A equipe de analistas do BTG Pactual avalia que os resultados das empresas de saúde no primeiro trimestre de 2026 “superaram as expectativas” do mercado, com uma melhora operacional na maior parte das empresas, após um quarto trimestre fraco.
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A equipe de analistas do BTG Pactual avalia que os resultados das empresas de saúde no primeiro trimestre de 2026 “superaram as expectativas” do mercado, com uma melhora operacional na maior parte das empresas, após um quarto trimestre fraco.
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O relatório assinado por Samuel Alves e Maria Resende, destaca que houve “crescimento resiliente” de receita, “avanço de margens” e “melhora da sinistralidade” entre operadoras. Eles, contudo, ponderam que a recuperação ainda é desigual entre as empresas, mas vê um ambiente mais construtivo para o setor, especialmente em hospitais e planos de saúde.
Entre os destaques positivos, o BTG aponta a Rede D’Or (RDOR3), que apresentou crescimento de receita hospitalar, avanço na oncologia e expansão do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), além de melhora da operação da SulAmérica.
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A Bradsaúde (SAUD3) também foi um dos principais destaques, com lucro de R$ 1,3 bilhão, retorno sobre patrimônio próximo de 25% e melhora importante da sinistralidade.
Além disso, a Mater Dei (MATD3) entrou nos elogios dos analistas por combinar aumento de ocupação hospitalar, crescimento de receita e disciplina de custos. Já a Hapvida (HAPV3) mostrou sinais iniciais de recuperação, com melhora sequencial de margem e geração de caixa, embora o BTG avalie que ainda não há evidências suficientes de uma virada estrutural.
O relatório mostra ainda que laboratórios e empresas de diagnóstico tiveram desempenho m6ais estável. A Fleury (FLRY3) apresentou resultados em linha com as expectativas, sustentados principalmente pelo segmento B2C (sigla para “empresa para consumidor”) e pelo crescimento de exames.
A Dasa (DASA3) teve melhora operacional após um fim de 2025 mais fraco, com avanço gradual de margens e melhora do desempenho da rede hospitalar Rede Américas.
Por outro lado, a Oncoclínicas (ONCO3) foi o principal negativo da temporada, pressionada por interrupções de serviços, problemas de abastecimento de medicamentos, aumento da inadimplência e forte consumo de caixa, levando o Ebitda para o campo negativo. Apesar disso, as ações da companhia disparam 18,87%, a R$ 1,26, às 15h54 (de Brasília).
Na visão do BTG, as ações preferidas no setor seguem sendo Rede D’Or e Bradsaúde, principalmente por negociarem com desconto em relação ao histórico, mesmo mantendo boa execução operacional.
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O banco reiterou compra para Rede D’Or e Mater Dei, além de Bradsaúde. E manteve neutra para Hapvida, Fleury, Dasa, Hypera, Oncoclínicas, Qualicorp (QUAL3), Blau (BLAU3) e Viveo (VVEO3).
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