• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

BTG (BPAC11) entrega lucro recorde e cresce forte — mas ação já embute expectativas altas

Resultados reforçam a solidez do modelo, mas analistas discutem até onde o crescimento justifica o preço da ação em 2026

Por Isabela Ortiz

09/02/2026 | 11:15 Atualização: 09/02/2026 | 14:47

BTG Pactual fechou 2025 com crescimento acelerado do lucro, expansão da base de clientes e retorno sobre o patrimônio em níveis elevados. (Foto: Adobe Stock)
BTG Pactual fechou 2025 com crescimento acelerado do lucro, expansão da base de clientes e retorno sobre o patrimônio em níveis elevados. (Foto: Adobe Stock)

O BTG Pactual (BPAC11) saiu de 2025 com bons resultados, acelerou crescimento, expandiu escala e converteu diversificação em lucro recorrente, mesmo em um ambiente macroeconômico apertado. Entretanto, chega a 2026 negociando a cerca de 22 vezes o lucro. Enquanto os números operacionais reforçam a consistência do modelo e a capacidade de atravessar um ciclo de juros elevados, analistas discutem até que ponto o ritmo de crescimento justifica um múltiplo tão esticado e se a tese para o investidor passa mais por valorização do capital do que por geração de dividendos.

Leia mais:
  • Estudo da FGV revela quais são os melhores bancos para você investir
  • Resultados de Suzano e Klabin no 4T25 devem decepcionar no curto prazo, mas analistas veem forte valorização
  • Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O relatório do BTG no 4T25 mostra que o lucro líquido ajustado somou R$ 16,7 bilhões no ano, alta de 35% em relação a 2024, enquanto as receitas totais atingiram R$ 33 bilhões, avanço de 32%. No quarto trimestre, o banco entregou R$ 4,6 bilhões em lucro, com crescimento anual de 40%, e receitas de R$ 9,1 bilhões, também recordes.

Esse desempenho empurrou o retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) para 26,9% no acumulado de 2025 e 27,6% no 4T25, níveis elevados mesmo para padrões internacionais. Na avaliação da própria administração, os números refletem uma estratégia de longo prazo que começa a colher frutos em diferentes frentes. “Encerramos 2025 com resultados recordes em todas as linhas de negócio e crescimento acelerado das franquias de clientes”, afirmou o CEO Roberto Sallouti, ao destacar a combinação entre diversificação, robustez do balanço e execução disciplinada.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A fotografia por área de negócio ajuda a entender a origem dessa tração. O Investment Banking registrou receitas recordes de R$ 2,5 bilhões em 2025, impulsionado por operações de dívida e M&A (Fusões e Aquisições), com alta de 19% no ano e aceleração de 35,8% no quarto trimestre. Já a área de Corporate Lending (empréstimos corporativos) e Business Banking (banco comercial para empresas) entregou R$ 8,4 bilhões em receitas no ano, com expansão de 29,5%, apoiada em uma carteira de crédito que cresceu 18,3% e manteve qualidade, alcançando R$ 262,3 bilhões.

Em paralelo, o motor de mercados também girou forte. Sales & Trading (conecta investidores e emissores por meio da compra e venda de ativos) somou R$ 7,2 bilhões em receitas em 2025, beneficiado pela maior atividade de clientes e por uma alocação de capital considerada eficiente, enquanto o risco permaneceu sob controle, com VaR médio diário (analisa a perda potencial máxima da carteira de investimento) de 0,27%.

Na gestão de recursos, o banco ampliou presença tanto em Asset quanto em Wealth. Os ativos sob gestão e administração chegaram a R$ 2,5 trilhões, com crescimento expressivo de captação líquida: R$ 140 bilhões no Asset Management (gestão de ativos) e R$ 214 bilhões em Wealth (gestão de patrimônio) e Personal Banking (soluções personalizadas) ao longo do ano.

O que dizem os especialistas

Para analistas, o conjunto dos números reforça a capacidade de o banco de atravessar ciclos adversos sem perder fôlego. Na leitura do Safra, o BTG apresentou resultados em linha com as expectativas, mas manteve indicadores-chave robustos, especialmente em captação orgânica e crescimento da carteira de crédito. O banco destaca que a diversificação voltou a funcionar como amortecedor, compensando oscilações pontuais em algumas linhas de receita, e avalia que a rentabilidade elevada tende a se sustentar até 2026, o que embasa a recomendação de compra.

Essa percepção também aparece em análises independentes. Para Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, o balanço do quarto trimestre do BTG mostra um banco menos dependente de eventos extraordinários e mais ancorado em receita recorrente. Segundo ele, a combinação entre ganho de escala, disciplina de capital e fortalecimento das franquias de clientes cria previsibilidade e reduz a sensibilidade a choques de curto prazo da economia doméstica.

Publicidade

O principal ponto de atenção, nesse cenário, desloca-se do risco para a capacidade de sustentar crescimento e margens em um ambiente ainda seletivo.

Do ponto de vista do investidor pessoa física, porém, o debate não se encerra nos números operacionais.

O BTG negocia hoje em torno de 22 vezes o lucro, um múltiplo elevado quando comparado a bancos tradicionais e que, em termos didáticos, significa que o investidor levaria cerca de 22 anos para “reaver” o lucro investido, caso dependesse apenas da distribuição de resultados. A ação vale hoje R$ 58,70.

