A sessão desta segunda-feira (2) é marcada por um movimento clássico de aversão ao risco, após novas tensões geopolíticas no Oriente Médio, elevando os prêmios de risco e reacendendo receios de inflação global. O petróleo saltou com o Brent avançando perto de 9% e o gás natural europeu disparando, enquanto investidores migraram para dólar e ouro.
Em paralelo, as ações na Europa cederam e, em Nova York, a melhora dos índices de gerentes de compras (PMIs, em inglês) apenas suaviza as perdas. Os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro norte-americano, sobem, refletindo o choque de energia e a percepção de que cortes de juros nas economias centrais podem ficar mais adiante. Em síntese, a combinação de petróleo em alta, dólar forte e bolsas pressionadas mantém o apetite por risco contido no exterior.
Por aqui, o dólar voltou à casa de R$ 5,20, espelhando o movimento global, e os juros futuros também subiram, com o mercado discutindo se o Comitê de Política Monetária (Copom) cortará 0,25 pp na próxima reunião, diante dessa tensão. Na bolsa, a sessão ficou volátil, mas a força do petróleo amparou as petroleiras e atenuou o estresse sobre o índice, enquanto setores sensíveis a juros mantiveram viés negativo.
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Às 14h15, o Ibovespa cedia 0,22% aos 188.365 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o rali do petróleo impulsiona as ações do setor, com Petrobras (PETR3; PETR4), Prio (PRIO3), Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) entre as altas. Em contrapartida, consumo discricionário e construção recuaram à medida que o mercado ajustou a curva de juros, penalizando as os nomes mais cíclicos.
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