No exterior, o dia é de cenário misto, com os EUA operando com clima mais construtivo, sustentados pela melhora do apetite ao risco após dados de emprego por lá sinalizarem uma economia ainda resiliente, porém sem reacender preocupações inflacionárias mais intensas. Esse pano de fundo favorece a alta das bolsas em Nova York e um leve alívio nos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, ao mesmo tempo em que o dólar perde força frente a outras moedas.
O petróleo recua, mas ainda assim se mantém acima dos US$ 100 por barril, refletindo ajustes de oferta e mantendo os investidores atentos às tensões geopolíticas, ainda que sem provocar movimentos defensivos nos ativos globais. Na Europa, o clima de cautela prevaleceu e as bolsas encerraram em baixa.
No Brasil, a combinação de dólar mais fraco e petróleo em baixa sustenta um ambiente favorável para os ativos de risco. O Ibovespa reage em recuperação técnica após perdas recentes, com apoio relevante de bancos e de papéis ligados a commodities, enquanto o fluxo externo ajuda a sustentar o movimento.
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No câmbio, o real se aprecia com a melhora do cenário internacional. Já no mercado de juros futuros, a queda da moeda americana e o alívio nos Treasuries colaboram para o fechamento da curva, apesar de números de inflação ainda elevados manterem certa cautela nas apostas sobre o ritmo de cortes da taxa Selic.
A sessão é marcada por forte dispersão de desempenhos, refletindo principalmente a divulgação de balanços. Papéis da Embraer (EMBJ3) recuam de forma expressiva após resultados pressionados por margens mais fracas, enquanto a Localiza (RENT3) se destaca positivamente diante de números acima do esperado e desempenho robusto no segmento de seminovos. Às 13h20, o Ibovespa avançava 0,73%, aos 184.564 pontos, e o dólar recuava 0,51%, aos R$ 4,89.
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