“Em nossa opinião, David Neeleman e a família Chieppe manteriam o controle da Azul, com 4% de participação econômica, abaixo dos 6%”, escrevem os analistas Victor Mizusaki, Andre Ferreira e Gabriel Pinho em relatório. Eles citam também que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) provavelmente aprovaria o acordo “sem quaisquer restrições importantes que poderiam ser um impedimento para a fusão prosseguir”.
O banco frisa que a sobreposição de rotas entre as duas empresas é baixa, com exceção do aeroporto de Congonhas, onde a Azul e a GOL precisariam devolver alguns slots (direito de pousar ou decolar). Apesar dos rumores, na última terça-feira (5) a Azul informou que, até o momento, “não negociou” e “nem aprovou” nenhuma transação específica para analisar a possível aquisição.
Atualmente, o Bradesco BBI tem recomendação Outperform (equivalente a compra) para a Azul, com preço-alvo de R$ 38, e Underperform (equivalente a venda) para Gol, com preço-alvo de R$ 1. Os preços representam, respectivamente, potenciais valorização de 207% e desvalorização de 61% na comparação com os fechamentos de ontem.