• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Crédito privado: quantos títulos tornam uma carteira protegida de calotes? Veja o erro que engana investidores

XP Investimentos afirma que concentração por setor, emissor e indexador pode aumentar perdas em casos de defaut

Por Isabela Ortiz

25/05/2026 | 10:01 Atualização: 25/05/2026 | 10:01

Diversificação no crédito privado vai além do número de debêntures, alerta XP (Foto: Adobe Stock)
Diversificação no crédito privado vai além do número de debêntures, alerta XP (Foto: Adobe Stock)

Reunir dezenas de debêntures na carteira não significa, necessariamente, se proteger contra calotes. A XP Investimentos afirma que muitos investidores confundem quantidade de ativos com diversificação real e acabam excessivamente expostos sem perceber. A instituição argumenta que, no crédito privado, o fator decisivo não é o número de emissores, mas como o risco está distribuído entre empresas, setores e indexadores.

Leia mais:
  • Dólar abaixo de R$ 5? Mercado divide apostas sobre futuro do câmbio em ano eleitoral
  • Balanços do 1ª tri decepcionam sob pressão de juros altos e cenário externo
  • O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nos últimos dois anos e meio, ao menos 30 empresas com títulos emitidos no mercado de capitais enfrentaram problemas financeiros. Ambipar (AMBP3), Banco Master, Raízen (RAIZ4), GPA (PCAR3), Braskem (BRKM5): a lista é extensa e contém companhias de peso no mercado financeiro.

A diversificação em crédito privado pode ser menos eficiente do que aparenta. “Uma carteira de crédito pode parecer diversificada sem de fato ser” e alerta a XP. Segundo a casa, muitos investidores confundem quantidade de ativos com dispersão efetiva de risco. “Contar nomes não equivale a diversificar risco”, afirma o relatório. Na prática, uma carteira pode reunir dezenas de emissores e, ainda assim, concentrar grande parte do patrimônio em um único setor econômico, elevando a exposição a choques específicos.

O estudo analisa justamente quais seriam as camadas necessárias para transformar um eventual calote “em um evento administrável, e não em uma perda relevante de patrimônio“. A XP destaca que o mercado brasileiro de crédito privado cresceu rapidamente nos últimos anos, ampliando o acesso do investidor pessoa física a debêntures e outros papéis. Ao mesmo tempo, episódios recentes de deterioração de crédito em empresas consideradas de boa qualidade recolocaram o debate sobre concentração no centro das discussões.

  • “Não invista em crédito privado”, diz Marília Fontes; entenda o que motiva a cautela da especialista em renda fixa da Nord

Não existe número mágico de segurança

O relatório lembra que o mercado costuma trabalhar com um limite entre 3% e 5% por emissor, referência presente em regulamentos de muitos fundos. Ainda assim, a casa pondera que não existe “número mágico” para garantir segurança.

“O crédito é um jogo assimétrico: o ganho é limitado, mas a perda, quando o emissor quebra, pode ser severa”, afirma a XP.

Por isso, segundo a instituição, a diversificação não serve para aumentar ganhos, mas para limitar danos. A análise foi baseada em debêntures indexadas ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) entre 2016 e 2025. A XP explica que escolheu esse universo porque, nos papéis pós-fixados, a marcação a mercado reflete de forma mais limpa o risco de crédito, sem a interferência mais intensa das oscilações de juros reais presentes nos títulos IPCA+ (atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

As dicas da XP para evitar perdas

O relatório também argumenta que a diversificação começa antes mesmo da escolha de emissores. A primeira camada vem da divisão entre classes de ativos e indexadores. “Uma carteira inteira em IPCA+ longo é, antes de mais nada, uma aposta na trajetória do juro real“, afirma a casa. Assim, combinar CDI, IPCA+ e prefixados funcionaria como a primeira linha de defesa contra riscos de mercado.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Na segunda camada aparece a discussão sobre quantidade de emissores. Segundo o estudo, o benefício de adicionar nomes à carteira cresce rapidamente no início, mas perde eficiência depois. A XP calcula que o chamado “joelho da curva” – ponto em que novos emissores passam a trazer ganhos marginais de diversificação – fica entre aproximadamente 12 e 19 nomes.

Mesmo assim, a instituição alerta que perseguir um número elevado de ativos pode gerar outro problema: a dificuldade de monitoramento. “Cada emissor adicional significa uma escritura a ler, um resultado trimestral a monitorar, uma marcação a observar”, diz o relatório. Para a XP, acompanhar entre 15 e 20 emissores com profundidade já seria uma tarefa complexa para investidores individuais.

