Itaú Asset lança quatro novos ETFs para complementar estratégias de renda fixa
5PRE11 vai investir em prefixados de duration de 5 anos, enquanto TD3511, TD5011 e TD6011 seguem o Tesouro IPCA+; com os novos produtos, prateleira de ETFs da gestora chega a 34 produtos
Com os novos ETFs, prateleira da Itaú Asset chega a 34 produtos. (Foto: Adobe Stock)
A Itaú Asset lançou nesta terça-feira (4) quatro novos Exchange Traded Funds (ETFs) — fundos que replicam o desempenho de índices, com cotas negociadas em Bolsa — para expandir sua prateleira de renda fixa. Com o lançamento, a gestora, pioneira nessa indústria no País, chega a 34 produtos.
Um deles é o 5PRE11, um ETF que vai investir em uma cesta de títulos prefixados para montar uma carteira de duration média de 5 anos. A taxa de administração é de 0,25% ao ano.
O produto é diferente dos dois outros ETFs prefixados que a gestora tem, o IRFM11 e o IDKA11, que têm prazo médio entre 2 a 3 anos. A ideia é ter à disposição uma opção mais longa, que pode capturar melhor os efeitos da queda de juros que deve ocorrer nos próximos anos. Além de completar as outras estratégias já disponíveis.
“Nossos estudos identificaram que determinados produtos se beneficiam dos ciclos de queda de juros. Sentíamos que existia um gap dentro da nossa prateleira de um produto com exposição mais longa e esse ETF resolve isso”, explica Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset.
Os outros lançamentos são atrelados ao Tesouro IPCA+. Os TD3511, TD5011 e TD6011 permitem acesso aos títulos públicos de vencimento em 2035, 2050 e 2060, respectivamente. Mas com as vantagens que a estrutura do ETF permite: reinvestimento isento e automático dos cupons, sem come-cotas e com a alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda independente do prazo do investimento.
No segmento de juro real, a gestora já tem o B5P211, o IMAB11 e o IB5M11. A diferença é que nesses produtos os índices de referência mantêm o duration sempre igual, enquanto nos novos ETFs o vencimento vai “se aproximando” a medida que o tempo passe. Com isso, a volatilidade dos ativos também diminui.
Eid pontua que há uma demanda por essas estratégias específicas e que elas podem ajudar o investidor, especialmente a pessoa física, que já está acostumada com o funcionamento dos prazos de vencimentos dos títulos públicos. “Comprar um ativo que vá ‘escorregando’ na curva traz um conforto se comparado ao índice, que fica sendo ‘rolado'”, diz.
O objetivo da gestora não é que os ativos sejam “concorrentes” das outras estratégias de juro real que já estão na prateleira, mas sim um complemento na hora de montar o portfólio.
“Dá para combinar, por exemplo, um ETF de IMAB-5, que é uma exposição curta de IPCA+ e protege o dinheiro da inflação com uma volatilidade mais baixa, com uma alocação no TD6011 para capturar a queda de juros de forma mais tática”, explica o superintendente.
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O TD3511, o TD5011 e o TD6011 seguem o índice de seus respectivos títulos até muito perto do vencimento. Antes dos 720 dias do prazo médio de repactuação da carteira – que é o que garante a vantagem tributária no IR em todos os ETFs da Itaú Asset –, o ativo passa a seguir o índice IMAB-5.
A taxa de administração dos três produtos é de 0,20% ao ano.