O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 4,117 milhões no primeiro trimestre, em comparação a um resultado positivo de R$ 3,539 milhões um ano antes. A receita líquida caiu 42%, para R$ 525,34 milhões.
O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 81,307 milhões do primeiro trimestre do ano, 54% menor do que o resultado positivo de R$ 176,876 milhões em igual período de 2025.
O volume total de entregas no primeiro trimestre de 2026 foi de 201,6 mil toneladas, queda de 43,6% em relação às 357,7 mil toneladas entregues no primeiro trimestre do ano passado. No mix de produtos entregues no primeiro trimestre, o volume de adubos convencionais passou de 305 mil para 154 mil toneladas. No segmento premium, a queda foi mais moderada, de 53 mil para 48 mil toneladas.
A Heringer disse em comunicado que isso evidencia “uma mudança relevante no perfil de consumo, com migração gradual para produtos de maior valor agregado, que reforça a estratégia da companhia de fortalecimento do portfólio premium”.
A participação da cultura de milho nas entregas da Heringer se manteve estável em 35% no trimestre, mas o volume absoluto caiu de 124 mil para 70 mil toneladas. Segundo a Heringer, o volume foi afetado também por postergações de compra de produtores nas regionais em que a empresa atua. O café ganhou relevância no mix, passando de 31% no primeiro trimestre do ano passado para 36% neste ano. O volume, porém, também caiu, de 112 mil para 73 mil toneladas.
O volume entregue para a cultura de soja passou de 19 mil para 12 mil toneladas. Para a cana-de-açúcar, o volume caiu de 33 mil para 10 mil toneladas.