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Os 5 fundos brasileiros que investiram pesado no Twitter

Levantamento da TC Economatica revela os ativos que detinham as maiores posições na empresa de Elon Musk

Por Jenne Andrade

07/12/2022 | 10:50 Atualização: 07/12/2022 | 10:50

Veja os fundos que mantiveram as maiores posições em Twitter. Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Veja os fundos que mantiveram as maiores posições em Twitter. Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Depois de meses de especulações, a história da compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk teve um desfecho. A primeira proposta do fundador da Tesla e da Space X foi feita em 14 de abril deste ano, mas a conclusão do negócio só ocorreu em 24 de outubro, após muitas idas e vindas no processo, pela quantia de R$ 44 bilhões.

Leia mais:
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De acordo com dados levantados pela TC Economatica, até o fim de outubro, o fundo de investimento brasileiro que carregava a maior posição monetária em TWTR34 era o BB Ações Tecnologia BDR Nível I FI, do Banco do Brasil. No total, a aplicação tinha R$ 5,8 milhões investidos nos recibos da rede social, o equivalente a 1,22% da carteira.

Na sequência, aparece o fundo de BDRs da Caixa Econômica, o Caixa FIA Institucional BDR Nível I, com R$ 4,3 milhões em TWTR34 (0,21% da carteira). O Bradesco FIA BDR Nível I Arapari (1,59% da carteira), gerido pela Bradesco Asset, fica em terceiro lugar, com uma posição de R$ 1,06 milhão.

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Completando o ranking das cinco aplicações com os maiores investimentos no Twitter estão os fundos Warren Global Factors Master FIA BDR N1 (0,35% da carteira) e Daycoval FIA BDR Nível I (0,13% da carteira), com R$ 90 mil e R$ 31,4 mil aplicados.

Lembrando que o estudo considera apenas os fundos que mantiveram suas carteiras abertas no período, uma vez que pela regulamentação brasileira, os fundos de investimento podem divulgar suas posições com três meses de atraso. Entre os ativos, o único com retorno positivo no ano é o Warren Global Factors Masters, com rendimento de 0,49% no período.

O desempenho mais negativo, contudo, não tem relação com o sobe e desce dos papéis do Twitter. “Depende do preço médio que eles pagaram para ter as posições. Ainda que tenham perdido dinheiro, talvez a quantidade tenha sido muito baixa”, afirma Felipe Pontes, diretor operacional da Economatica.

Final feliz?

Os investidores do Twitter passaram por uma montanha-russa nos últimos meses, na esteira dos desacertos no processo de compra. Em 8 de julho, por exemplo, Musk afirmou ter desistido da aquisição, sob o argumento de que a empresa havia descumprido cláusulas do contrato e suprimido informações sobre o número de contas falsas na rede social.

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No pregão seguinte, os BDRs (títulos de empresas estrangeiras negociados na B3) do Twitter, negociados sob o ticker TWTR34, caíram 9,06%, aos R$ 88,28.

No dia 4 de outubro, o empresário retomou as conversas com a companhia e os BDRs responderam valorizando 21,5%, aos R$ 133,62, segundo dados levantados por Einar Rivero, head comercial do TradeMap. Depois de efetivada a aquisição, o Twitter teve seu capital fechado.

O último dia de negociação na B3 aconteceu em 7 de novembro. Depois de toda a volatilidade enfrentada, os investidores tiveram direito a trocar cada BDR por R$ 139,9 – o que representa uma alta de 13,03% em relação ao fechamento de 31 de dezembro de 2021. Isto é, quem comprou os papéis no início do ano e segurou até o último momento de negociação, teve um “final feliz”, com lucro.

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