Os mercados lá fora tentam se recompor com a extensão de uma trégua no Oriente Médio, mas o sentimento segue frágil porque as incertezas sobre a normalização de rotas de energia mantêm o Brent novamente acima de US$ 100/barril.
Com isso, a leitura de risco inflacionário volta ao radar: as bolsas em Nova York exibem viés positivo, enquanto Europa recua, em meio à temporada de resultados e a um dólar sem tendência clara frente às principais moedas. No mercado de juros, os Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense, operam sem rumo único, refletindo o balanço entre alívio parcial de risco e cautela com inflação/monetária.
No Brasil, o retorno pós-feriado vem com “reprecificação” de ativos: o Ibovespa perde tração e recua, pressionado sobretudo por bancos e papéis mais sensíveis ao ciclo econômico, enquanto o avanço do petróleo ajuda a segurar o segmento de energia. A alta do Brent alimenta preocupações com repasses para preços, o que empurra a curva de Depósito Interfinanceiro (DI) para cima e reforça a percepção de cortes de Selic mais contidos no curto prazo.
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No câmbio, apesar do ruído global, o real sustenta viés de apreciação: o dólar à vista opera próximo à estabilidade, aos R$ 4,97, apoiado por termos de troca favoráveis/commodities e pelo diferencial de juros ainda elevado. Perto das 14h30, o Ibovespa recuava 1,45% aos 192.286 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o ajuste pós-feriado pesa em bancos e favorece petróleo. Vale (VALE3) também opera no negativo, mesmo com leve melhora do minério lá fora, enquanto siderúrgicas aparecem mais mistas — com algumas ações reagindo melhor do que as ligadas a minério.
Na outra ponta, a alta do Brent dá suporte às petroleiras e coloca Petrobras (PETR3; PETR4) entre os destaques de alta, junto de nomes do setor de energia e petróleo.
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