Balanço do 1TRI26 da Vale (VALE3) reverte prejuízo do último trimestre e avança 36% na comparação anual. (Imagem: Adobe Stock)
A Vale (VALE3) apresentou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,893 bilhão no primeiro trimestre deste ano, avanço de 36% ante igual período de 2025 – o número ficou 24,6% abaixo do apontado pelo Prévias Broadcast. A média das cinco casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Itaú BBA, Santander, Citi, BTG e Genial) indicava US$ 2,51 bilhões para esse indicador no 1T26.
Na comparação trimestral, a companhia reverteu um prejuízo de US$ 3,844 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) proforma ficou em US$ 3,895 bilhões, com avanço de 21% ante igual período de 2025 e queda de 19% na comparação trimestral. O resultado veio em linha com a média das projeções, que eram de US$ 4,03 bilhões. O Prévias Broadcast considera o resultado de acordo com o esperado quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.
A companhia avalia que a evolução do lucro líquido proforma, também em US$ 1,893 bilhão, com alta anual de 29%, é explicada principalmente por um aumento de US$ 683 milhões no Ebitda proforma e pela ausência de US$ 135 milhões em efeitos tributários relacionados ao desinvestimento de ativos de energia no primeiro trimestre de 2025.
“Esses efeitos positivos foram parcialmente compensados por uma variação negativa de US$ 314 milhões na marcação a mercado de debêntures participativas e derivativos e maior depreciação, amortização e exaustão, explicada por maiores vendas no primeiro trimestre”, afirma a companhia.
A receita líquida no primeiro trimestre de 2026 somou US$ 9,258 bilhões, alta de de 14% ante igual período de 2025 e queda de 16% na comparação trimestral. O número também ficou em linha com a média do Prévias Broadcast, de US$ 9,47
bilhões.
Resultado financeiro no 1T26 tem recuo de 82% na comparação anual
A mineradora Vale anunciou resultado financeiro líquido de US$ 34 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante resultado de US$ 185 milhões no mesmo período do ano anterior. Ou seja, houve queda de 82% nesta linha do balanço.
A margem Ebitda proforma foi de 42% ante 40% do primeiro trimestre de 2025. O fluxo de caixa livre das operações foi de US$ 813 milhões, 61,3% acima do registrado entre janeiro e março de 2025
Vale: investimentos no 1T26 são de US$ 1,089 bi, 7% menor em doze meses
A mineradora Vale realizou no primeiro trimestre deste ano US$ 1,089 bilhão em investimentos, recuo de 7%, ante igual período de 2025, informou a mineradora em sua divulgação de resultados nesta terça-feira, 28.
Os investimentos em projetos de crescimento totalizaram US$ 182 milhões, US$ 130 milhões a menos na comparação anual, principalmente em função de menores desembolsos no segmento de Soluções de Minério de Ferro, com o amadurecimento (ramp-up) do projeto Capanema e o estágio físico avançado do projeto Serra Sul +20, cujo “start-up”, nas palavras da mineradora, está previsto para o segundo semestre de 2026.
Já os investimentos de manutenção totalizaram US$ 907 milhões, US$ 45 milhões a mais anualmente, devido a investimentos no projeto de cobre Bacaba e por maiores investimentos planejados nas operações de pelotização de minério de ferro e ferroviárias. A companhia avalia que o movimento foi parcialmente compensado por menores desembolsos em níquel, em função do ramp-up do projeto de expansão da mina Voisey’s Bay, e das iniciativas de filtragem de minério de ferro.
Dívida e custos da Vale
A dívida líquida expandida da Vale (que inclui provisões para Brumadinho e Fundação Renova) terminou o primeiro trimestre de 2026 em US$ 17,792 bilhões, recuo de 2% ante o mesmo intervalo de 2025. A companhia destacou que o número foi US$ 2,2 bilhões acima do registrado no quarto trimestre de 2025, em razão do pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, o que parcialmente compensado pela geração de fluxo de caixa livre.
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Já os custos e despesas totais – excluindo Brumadinho e descaracterização de barragens – foram de US$ 6,698 bilhões nos três primeiros meses deste ano, avanço de 12% em relação a igual período de 2025. De janeiro a março deste ano, as despesas relacionadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens somaram US$ 65 milhões, recuo de 33% ante o registrado no primeiro trimestre de 2025. As provisões com Brumadinho ficaram em US$ 1,959 bilhão no trimestre, recuo de 8% ante o mesmo período do ano anterior.
As provisões de Samarco atingiram US$ 2,697 bilhões, cifra 30% menor que no primeiro trimestre de 2025.
Vale: prêmio All-IN é de US$ 6,2/ton no 1T26, avanço de 29% ante o 1T25
A Vale reportou prêmio all-in do minério de ferro de US$ 6,2 por tonelada no primeiro trimestre de 2026, um acréscimo de US$ 1,4 por tonelada na comparação com igual período de 2025.
Segundo a mineradora, o movimento se deu pela maior qualidade e prêmios dos finos de minério de ferro e pela maior contribuição do negócio de pelotas, refletindo prêmios trimestrais de pelotas mais elevados, explica.
O preço médio realizado de finos de minério de ferro pela Vale, nos três primeiros meses de 2026, foi de US$ 95,8 por tonelada, 5,5% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.