A tarde começa com tom defensivo no exterior: as tensões geopolíticas mantêm a cotação do petróleo (tipo Brent) volátil — após ter rondado a região de US$ 120/barril na madrugada, a cotação desacelerou para perto de US$ 100.
Bolsas em Nova York seguem no vermelho, enquanto dólar e rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, alternam direção e o ouro cede, em um dia de aversão ao risco ligada ao choque de energia. A possibilidade discutida no G7 de liberação coordenada de reservas pela Agência Internacional de Energia (AIE) ajudou a aliviar parte do movimento mais cedo, mas a visibilidade segue baixa.
Por aqui, o Ibovespa volta a rondar perto dos 180 mil pontos, amparado pelas petrolíferas, que capturam a alta da commodity e contrabalançam a fraqueza vista lá fora. No câmbio, o dólar virou para queda ao longo da manhã, favorecido por fluxo comercial em um dia em que exportadores de petróleo tendem a atrair recursos.
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Para os juros, os vértices mais longos da curva a termo operam em queda, enquanto aqueles de curto e médio prazo tem alta na sessão, enquanto o mercado ajusta a maior probabilidade de um primeiro corte de 0,25 pp na Selic. Com isso, setores cíclicos seguem pressionados pela alta das taxas futuras, porém o comportamento do câmbio ajuda a moderar parte da percepção de risco inflacionário.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, papéis ligados a petróleo lideram os ganhos (Petrobras e PRIO), embalados pelo Brent acima de US$ 100, e sustentam o índice na contramão das praças internacionais. Já consumo e construção ficam para trás com o avanço dos Depósitos Interfinanceiros (DIs); MRV (MRVE3) aprofunda quedas após resultado do 4T25. Vale (VALE3) recua mesmo com minério de ferro em alta na Ásia, refletindo o humor mais cauteloso com ativos cíclicos.
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