MGLU3 R$ 38,31 +2,21% ITUB4 R$ 21,35 -0,23% DÓLAR R$ 5,27 +0,05% IBOVESPA 71.596,35 pts +0,89% GGBR4 R$ 9,79 +2,30% PETR4 R$ 15,43 +7,90% VALE3 R$ 43,70 +0,76% BBDC4 R$ 19,70 -0,73% ABEV3 R$ 11,53 -1,37%
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Mercado

Única em alta no Ibovespa em 2020, WEG é porto seguro para investidores

Estrategista de investimentos explica resiliência da empresa

Funcionário na fábrica da WEG (Divulgação)
  • Ações da WEG na Bolsa subiram 9,08% na Bolsa em 2020
  • Bons resultados são fruto da diversificação de produtos e, principalmente, de sua internacionalização
  • No último trimestre de 2019, 56% da receita total da empresa veio do exterior
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Em meio à crise mundial do novo coronavírus, que fez a bolsa de valores brasileira despencar mais de 30%, uma empresa no Ibovespa chama a atenção por ser a única com ações em alta no ano. A WEG S.A, multinacional brasileira voltada para o setor de energia e tecnologia, teve seus papéis valorizados em 9,08% em 2020 até o fechamento desta quarta-feira (25).

Entre as listadas no índice que reúne as principais ações da Bolsa, a segunda melhor colocada é a Droga Raia, que registra queda de 0,57% no ano. Na outra ponta, vemos, por exemplo, as ações da CVC e da IRB Brasil desvalorizando, respectivamente, 78,45% e 76,69%. Até esta quarta, o Ibovespa, que fechou o dia em 74.955,57 pontos, apresenta tombo de 35,18% no ano.

Como, então, a WEG conseguiu manter um saldo positivo no ano após o pânico dos mercados com a pandemia? O fenômeno, na verdade, não é novidade.

O estrategista de investimentos, Marco Saravalle, explica que, historicamente, a empresa, fabricante de motores elétricos, tem uma das ações mais sólidas do Ibovespa. Além de seu ramo ser mais resiliente e menos afetado nas crises, a WEG se destaca pela diversificação de produtos e, principalmente, por sua internacionalização.

No último trimestre de 2019, por exemplo, 56% da receita total da empresa veio do exterior. Com fábricas nos Estados Unidos e na Europa, a companhia também exporta seus produtos para diversos outros países. Outro fator relevante para a solidez das ações é que a empresa é reconhecida por ter boa governança e respeitar minoritários.

“No meio dessa incerteza, o investidor procura ativos com a melhor soma de fatores de qualidade”, diz Saravalle. “Com consumo e serviços sendo afetados, aviação podendo até quebrar e turismo parado, a WEG é uma das poucas opções com negócio resiliente”.

O estrategista de investimentos lembra que há setores como o de transmissão de energia que são menos impactados que a média, embora também estejam sujeitos à queda de receita. Neste momento, ele recomenda que o investidor olhe para as empresas mais “dolarizadas”, citando a Suzano e a própria WEG.

“O investidor busca uma maneira de revisar o lucro o menos possível. Com recessão, quase todas serão afetadas, umas mais, outras menos. De energia e saneamento, por exemplo, todos vão continuar precisando”, aponta Saravalle.

Sobre a WEG, cujas ações fecharam o dia cotadas a R$ 37,65, o estrategista de investimentos reforça ainda que a empresa tende ter menor correlação com o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil devido à internacionalização.

“Claro que, se tiver um grande investimento no País, ela vai ser beneficiada”, afirma Caravalle. “Mas, dependendo do trimestre, a receita da empresa que vem dos Estados Unidos e da Europa chega a ser 70% do total.”

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