Publicidade
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
O estudo avalia os melhores bancos para se investir, levando em conta o desempenho dos fundos de investimentos geridos pelas instituições financeiras em diferentes segmentos, mas também critérios de qualidade dos serviços oferecidos aos clientes.
Além do primeiro lugar na categoria de gestão de fundos, na parte de serviços, o Bradesco foi o destaque em realização, responsabilidade, aconselhamento e lealdade. Veja os detalhes da edição de 2026 do MBPI. A instituição também liderou as categorias ações, multimercados e money market; em renda fixa, só fica atrás da Caixa.
Publicidade
Para Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset, o prêmio é um reconhecimento do trabalho que vem sendo feito na empresa, com investimento em pessoas, processos e governança. E que pode ser resumidos em uma só palavra: consistência. “Em um mercado bastante complexo e volátil, a consistência tem um valor muito grande. Independente do cenário, o que procuramos sempre fazer é uma gestão com diligência, governança, pesquisa para trazer previsibilidade aos clientes.”
Os investimentos para aprimorar as estruturas e qualidade do serviço da instituição são parte de um plano geral de reestruturação anunciado em 2024, quando a queda no lucro fez o Bradesco deixar a posição de segundo maior banco em valor de mercado do País para a quarta. Havia na época certa preocupação no mercado com a recuperação da instituição.
O plano de reestruturação passava por reduzir custos nos cargos de diretoria, acelerar a digitalização da instituição e entrar de cabeça na disputa pelo cliente de alta renda – o banco vinha focando mais nos clientes médio e de baixa renda e acabou exposto a uma maior inadimplência de crédito. Este último ponto passava por abrir 45 escritórios para atender 500 mil investidores do segmento, ampliando a oferta de produtos para o grupo private e reduzindo a quantidade de contas por gerentes para proporcionar um atendimento mais personalizado.
Em 2024, o Bradesco lançou o Principal, uma área que veio para atender quem tem mais de R$ 300 mil em investimentos, um perfil de investidor que vem no centro das movimentações do mercado e também da instituição. A alta renda é uma categoria “intermediária” – no Bradesco, é um cliente que tem mais recursos e demanda um atendimento mais personalizado do que aqueles do Prime, a partir de R$ 150 mil, mas que ainda está longe do patrimônio necessário para acessar o serviço Private, disponível apenas para quem tem milhões na instituição.
Os esforços deram certo: o banco também foi eleito pela FGV como o melhor banco para investidores de varejo e de alta renda. Este último, um segmento que vem no centro das movimentações do mercado e também da instituição.
Publicidade
A alta renda é uma categoria “intermediária” – no Bradesco, é um cliente que tem mais recursos e demanda um atendimento mais personalizado do que aqueles do Prime, a partir de R$ 150 mil, mas que ainda está longe do patrimônio necessário para acessar o serviço Private, disponível apenas para quem tem milhões na instituição.
“É uma tendência e é um investimento que o banco tem feito nos últimos anos no segmento de alta renda, com o grande objetivo de trazer melhor serviço paro cliente. Isso, claro, independe do perfil e do nível de renda”, diz Funchal. “Por isso esse prêmio é tão importante, porque é o único que traz essa característica de ir além da performance dos fundos, mas todo o pacote; a jornada sem problema, o atendimento, a recomendação.”
Além da qualidade do serviço e atendimento, o Bradesco também foi reconhecido pelo MBPI na categoria de fundos, no primeiro lugar do ranking nas categorias de ações, multimercados e money market.
Funchal destaca que muito do crescimento dos últimos anos veio dos esforços em crédito privado. A classe virou a queridinha dos investidores no País, impulsionada por um cenário de juros altos, mudanças na tributação dos fundos exclusivos e fuga por ativos isentos. E a asset soube capturar bem o momento: o time especializado na estratégia foi de 18 para 30 pessoas em cinco anos e o patrimônio sob gestão dobrou desde 2022. Aos poucos, isso foi alterando o perfil da gestora, antes centrado em previdência e renda fixa tradicional.
Mas, para 2026, tem uma aposta nova. Com a perspectiva de queda de juros à frente – o Banco Central deve começar a reduzir a Selic em março, depois de oito meses estacionada em 15,0% –, a Bradesco Asset tem conversado com clientes orientando a “descentralização” dos portfólios, que vinham nos últimos anos concentrados em crédito privado.
Publicidade
“Os spreads estão menores e, com isso, o espaço para ganhar muito, como se ganhava nos anos passados. Não é que o crédito perdeu espaço, vamos para um balanço mais natural entre as outras classes de investimento”, explica Funchal.
Essa rotação na carteira tende a dar mais espaço para ações, que vivem um bom momento desde 2025, mas especialmente em 2026. O Ibovespa saltou 12,5% só em janeiro, apoiado na entrada de mais de R$ 26 bilhões de capital estrangeiro na B3.
“Existia um componente técnico na indústria de Bolsa barata e parte disso já foi corrigida. Mas, dado o ciclo de queda de juros, ainda vemos de forma bastante positiva o mercado de ações e fundos de ações”, diz o executivo. “É saudável ter uma diversificação maior e, na margem, já começamos a ver uma demanda maior para ações. Multimercados ainda não conseguimos enxergar.”
*Colaborou Leonardo Guimarães
Publicidade
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador