Em relatório, a analista Milene Clifford Carvalho destaca que a Braskem deve ter um 2026 mais forte porque desafios no mercado global e restrições logísticas no Oriente Médio reduziram a oferta de petroquímicos e sustentaram a melhora de margens. O relatório diz que a normalização ao longo da cadeia deve levar alguns meses, com interrupções em instalações e prazos logísticos mais longos.
O banco elevou o preço-alvo de dezembro de 2026 de R$ 10,50 para R$ 15,00 por ação, um potencial de valorização de 63,04%, ante o último fechamento. Para a ADR o preço-alvo é de US$ 5,50, 44,74% acima do último fechamento. O JPMorgan atribui a revisão a padrões de governança mais fortes e a uma expectativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 118% maior, apoiada por ventos favoráveis nos spreads (diferença entre o preço de compra e o preço de venda).
A analista afirma que o aperto de oferta foi reforçado por menor competição e restrições a embarques em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. O JPMorgan destaca que o Oriente Médio responde por cerca de 15% da capacidade global de polietileno e etileno e que 9% dessa capacidade está no Estreito de Ormuz.
Com esse pano de fundo, o banco explica que revisou suas estimativas para refletir spreads mais altos, o que, segundo o relatório, deve apoiar resultados financeiros significativamente mais fortes do que os níveis anteriores ao conflito. Ainda assim, o banco ressalta que estoques e a sobrecapacidade do setor ajudaram a mitigar os impactos no primeiro trimestre de 2026.
O relatório diz que a alta no ano das ações reflete apenas parcialmente a combinação de governança fortalecida e melhora de fundamentos. O JPMorgan aponta que a reabertura do Estreito de Ormuz pode limitar o potencial de alta, mas ainda vê a Braskem negociada a 3,6 vezes valor da empresa sobre Ebitda de 2026, ante 5,2 vezes da média de cinco anos.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast