexo da EDP em Pereira Barreto (SP). Além disso, anunciamos o projeto Monte Verde Solar, no Rio Grande do Norte, que terá capacidade instalada de 209 MWac. No curto prazo, temos novas usinas para serem anunciadas.

Neste ano, pretendemos lançar mais duas ou três usinas fotovoltaicas em que somos investidores em parceria com a EDP Renováveis. Além da geração em larga escala, existe a parte descentralizada, voltada para pessoas físicas e empresas. Nesse caso, os painéis solares ficam nas proximidades do estabelecimento.

Nós estamos em ambos os negócios e pretendemos, nos dois modelos de geração de energia, passar de 50 MW para 1GW até 2025. Essa é a nossa contribuição para a transição energética do Brasil.

E-Investidor — Qual a importância do reconhecimento do desempenho da empresa em índices voltados à sustentabilidade?

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Cruz — Somos como um atleta. Se uma pessoa treina para uma competição esportiva, treina para jogar bem e, evidentemente, no fim, espera ter uma medalha e um reconhecimento. Conquistar o 1º lugar no ranking geral da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 é o reconhecimento que dá força para continuar no mesmo caminho. O ISE avalia dimensões de capital humano, governança corporativa e alta gestão, modelo de negócios e inovação, capital social, meio-ambiente, e clima.

Além disso, somos a única empresa do setor de energia na América Latina com
nota máxima no índice do Carbon Disclosure Project (CDP). Posso dizer que esses prêmios são a cereja do bolo no trabalho da empresa como um todo.

E-Investidor — Como a EDP registra e avalia informações internas de sustentabilidade e ESG?

Cruz — Nós temos metas definidas para a dimensão ESG. Em todos os negócios que a empresa desenvolve, existe um atributo para uma pauta dentro do tripé. No negócio da distribuição, por exemplo, buscamos a diversidade, que seja étnica, de gênero. Não é uma pauta de cima para baixo, ela surge dentro de cada setor e time. Dessa forma, os grupos propõem sua pauta no componente ambiental, social e até na governança.

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Para a EDP, a governança é um pilar essencial. Somos uma empresa listada na Bolsa de São Paulo e, no setor elétrico, somos a empresa com mais pessoas físicas de brasileiros investindo, sendo nossos acionistas. Isso mostra a confiança desses investidores nacionais. Por respeito a eles, nós temos uma governança robusta, que é a garantia de defesa dos interesses dos pequenos acionistas.

E-Investidor — Como a empresa avalia a participação no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 por 16 anos?

Cruz — Podemos avaliar que estar em um grupo como esse é cada vez mais importante para os investidores. Aqui no Brasil ainda não é norma, mas acredito que será no futuro.

Em outros países, podemos ilustrar com a Noruega, país em que a prática de sustentabilidade é mais forte, há fundos que não investem em empresas que não tenham compromisso com o ESG.

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Há também bancos, que só dão empréstimos e investimentos para companhias com selos de sustentabilidade, são os chamados green bonds, termo para “empréstimo verde”.

Nos EUA e na Europa os green bonds já existem e têm tendência clara de chegar ao Brasil. Ao conversar com nossos investidores, percebo a importância da nossa vitória nos dois índices. Claramente, será uma preocupação geral da sociedade brasileira e, consequentemente, dos gestores de fundos.

E-Investidor — Olhando para a relação entre o setor de energia e ESG, quais são os principais desafios?

Cruz — O setor energético sofre diretamente com alterações climáticas. Por conta disso, precisa estar muito alerta à necessidade de atuar nesse domínio. As palavras são interessantes, mas é a atuação real que é essencial.

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O setor tem sido muito ativo em fazer propostas para o governo e órgãos reguladores, mas ainda há várias melhorias que podem e devem ser feitas. Por exemplo, o Brasil ainda não tem mercado de carbono, ou seja, instituições emissoras de carbono precisam comprar certificados de carbono, que são emitidos por quem produz de forma limpa.

As empresas do setor têm e devem continuar tendo boas relações com o governo e órgãos reguladores para propor medidas concretas positivas, seja no sentido de implementação do mercado de carbono ou incentivo ao hidrogênio verde, gás que o Brasil tem capacidade de ser um grande exportador.

E-Investidor — Ações da EDP passaram a ser negociadas no mercado europeu em outubro de 2021. Esse movimento pode ser considerado como reflexo de uma preocupação com o cenário econômico brasileiro?

Cruz — EDP está no Brasil desde o século passado, já vivemos mudanças de moeda, diferentes questões políticas, entre tantos outros acontecimentos. Temos experiência no Brasil e nossos resultados não estão sujeitos à conjuntura do momento.

Investidores que ainda não conhecem o Brasil assustam-se em determinados momentos. Nós, não. Acreditamos no Brasil, um país entre as 20 maiores economias do mundo, com recursos naturais importantíssimos.

Evidentemente, há crises conjunturais como este ano em que o Brasil não deve crescer mais de 1%, mas os fundamentos da economia brasileira são bons. A EDP não olha para o curto prazo, olha para o longo prazo e, por isso, acreditamos no País. Acho que os brasileiros também devem acreditar.

Estamos investindo no Brasil como nunca e isso é um sinal claro de que acreditamos no País. Estamos investindo nas redes de distribuição o dobro do que já investimos anteriormente. Temos investimentos orgânicos, ou seja, em compras de outras empresas de R$ 2 bilhões por ano. Em cinco anos, vamos investir R$ 10 bilhões.

Além disso, estamos comprando outras empresas. Compramos a Celg-T, uma empresa de transmissão de Goiás por R$ 1,97 bilhão e estamos dispostos a investir mais. Com a aquisição, estimamos uma receita anual permitida (RAP) adicional de R$ 223 milhões no ciclo 2021/2022, através da aquisição dos 756 quilômetros de redes de transmissão e das 14 subestações que percorrem predominantemente o estado de Goiás.

E-Investidor — O que os investidores e o mercado podem esperar do desempenho da EDP em 2022?

Cruz — Nós trabalhamos com asset rotation (rotação de ativos), o que nos faz estar sempre disponíveis a ir ao mercado para comprar mais ativos e, se houver um bom preço para os nossos ativos, também estamos disponíveis para vender.

No conjunto entre compras e vendas, queremos criar valor e crescer. No ano passado, vendemos três linhas de transmissão, mas acabamos 2021 com mais quilômetros do que o que tínhamos no começo do ano. Queremos crescer nossos ativos e fechar um ano sempre maiores e com mais qualidade do que começamos.

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