A recomendação de limitar o peso de cada emissor ganha ainda mais importância diante das perdas observadas em eventos recentes de crédito. A XP calculou que o chamado LGD (loss given default, um indicador que mede a porcentagem de uma dívida que a instituição credora não consegue recuperar após o cliente não realizar o pagamento e entrar em calote), ficou entre 70% e 95% nos principais casos analisados.

Com base nos últimos episódios de defaut, a XP conclui que, considerando um LGD entre 75% e 80% e uma tolerância de perda de 3% do patrimônio em um evento isolado, o peso máximo por emissor deveria ficar entre 3,75% e 4% da carteira.

O risco da concentração setorial

Além do limite individual, o relatório da corretora chama atenção para o risco de concentração setorial. Segundo a XP, emissores de um mesmo segmento tendem a compartilhar riscos regulatórios, operacionais e macroeconômicos. Assim, uma carteira pode obedecer ao limite por nome e, ainda assim, continuar excessivamente exposta a um único setor. “Nomes de um mesmo setor não são apostas independentes”, afirma o documento.

Publicidade

A instituição observou que a correlação entre emissores varia significativamente de um segmento para outro, havendo setores em que os ativos “andam quase em bloco”. O estudo lembra ainda que o ciclo recente de juros elevados provocou aumento expressivo dos pedidos de recuperação judicial no Brasil em 2025, especialmente no agronegócio. Apesar disso, a XP ressalta que os dados não podem ser interpretados diretamente como inadimplência do mercado de debêntures, já que incluem empresas pequenas e de capital fechado.

Mesmo assim, o ambiente reforça a visão da instituição de que a inadimplência faz parte do mercado de crédito. “Quem empresta dinheiro, em algum momento, especialmente no longo prazo, perde com algum tomador”, afirma o relatório.

Ao fim do estudo, a XP resume a estratégia de proteção em três níveis:

  • Primeiro a diversificação entre indexadores;
  • Depois o limite de exposição por emissor; e
  • Por último, o teto de concentração por setor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • calote
  • Crédito privado
  • XP Investimentos
Cotações
25/05/2026 10h01 (delay 15min)
Câmbio
25/05/2026 10h01 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    Envelhecimento dos baby boomers cria ‘tsunami prateado’ e aquece mercado imobiliário nos EUA

  • 3

    De Warren Buffett a Walt Disney, essas 5 lendas do mercado tiveram o mesmo emprego na adolescência

  • 4

    FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

  • 5

    China suspende importações de três frigoríficos brasileiros; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) lideram perdas do Ibovespa

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: entenda se trabalhadores avulsos com 70 anos podem sacar o dinheiro
Logo E-Investidor
FGTS: entenda se trabalhadores avulsos com 70 anos podem sacar o dinheiro
Imagem principal sobre o Idosos de 80 anos podem ter prioridade máxima no atendimento em bancos?
Logo E-Investidor
Idosos de 80 anos podem ter prioridade máxima no atendimento em bancos?
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Últimas: Investimentos
B3 ganha ETFs de ouro e tecnologia militar em meio à escalada das guerras
Investimentos
B3 ganha ETFs de ouro e tecnologia militar em meio à escalada das guerras

Ativos surgem em momento de valorização do ouro nos últimos dois anos e aumento de gastos de defesa para US$ 2,8 trilhões; entenda como vão funcionar

25/05/2026 | 09h00 | Por Isabela Ortiz
Dólar abaixo de R$ 5? Mercado divide apostas sobre futuro do câmbio em ano eleitoral
Investimentos
Dólar abaixo de R$ 5? Mercado divide apostas sobre futuro do câmbio em ano eleitoral

XP, BTG e Banco do Brasil reduziram projeções para o dólar, mas parte do mercado ainda vê pressão eleitoral e fiscal

25/05/2026 | 05h30 | Por Daniel Rocha
FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno
Investimentos
FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos imobiliários ainda são negociados abaixo do valor ideal, com potencial de alta de até 32%; entenda se o momento está para logística, shopping ou outros segmentos

22/05/2026 | 14h44 | Por Daniel Rocha
BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026
Investimentos
BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

ETF que replica o Ibovespa concentra quase metade das negociações da indústria de ETFs, dobra patrimônio em um ano e ganha espaço em estratégias de investidores institucionais e estrangeiros

22/05/2026 | 05h30 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador