A sessão do mercado financeiro desta sexta-feira (27) no exterior está sendo marcada por maior aversão ao risco, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e dados de inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos acima do previsto, o que recalibra expectativas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
As bolsas em Nova York operam no campo negativo, enquanto os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro dos EUA, recuam e o petróleo avança mais de 2%, refletindo o clima de prudência global. Ao mesmo tempo, commodities como ouro e cobre registram alta moderada, favorecidas pela busca por proteção e pelo receio de desaceleração econômica internacional.
No Brasil, o mercado reage principalmente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro, que surpreendeu ao vir acima do teto das estimativas e levou a uma abertura expressiva da curva de juros. O movimento pressiona ações sensíveis ao ciclo doméstico e reduz apostas em cortes mais agressivos da Selic nas próximas reuniões.
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Às 14h15, o Ibovespa hoje caia 0,65% aos 189.761 pontos, enquanto o dólar recuava 0,12% frente ao real – invertendo a dinâmica de valorização observada no início da sessão.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão é marcado por forte assimetria setorial. Setores cíclicos como varejo, educação e construção sofrem com a alta dos juros futuros após o IPCA-15 acima do consenso, intensificando movimentos de realização.
No lado positivo, Localiza (RENT3) figura entre as maiores altas após apresentar balanço robusto, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) avança acompanhando o petróleo e a Vale (VALE3) oscila levemente.
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