O BTG Pactual reiterou a recomendação Neutra para as ações da Gerdau (GGBR3; GGBR4), após a siderúrgica divulgar seus números referentes ao quarto trimestre de 2025.
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O BTG Pactual reiterou a recomendação Neutra para as ações da Gerdau (GGBR3; GGBR4), após a siderúrgica divulgar seus números referentes ao quarto trimestre de 2025.
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Os números estavam “em grande parte” em linha com o consenso, mas ligeiramente abaixo (3%) das estimativas do banco. O Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) foi de R$ 2,37 bilhões, uma queda de 13% na comparação trimestral e em linha na comparação anual, “marcado pela agora recorrente diferença de desempenho entre um mercado americano muito forte e resiliente e um Brasil notavelmente fraco”, escrevem os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo.
Na visão dos profissionais, operacionalmente, os EUA foram mais uma vez um destaque positivo do trimestre, com margens de Ebitda chegando a 21,1%, acima da previsão do banco, que projetava 20,8%. Eles argumentam que, com a contínua queda no Brasil, que envolve margens em níveis de crise de 7%, “a Gerdau é agora em grande parte uma siderúrgica americana, com mais de 70% do Ebitda vindo da região”, uma vantagem competitiva em relação aos pares brasileiros, na visão do BTG.
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Em outras frentes, a geração de Fluxo de Caixa Livre (FCF) foi sólida no trimestre (13% de rendimento anualizado), mas o banco considera o resultado de baixa qualidade, pois foi impulsionado por uma liberação de capital de giro de R$ 1,47 bilhões e entradas de caixa “outras” de R$ 500 milhões.
O banco também analisou o anúncio da empresa referente a um pagamento de dividendos de R$ 0,10 por ação e à aprovação de um novo programa de recompra, que representa 2,9% das ações em circulação. O movimento é bem-vindo na visão dos analistas.
Além disso, o anúncio da baixa contábil dos ativos brasileiros da companhia, de R$ 2 bilhões, foi um tanto inesperado para os analistas do BTG e indica que as condições de mercado continuam desafiadoras.
“No geral, vemos os resultados como amplamente em linha e acreditamos que os modestos retornos de caixa devem limitar o desempenho no curto prazo”, acrescentam.
O banco tem preço-alvo de R$ 25 para as ações da Gerdau (GGBR3; GGBR4), o que representa potencial valorização de 15,68% frente ao último fechamento do papel (R$ 21,61).
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