O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou também que “qualquer interferência americana no novo regime marítimo de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo”.
A declaração faz referência ao post do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou o “Projeto Liberdade” como uma maneira de os EUA ajudarem a retirar navios e tripulações da passagem marítima, por onde trafegam 20% do petróleo mundial, ao mesmo tempo em que sinalizou avanços nas negociações com o Irã.
O ambiente externo ainda é pressionado por bolsas em queda nos EUA e Europa, além de risco comercial com a ameaça de tarifas americanas de até 25% sobre veículos europeus, ante os atuais 15%. O presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, classificou como “inaceitável” a ameaça ne criticou o governo americano, definindo-o como um parceiro pouco confiável.
No Brasil, o preço mais alto do petróleo melhora os termos de troca e tende a sustentar as ações da Petrobras e o real, enquanto a Selic em 14,50% e o tom conservador do Copom mantêm o carry trade atrativo.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) na terça-feira (5), além do boletim Focus e PMI hoje, calibram também as expectativas para a inflação e juros. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública no
STF sobre arrecadação, fiscalização e eficiência da CVM às 15h30.
No Focus, a mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 4,89%, permanecendo acima do teto da meta de inflação. Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,00%, enquanto, para 2028, houve alta de 3,61% para 3,64%.