Logo na abertura do pregão, os juros futuros dispararam mais de 20 pontos na ponta longa, refletindo a tensão global com o Irã, que coloca o dólar e os rendimentos dos Treasuries em alta e eleva os temores de maior inflação pelo mundo.
Às 9h12 (de Brasília), no início da sessão, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 13,420%, de 13,296% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 ia para 12,925%, de 12,728%, e o para janeiro de 2031 avançava para 13,300%, de 13,117% no ajuste de segunda-feira (2).
Às 11h50, o DI de 2027 já tinha desacelerado o ritmo e operava a 13,290%. A curva longa, no entanto, permanecia em alta: o DI para janeiro de 2029 estava em 13,090%, enquanto o vencimento de 2031 avançava a 13,295%.
Tesouro Direto fora do ar
A abertura da curva de juros pressionou também os títulos do Tesouro Direto. Por volta das 11h40, só era possível investir no Tesouro Selic. A negociação de títulos prefixados e do Tesouro IPCA+, Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+ estava interrompida.
Geralmente, o “circuit breaker” no Tesouro acontece em momentos de volatilidade alta nos juros. Às 12h30, a negociação já tinha sido normalizada.
*Com informações do Broadcast