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Mercado

BNDESPar e fundos vão se despedindo da Vale. O que esperar de VALE3?

Braço de investimentos do BNDES vendeu 40 milhões de ações da mineradora ao JP Morgan

Foto: Washington Alves/Reuters
  • BNDESPar embolsou R$ 2,5 bilhões com nova operação de desinvestimento na mineradora
  • Alta nos preços do minério de ferro alimenta a crença na capacidade da empresa de alcançar suas metas de produção
  • Ágora recomenda compra para VALE3 com preço-alvo de R$ 95, salto de 43% sobre fechamento de terça (17)

O último alvo da sequência de desinvestimentos da BNDESPar, a empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi a Vale (VALE3). No início da semana, o braço de investimentos do banco de fomento vendeu 40 milhões de ações da mineradora para a mesa proprietária do norte-americano Morgan Stanley, embolsando R$ 2,5 bilhões. Após a transação, os papéis da Vale fecharam em alta de 3,16% no pregão de terça-feira (17), a R$ 66,97.

No último dia 9, teve fim o contrato firmado em 2017 entre a Vale, a BNDESPar e demais acionistas, como os fundos de pensão Litela e Litel, a Bradespar e a japonesa Mitsui. Em agosto, a empresa de participações do BNDES já havia vendido R$ 8,1 bilhões em papéis da mineradora, na maior transação em bloco da história da América Latina.

Ainda assim, a BNDESPar permanece com 119 milhões de ações da companhia de mineração – mas não por muito tempo. “Há uma expectativa de que a sua participação se desfaça por completo ainda neste ano”, explica Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos. “A empresa também se prepara para a venda das debêntures participativas da Vale, títulos que foram usados na época da privatização da mineradora, em 1997, com um valor estimado de R$ 6 bilhões.”

Com a saída da BNDESPar e, possivelmente, dos demais players controladores (que em 30 de junho somavam 29% da mineradora), o controle da Vale tende a se pulverizar. Diante dessas movimentações, o que esperar dos papéis VALE3?

Venda tem pouco impacto sobre os papéis

Para Chinchila, a demanda pelas ações deve continuar alta. Dessa forma, a saída dos atuais controladores certamente atrairá novos investidores e fundos para o capital da companhia. A venda feita pela BNDESPar também foi realizada no melhor momento possível, afirma, com o preço da ação nas máximas e alto volume financeiro vindo de investidores estrangeiros, que buscam oportunidades na B3.

Por esses fatores, nenhuma volatilidade anormal teria impactado os ativos, que até o fechamento desta quarta-feira (18) subiam 4,81%, para R$ 66,29. “Importante observar que, nas duas ocasiões [de venda do BNDES], a transação não chegou a afetar o preço do papel”, explica Chinchila.

O braço de investimentos do banco de fomento teria, então, aproveitado uma janela de oportunidade entre demanda e oferta, justamente para que a venda não gerasse desequilíbrio. “A BNDESPar agiu rapidamente e de forma organizada, fechando a transação a preço de mercado”, diz o especialista.

Essa é também a visão de Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. Segundo o especialista, sem a presença da BNDESPar e demais fundos de pensão, a Vale abre caminho para se tornar uma ‘true corporation’ – empresa com ações pulverizadas, sem acionista controlador definido.

“Com largo corpo acionário e direitos de voto dissipados, a Vale poderá observar sensível mitigação do conflito entre acionistas majoritários e minoritários”, afirma Arbetman.

Visão continua positiva

A alta nos preços do minério de ferro alimenta a crença do mercado na capacidade da empresa de alcançar as suas metas de produção. A Vale tem o objetivo de entregar entre 310 e 330 milhões de toneladas em 2020. Deste total, 215,9 milhões já foram entregues.

Para 2022, a meta é passar de 310 para 400 milhões. “Além da valorização do minério, a forte demanda vinda da China estimula a confiança dos investidores”, diz Arbetman. Atualmente, os papéis da Vale estão na carteira focada em retornos de longo prazo (Strategy) da Ativa Investimentos.

A visão positiva também é compartilhada por José Francisco Cataldo, head de research da Ágora Investimentos. “As nossas expectativas são muito boas. Esse patamar de câmbio e do preço do minério no exterior garantem uma geração de fluxo de caixa livre muito intenso, o que permite o pagamento de dividendos”, diz.

Na Ágora, a recomendação para os papéis VALE3 é de compra, com preço-alvo de R$ 95. A projeção representa um salto de 43% em relação ao fechamento da última terça. Para a Terra Investimentos, a recomendação também é de compra, com preço-alvo de R$ 70 a R$ 75 em 12 meses.

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