Essa foi a maior queda do benchmark desde 11 de novembro, quando encerrou com baixa de 2,58%.
Na avaliação de Apolo Duarte, sócio e da AVG Capital, o petista não destacou muito claramente sobre a trajetória das contas públicas e também não deu pistas concretas a respeito dos próximos passos da política fiscal, “que é o que todo mundo quer saber”.
Com isso, o mercado acabou penalizando a Bolsa e deixou um sentimento de aversão ao risco. Lula escalou Haddad para representá-lo na Febraban em movimento entendido como ‘o teste final’ para o petista assumir o Ministério da Fazenda em 2023. Como mostrou ontem o Broadcast Político, o PT estuda uma dobradinha entre Haddad e o economista Pérsio Arida, que poderia assumir o Planejamento.
“O mercado está sensível e o entendimento sobre a falta de uma contrapartida sobre quem poderia estar com Haddad na Economia imputou risco e agravou o cenário para uma sexta-feira, dia em que o mercado não costuma ficar muito posicionado”, afirma Julia Monteiro, analista da MyCap. A reunião também afetou a cotação cambial, já que houve uma saída de investidores internacionais do Brasil.
O dólar e o euro subiram 1,89% e 1,9% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 5,41 e R$ 5,63, respectivamente. Quanto ao exterior, o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,03% e 0,52%, respectivamente, enquanto o Dow Jones subiu 0,45%, em um pregão mais curto nos Estados Unidos, por causa do feriado do Dia de Ação de Graças.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram: Qualicorp (QUAL3), CVC (CVCB3) e Via (VIIA3).
Qualicorp (QUAL3): -8,39%, R$ 5,68
Os papéis da Qualicorp encerram o dia em queda de 8,39%, a R$ 5,68, impactados pela alta dos juros DIs e pela desvalorização do setor de saúde como um todo, que refletiu o movimento de terceiros de levarem um pedido de recurso contra a fusão da Rede D’Or e da SulAmérica.
O impasse proposto pode impactar a combinação dos negócios, apontou o Credit Suisse.
A QUAL3 está em queda de 27,92% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 65,72%.
CVC (CVCB3): -6,85%, R$ 5,03
Quanto a CVC, seus papéis fecharam com desvalorização de 6,85%, a R$ 5,03 puxado pelos juros futuros e pela valorização do dólar, que impacta a receita da companhia no curto prazo.
A CVCB3 está em queda de 29,85% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 62,52%.
Via (VIIA3): -6,28%, R$ 2,24
O setor varejista também foi depreciado com a alta dos juros futuros, tanto que os papéis da Via encerraram com perdas de 6,28%, a R$ 2,24.
A VIIA3 está em queda de 28,43% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 57,33%.
*Com informações do Estadão Conteúdo