Esse ponto ganha peso adicional em um contexto de tributação de dividendos, que reduz o apelo da tese puramente de renda.

Publicidade

Para Artur Horta, head de análise da The Link Investimentos, a leitura do múltiplo exige nuance. Ele argumenta que o BTG não se posiciona como uma ação de dividendos, mas como uma tese de crescimento e valorização patrimonial. Na visão do analista, o banco entrega expansão consistente de lucro, acima de 30% ao ano, o que justifica múltiplos mais esticados.

Segundo ele, o problema surge quando empresas negociam com preço alto sem crescimento – o que não parece ser o caso do BTG, que vem executando bem o modelo de negócios e ajustando as áreas com maior retorno.

Horta avalia que, se o banco mantiver o ritmo de crescimento, o mercado pode aceitar múltiplos ainda mais elevados no futuro, chegando a 30 ou até 35 vezes o lucro anualizado. Essa lógica dialoga com a leitura de outros analistas, que veem o BTG bem posicionado para capturar uma eventual virada do ciclo de juros.

André Matos, CEO da MA7 Negócios, destaca que o banco combina resiliência, retorno elevado sobre o capital e estrutura sólida, características que tendem a se valorizar quando o crédito voltar a ganhar tração.

Publicidade

No pano de fundo, o balanço também mostra um banco confortável do ponto de vista financeiro. O índice de Basileia (que avalia a solidez) encerrou o ano em 15,5%, com Tier  (nível) 1 de 12,4%, enquanto o índice de cobertura de liquidez (LCR) alcançou 176,8%.

Em janeiro desse ano, o BTG ainda reforçou sua presença internacional ao emitir US$ 750 milhões em dívida sênior a 5,5% ao ano, com o menor spread  (diferença entre o preço de compra e o preço de venda) da sua história sobre títulos soberanos, um sinal de confiança do mercado externo no risco do banco.

Somadas, as aquisições concluídas ao longo de 2025 (como M.Y. Safra Bank, JGP Wealth Management e Julius Baer Brasil) ajudam a explicar a ampliação do escopo de atuação do BTG. Ao integrar operações de banco de investimento, crédito, gestão de recursos e wealth management, o grupo passa a concentrar várias fontes de receita dentro da mesma estrutura, reduzindo a dependência de um único segmento ou de eventos pontuais do mercado.

Na avaliação de analistas, esse modelo mais diversificado sustenta níveis elevados de rentabilidade mesmo em cenários macroeconômicos mais restritivos. Para o investidor, isso muda o foco da tese. O BTG não se posiciona como uma ação voltada à geração imediata de dividendos, mas como um ativo de crescimento, cuja principal aposta está na capacidade de seguir expandindo escala, preservando margens e transformando esse crescimento em valorização do capital ao longo do tempo.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • banco BTG Pactual
  • Banco BTG Pactual (BPAC11)
  • BTG
  • BTG (BPAC11)
  • Conteúdo E-Investidor
Cotações
10/04/2026 1h17 (delay 15min)
Câmbio
10/04/2026 1h17 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Após Raízen e GPA: as empresas que mais preocupam o mercado financeiro hoje

  • 2

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 3

    32 fundos imobiliários de crédito estão baratos; veja como aproveitar sem cair em armadilhas

  • 4

    Ibovespa acompanha euforia global com cessar-fogo e renova recorde histórico

  • 5

    Petróleo despenca 16% com trégua — Petrobras cai mais de 4%

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Imagem principal sobre o FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Logo E-Investidor
FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Logo E-Investidor
Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Imagem principal sobre o Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Logo E-Investidor
Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Imagem principal sobre o Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Logo E-Investidor
Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Últimas: Investimentos
C6 aumenta exposição à renda fixa prefixada e vê mais espaço para Bolsa brasileira
Investimentos
C6 aumenta exposição à renda fixa prefixada e vê mais espaço para Bolsa brasileira

Banco espera que o mercado passe a prever juros futuros mais baixos e considera uma boa oportunidade de investimento em ativos prefixados brasileiros

09/04/2026 | 14h46 | Por Bruna Camargo
Petróleo em alta e trégua frágil mudam o cenário: como o investidor deve se posicionar agora
Investimentos
Petróleo em alta e trégua frágil mudam o cenário: como o investidor deve se posicionar agora

Alta da commodity pressiona inflação global, mantém juros elevados e reposiciona estratégias de investimento

09/04/2026 | 13h14 | Por Isabela Ortiz
JHSF3 dispara mais de 200% e paga dividendos mensais, mas valorização esticada acende alerta: devo comprar?
Investimentos
JHSF3 dispara mais de 200% e paga dividendos mensais, mas valorização esticada acende alerta: devo comprar?

Com receita impulsionada por venda bilionária, melhora na estrutura de capital e yield elevado, ação atrai investidores, mas valuation já levanta cautela

09/04/2026 | 09h35 | Por Isabela Ortiz
Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?
Investimentos
Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

Patamar de R$ 5 volta ao radar e especialistas não descartam continuidade do bom momento do real no curto prazo

09/04/2026 | 05h30 | Por Luíza Lanza

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador