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Os mercados globais encerraram a sessão com viés misto, em um pregão marcado por cautela e ajustes ao longo do dia, diante da ausência de novidades concretas sobre as tensões geopolíticas no Oriente Médio. O noticiário seguiu alternando sinais de negociação e ruídos, o que manteve os investidores em posição defensiva.
Em Wall Street, os índices acionários terminaram em direções opostas: o Dow Jones recuou, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq conseguiram fechar em alta, com o setor de tecnologia novamente mostrando maior resiliência. A divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (banco central norte-americano) trouxe poucas surpresas e teve impacto limitado sobre os ativos.
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De acordo com o relatório, a atividade econômica nos Estados Unidos avançou em “ritmo leve a moderado” em oito dos doze distritos, com a produção manufatureira também crescendo de forma leve ou moderada na maioria das regiões. Em meio à guerra no Oriente Médio, os custos de energia e combustíveis subiram de maneira acentuada em todos os distritos, pressionando de forma generalizada os custos de insumos.
Ainda assim, o diagnóstico do Fed foi visto como consistente com o cenário já precificado pelo mercado, sem alterar a dinâmica dos juros ou das bolsas no curto prazo. Por fim, o dólar fechou praticamente estável no exterior e o petróleo apresentou leve alta, ainda reagindo ao noticiário geopolítico e a dados de estoques, mas permanecendo abaixo dos US$ 100.
No mercado brasileiro, o Ibovespa passou por uma correção moderada após renovar máximas históricas recentemente, em movimento de realização de lucros. Ao término do pregão, o Ibovespa registrava queda de 0,46%, aos 197.738 pontos, com forte giro financeiro de R$ 38,4 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice.
Como destaque da agenda econômica, as vendas do varejo abaixo do esperado ajudaram a limitar a pressão na ponta curta da curva de juros, apesar do Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) de abril, que acelerou de forma significativa, puxado principalmente pela alta da gasolina, reforçando as preocupações com repasses de preços.
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No câmbio, o dólar frente ao real acompanhou a oscilação externa e a acomodação dos preços do petróleo, enquanto o fluxo comercial, a valorização do minério de ferro e o diferencial de juros seguiram favorecendo entradas e ajudando a limitar movimentos mais agudos de estresse. Assim, a moeda americana encerrou próxima da estabilidade, aos R$ 4,99, com leve queda de 0,03%
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