O mercado brasileiro está atraindo investidores brasileiros; veja os motivos. (Imagem: Adobe Stock)
O sentimento dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil e aos mercados emergentes permanece construtivo, mas seletivo, afirma a chefe de pesquisa e estratégia de ações do Brasil do Santander, Aline Cardoso, após viagem aos Estados Unidos e ao Canadá.
“O mercado está mudando de um rali (aumento contínuo e expressivo nos preços de um ativo financeiro) impulsionado por liquidez para um focado em valuation e disciplina macroeconômica, enfatizando temas estruturais”, diz Cardoso, em post no LinkedIn nesta quinta-feira.
Segundo a estrategista do Santander, “o Brasil não é mais considerado ‘barato’, particularmente em setores como bancos e Vale (VALE3), que já precificaram grande parte da recuperação cíclica”. Contudo, o País segue competitivo em relação a outros mercados e há um interesse maior do investidor por ações cíclicas, que ficaram para trás e por conta da proximidade com um ciclo de flexibilização monetária.
Para 2026, a expectativa é de que o ciclo de afrouxamento monetário seja um motor chave para o desempenho da Bolsa brasileira, com cortes na taxa Selic potencialmente desencadeando uma rotação setorial e expansão de múltiplos, especialmente em cíclicos domésticos e empresas sensíveis a juros. O risco político é atualmente visto como secundário.
Segundo Cardoso, os nomes mais citados pelos investidores dos EUA e do Canadá foram: Itaú (ITUB4), Nubank (ROXO34), Mercado Livre (MELI34), Localiza (RENT3), construtoras de baixa renda, Multiplan (MULT3), Sabesp (SBSP3) e Axia Energia (AXIA3).