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Mercados aguardam dados dos EUA; Ibovespa ronda a estabilidade aos 186 mil pontos

À espera do Payroll e do CPI, investidores ajustam posições no Brasil e no exterior

Em uma sessão marcada pela espera dos investidores, os mercados globais alternam sinais antes do Payroll de janeiro e do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos. Com Wall Street sem direção definida, o dólar perde fôlego e os rendimentos dos Treasuries, títulos do governo dos EUA, ficam em queda após números mais fracos de varejo. O pano de fundo segue sendo a leitura de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, pode agir com mais calma diante de uma desaceleração gradual, enquanto investidores avaliam se a recente rotação fora de big techs ganha tração ou se o setor volta a liderar caso os dados confirmem um “pouso suave”.

Entre as commodities, o petróleo oscila em movimentos técnicos, ainda sensível a tensões geopolíticas ligadas à segurança na navegação no Estreito de Ormuz; já os metais preciosos passam por realização. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com Tóquio renovando recordes; na Europa, o tom é misto.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro avançou 0,33% (4,44% em 12 meses), próximo das estimativas, mas com aberturas que mantêm o debate sobre a qualidade da desinflação e o ritmo de início dos cortes da Selic em março. A divulgação trouxe pressão inicial à curva, que depois estabilizou com o arrefecimento do dólar e queda dos Treasuries, enquanto o leilão de NTN‑B e LFT com oferta menor do que na semana passada não adicionou estresse aos vértices longos.

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Na B3, o Ibovespa ronda a estabilidade na faixa dos 185 mil pontos, amparado por bancos, com Vale (VALE3) oscilando levemente e Petrobras (PETR3; PETR4) recuando mesmo com o Brent em alta modesta, em sessão de ajustes após a forte véspera. No câmbio, o dólar ensaia alta moderada em torno de R$ 5,20, movimento de correção após perdas recentes no ano e à espera dos dados norte‑americanos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o foco recai sobre a forte queda de Eneva (ENEV3), após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar editais do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) com preço‑teto entre R$ 1,12 milhão e R$ 1,6 milhão por MW/ano, patamar bem inferior ao que o mercado esperava, minando a atratividade de novos projetos e impulsionando a realização nos papéis. Bancos sustentam parte do índice, em dia de rotação para nomes líquidos e leitura de que o início do ciclo de cortes seguirá calibrado, enquanto Braskem (BRKM5) figura entre as altas após assinar contrato de fornecimento de vapor com a Petrobras.

Petrobras recua apesar do petróleo positivo e à espera do relatório de produção e vendas, e Vale oscila com minério de ferro misto entre Dalian e Cingapura. No varejo, a alta inicial dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) pesa sobre nomes sensíveis a juros, ao passo que BB Seguridade (BBSE3) avança com lucro sólido e anúncio de dividendos, enquanto B3 (B3SA3) e Cogna (COGN3) cedem após rebaixamentos de recomendação; Itaúsa (ITSA3) sobe com Juros Sobre Capital Próprio (JCP) e aumento de participação na Aegea.

 

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