As ofertas de renda fixa somaram R$ 143,5 bilhões entre janeiro e março, uma leve queda de 0,8% em relação ao mesmo período de 2025. Já os instrumentos híbridos, como os fundos imobiliários (FIIs) e os Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros), somaram R$ 23,4 bilhões, expansão anual de 138%.
As ofertas de ações somaram R$ 13,2 bilhões e já representam 85% de todo o volume de 2025, segundo a Anbima. No primeiro trimestre de 2025, as empresas levantaram apenas R$ 1,2 bilhão com ações.
As debêntures (títulos de renda fixa emitidos por empresas para captar recursos), que vinham contribuindo para os recordes do mercado de capitais nos últimos trimestres, andaram de lado no começo de 2026. Foram mais operações, mas de menor valor, o que fez o volume cair. As captações somaram R$ 99,3 bilhões, ante R$ 103,4 do primeiro trimestre de 2025. Em número de ofertas, foram 153 agora contra 127 há um ano.
Ainda nas debêntures, os títulos incentivados, voltados para investimentos em infraestrutura, representam 43,8% do volume captado no segmento, acima da média de períodos anteriores. No primeiro trimestre de 2024, por exemplo, o porcentual era de 27,6% e no de 2023, de 11%.
O presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, ressalta que a renda fixa dividiu um pouco do espaço que vinha ocupando em períodos anteriores com ações e os instrumentos híbridos. “Foi um trimestre um pouco diferente, com mudança de mix, mas foi forte”, disse.