No exterior, os resultados de índices dos gerentes de compras (PMIs, dados de atividade econômica) de março de países europeus e dos EUA e, principalmente, o relatório do mercado de trabalho americano, o payroll, têm potencial para influenciar as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Confira as principais notícias das empresas da Bolsa para esta segunda-feira
A resseguradora IRB encerrou o quarto trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 37,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 38,8 milhões observado um ano antes. O prêmio emitido ficou em R$ 1,575 bilhão em dezembro, baixa de 12% no comparativo anual. O índice de sinistralidade caiu 19,8 pontos porcentuais em um ano, para 74%.
O Safra vê impacto “neutro” para as ações do IRB, reiterando recomendação underperform (equivalente a venda) e preço-alvo de R$ 45 por ação, potencial alta de 20,3% em relação ao fechamento de quinta-feira (28). “Acreditamos que a empresa continua no caminho certo, mas continuamos cautelosos, considerando os lucros ainda baixos e os prêmios em declínio”, avaliam os analistas Daniel Vaz, Silvio Doria e Gabriel Pucci.
A Hapvida registrou lucro líquido ajustado de R$ 330,5 milhões no quarto trimestre de 2023, alta de 104,8% ante igual período de 2022. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 949,7 milhões, aumento de 85,7%.
Na avaliação do Safra, Hapvida apresentou “bons números operacionais” com melhoria de MLR (margem com base na melhoria das tendências de sinistralidade de planos de saúde).
Caixa Seguridade (CXSE3)
A Caixa Econômica Federal autorizou a Caixa Seguridade a estudar uma possível oferta pública subsequente de ações (follow-on). A decisão do banco foi antecipada pelo Broadcast. De acordo com a holding, a potencial oferta não alterará o controle da companhia.
O banco detém 82,75% das ações da empresa, e os outros 17,25% estão no mercado. A reportagem antecipou que a oferta pode movimentar de R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões, valores.
O processo para escolha do novo presidente da Vale, que sucederá Eduardo Bartolomeo a partir de 1º de janeiro de 2025, já foi lançado no mercado e executivos começaram a ser sondados por consultorias de headhunting de renome internacional, apurou o Estadão/Broadcast. O cronograma de definição e contratação está previsto para durar até o final de novembro.
A Arezzo recebeu do presidente do seu Conselho de Administração (CA), Alessandro Giuseppe Carlucci, carta de renúncia ao cargo, que terá efeitos somente a partir de 1º de maio. O nome do vice José Ernesto Beni Bolonha será levado à assembleia geral.
A Natura distribuirá juros sobre o capital próprio (JCP) no valor líquido de R$ 38.125.422,21, a R$ 0,027554 por ação. A data de ‘ex-JCP’ é 9 de abril. A empresa também informou que a Baillie Gifford Overseas Limited elevou sua participação na companhia para 5,16% do total das ações ordinárias.
Neoenergia (NEOE3)
A Neoenergia irá suspender o processo de registro da oferta pública de aquisição (OPA) das ações da Neoenergia Cosern na CVM em razão do pedido de um acionista titular de mais de 10% das ações para a convocação de assembleia especial para deliberar sobre nova avaliação da companhia. A OPA anunciada pela Neoenergia visa à conversão de registro da Cosern de companhia aberta da categoria “A” para “B”.
A CCR comunicou que vendeu para a Megatelecom Telecomunicações a totalidade de sua participação no capital social da Samm – Sociedade de Atividade Multimídia, por R$ 100 milhões.
AES Brasil (AESB3)
O ambiente de preços baixos da energia e as incertezas quanto seu comportamento futuro estão dificultando a venda da AES Brasil, apurou o Broadcast. Alguns dos potenciais interessados já se afastaram da operação e o grupo norte-americano recebeu uma única oferta vinculante pela operação brasileira da empresa. Segundo fontes, a proposta foi da Auren. O valor, no entanto, foi bem abaixo do que o desejado pela empresa.
O Conselho de Administração da MRV aprovou a captação de até R$ 315 milhões por meio da emissão dos certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), em duas séries, com vencimentos em 2034 e 2035.
A TIM aprovou a distribuição de dividendos complementares de R$ 1,310 bilhão, sendo R$ 0,54126661369 por ação. As ações serão negociadas ‘ex-dividendos’ a partir de 10 de abril.
A Multiplan aprovou a distribuição de R$ 90 milhões em JCP, correspondente a R$ 0,15482995902 por ação. A data de “ex-JCP” é 5 de abril.
Já RD Saúde (antiga Raia Drogasil) aprovou JCP de R$ 74,4 milhões, correspondente a R$ 0,043 por ação. A partir de 4 de abril, as ações passam a ser negociadas “ex”.