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Por que a B3 quer entrar no mercado de criptomoedas em 2022?

Com a alta histórica do bitcoin no último ano, as bolsas mundiais estão cada vez mais atentas no mercado

Por Fabrizio Gueratto

23/12/2021 | 8:11 Atualização: 23/12/2021 | 8:11

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Com a alta histórica do bitcoin no último ano, as bolsas mundiais estão cada vez mais atentas no mercado. Foto: REUTERS/Dado Ruvic/File Photo
Com a alta histórica do bitcoin no último ano, as bolsas mundiais estão cada vez mais atentas no mercado. Foto: REUTERS/Dado Ruvic/File Photo

A Bolsa de Valores brasileira, também conhecida como B3 (B3SA3), anunciou em comunicado oficial que está desenvolvendo um plano exclusivo para lançar produtos atrelados a criptomoedas, como bitcoin (BTC), no próximo ano. Sobre a proposta, me parece que eles não querem olhar muito para a criação de mais índices. Então, eles devem pensar em alguma coisa na questão de custódia e negociação de contratos futuros.

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Mesmo com muita gente falando que a Bolsa morreu, aparentemente ela está querendo se posicionar melhor em 2022. É óbvio que a empresa não irá se transformar em uma corretora de criptomoedas, mas ela deseja criar alguns instrumentos para ganhar dinheiro com esse mercado. Afinal, a mesma entende que tem muita demanda atualmente. Sendo assim, esse é um ponto muito positivo para quem investe no papel.

O que causou a queda do bitcoin nos últimos tempos?

As quedas que vimos nos últimos tempos, desde a primeira alta histórica do bitcoin lá no começo de novembro, quando a moeda chegou aos US$ 69 mil, vieram por conta desse cenário global de medo. Principalmente, em relação a pandemia do novo coronavírus (covid-19), a alta das taxas de juros nos Estados Unidos e o aumento da inflação mundial.

Além do mais, é preciso lembrar que o bitcoin está cada vez mais correlacionado com as bolsas globais. Isso porque os grandes investidores olham para a moeda digital de forma pouco aprofundada. Ao invés deles pensarem “que legal, um ativo descentralizado, deflacionário e moderno”, eles dizem “não entendo muito bem esse negócio, mas vou colocar um pouco de dinheiro porque estão dizendo por aí que vale a pena”. Com isso, esses grandes tubarões acabam ditando o mercado.

Grande investidor x criptomoedas

Para o grande investidor, em um momento de risco e possibilidade de queda, ele pode apenas vender suas posições de risco. Afinal, sejam ações americanas, asiáticas ou até mesmo criptomoedas, não faz diferença segurar algo incerto. Basicamente, esses grandes investidores têm muito volume. Sendo assim, quando eles colocam ‘ordens no book’ e depois saem fechando a posição, acabam afetando todo mundo. Aí acontece o seguinte: um líquida e os outros vão atrás.

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Portanto, as quedas registradas nas últimas semanas foram por conta dessa maior volatilidade global. No entanto, isso não significa que o movimento de alta acabou. A expectativa é que os mercados voltem a subir com a decisão do Fed (banco central dos Estados Unidos), feita na semana passada, de reduzir o volume de compra de ativos em US$ 30 bilhões por mês.

Mercado de criptos em alta

Assim como diversas outras bolsas do mundo, a B3 está olhando cada vez mais para o mercado de criptos. Além disso, eles já perceberam que as moedas digitais vieram para ficar e querem desenvolver soluções para isso. Para mim é bem simples, a Bolsa é uma espécie de shopping que faz a intermediação entre as corretoras, investidores e ativos. Portanto, eles estão querendo ampliar seu arsenal de produtos.

Se alguém já investe em ações, provavelmente vai ter interesse em criptomoedas também. Por isso, como uma boa empresa de capital aberto, ela está olhando aquilo que vai dar lucro. Além disso, não dá para ficar de braços cruzados mesmo que seja um monopólio aqui no Brasil. A B3 precisa acompanhar as modernidades do mercado, seja a liberação de BDRs, que tiveram um grande papel no ano passado, ETFs ou fundos de criptomoedas.

Leia mais sobre ETFs de criptomoeda aqui.

Assista ao vídeo exclusivo sobre a B3 entrar nas criptomoedas

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